sexta-feira, 29 de junho de 2007

O que faz falta é animar a Malta!!!


No Público de hoje:
«Poder de compra dos portugueses é 25 por cento inferior à média da União Europeia
Os portugueses têm um poder de compra 25 por cento inferior à média da União Europeia, de acordo com as estimativas preliminares referentes a 2006 divulgadas pelo Eurostat, o órgão estatístico da União Europeia. (…)
Portugal surge (...), como 12º segundo país com um poder de compra por habitante mais baixo e foi este ano ultrapassado por Malta.»
Por estas e por outras, que não são nada poucas, é que isto deve estar quase a fechar!!!

Nova piada? Nova demissão!

No J.N. de hoje:

«"Faça como o ministro e desapareça daqui. Fuja, está num SAP". A frase, escrita junto de uma fotocópia de uma entrevista publicada no JN, em que o ministro da Saúde dizia que nunca iria a um serviço de atendimento permanente por falta de condições, é de autor desconhecido, mas motivou o afastamento da directora do Centro de Saúde onde foi afixada, em Vieira do Minho. Por não ter procurado averiguar quem e por que fez aquilo, violando "o dever de lealdade com o ministro", justifica a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN).(...)
A história remonta ao ano passado e, ao que o JN conseguiu apurar, a ideia terá sido de um médico do Centro de Saúde. O cartaz terá ficado algum tempo afixado pelo facto de a dirigente agora exonerada estar de fim-de-semana e só o ter visto dias depois.»

Continua a senda das perseguições por razões políticas?
Acho que quem não tem capacidade para se rir de uma boa piada sobre si mesmo, ainda por cima provocada pelas sua própria flatulência verbal, não tem capacidade para ser pessoa de bem.
Agora também é verdade que, para ser ministro, não está provado que seja necessário ser pessoa de bem. Nem sequer ser pessoa!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Questão "picante"


No Público de hoje:
«Regresso do "Girl Power"
As Spice Girls estão de volta. Victoria Beckham, Melanie Chisholm, Gerri Halliwell, Emma Bunton e Melanie Brown posaram para os media no Greenwich Royal Observatory, em Londres, e deverão anunciar hoje as datas da sua "tournée" mundial, pondo fim a meses de especulações sobre o regresso do "Girl Power" à música pop.»

E quem as vai patrocinar? Será a Old Spice???

Canções de esperança

Depois de ter falado em Sylvian e Sakamoto, lembrei-me de um disco, ainda em vinil, que comprei mais ou menos na altura em que saiu, 1986, de uma senhora chamada Virginia Astley. Confesso que comprei o disco apenas porque Sylvian aí participava e porque Sakamoto o produzia, mas depois de o ouvir gostei muito, passou a ser um dos discos referência daquela altura. Calmo, introspectivo, na onda própria de Sylvian e de alguns grupos que "reinavam" na altura, como This Mortal Coil e toda a trupe da 4AD.
O disco chamava-se Hope in a Darkened Heart e a canção partilhada era a que abria o álbum, Some Small Hope. Um verdadeiro hino à esperança, de uma geração que soube ultrapassar, bem, a escuridão esperançosa que vertia das suas músicas!

O japonês de que gosto

Já aqui referi que não simpatizo muito com os japoneses. Nem sei bem porquê. Talvez devido à forma como encaram a vida, talvez devido ao que fizeram durante a II Guerra Mundial, talvez devido aos anime e aos mangas, talvez devido ao facto de andarem a vasculhar o mundo como formigas, sempre agarrados às máquinas fotográficas e de vídeo, sei lá, não simpatizo e não sei explicar porquê. Mas, no meio dessa antipatia toda, surge algo que me é simpático, ou melhor alguém, ou melhor ainda, a música de alguém. Concretamente de Ryuchi Sakamoto!
É ímpar o seu talento e a capacidade de inovar e colaborar com tanta gente, de tantos lugares diferentes e de latitudes musicais tão diversas, mantendo, no entanto, uma qualidade acima da média.
David Sylvian, David Bowie, Roddy Frame, Iggy Pop, Caetano Veloso, David Byrne, Virginia Astley e até o "nosso" Rodrigo Leão, são alguns desses nomes. E em qualquer destes casos, como na maioria de todos os outros, a marca de Sakamoto acrescenta ainda mais qualquer coisa ao que de bom eles já têm.
Eu gosto particularmente de um disco deste japonês sui-generis, chama-se Sweet Revenge e, de facto, soa-me como uma doce vingança "contra" mim, que tenho esta mania de dizer que não gosto de japoneses!

O que faltava...

Ontem ao ouvir rádio, deparei-me com a voz deslumbrante, inconfundível, quase etérea de David Sylvian. E lembrei-me de que não o inclui na lista dos meus músicos preferidos que aqui postei há algum tempo atrás. Redimo-me agora dessa falha. Sim, também ele faz parte dessa lista restrita, daqueles que me adoçam os momentos de deleite auditivo. Sobretudo a partir do seu disco de estreia a solo, Brilliant Trees, mas também depois, esta voz única e os sons que a acompanham fizeram, e fazem, com que seja um prazer, sempre renovado, cada vez que os ouço.
Música calma, intimista, onírica, e depois aquela voz, irrepetível, sonda-nos os sentidos com arrepios inevitáveis.
Como nos diz numa sua canção: Let the hapiness in...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Guantanamo(s)

Há pouco tempo tomei maior contacto, embora só pela televisão, com as realidades de Guantanamo e dos tão propalados vôos da CIA, com os quais, ao que parece, o "nosso" governo também compactuou. Nunca tive muitas dúvidas que a "Terra da Liberdade", o "Farol da Democracia", fosse, na verdade, uma falsidade, um monstro tão grande, senão maior, que todos os outros que dizem combater. Não lhes desejo mal, claro que não, não desejo a sua destruição, nem a aniquilação dos seus habitantes e dos seus valores. Mas gostava que ficassem por lá, que deixassem o resto do mundo em paz, que se preocupassem com os seus próprios, e enormes, demónios internos. E que acabassem com Guantanamo e com todos os guantanamos que vêm mantendo por esse mundo fora.
Também Neil Hannon e os seus Divine Comedy, fizeram uma música sobre isto, eis um bocadinho:
«(…)The headphones and the blindfolds, the days and the weeks.
The overalls of orange, the manacled feet.
A Kafka-esqueme nightmare.
A legal black hole.
A corner of Cuba named Guantanamo.
The warmongers tell us they gave up their rights when they attacked us and our way of life.
Oh but our way of life depends on the law.
On liberty and freedom and justice for all.
(…)In 70's Ulster the government thought if they locked up the suspects the terror would stop. But all that internment actually did was provide the Provos with more angry kids.
Oh but sometimes I wonder if our leaders really care?
They rely on these demons to keep people scared.
And unwilling to question the fate of those poor souls who lie rotting in the cages of Guantanamo (…)»

Em carne e osso


Tintin e Milou foram vistos, ao vivo (embora a preto e branco) numa rua de Bruxelas, num dia de inverno, chuvoso. E não, não são de papel!

Beautiful... no matter...


Ontem vi um episódio do Dr. House, mais um para o rol dos que vou vendo, fora da sua ordem normal. Nunca consegui seguir esta série de forma contínua, mas sempre a segui com um interesse e uma vontade continuados.
Mais uma vez pareceu-me ver um House antipático, duro, cruel até. Mas, na verdade, vi uma pessoa interessada, cuidadosa, com um enorme desejo de se ultrapassar a si própria e poder ser útil; salvar alguém!
Porque, no fundo, muitos de nós somos assim, criamos capas e subterfúgios, imagens que queremos passar, com que queremos mascarar a visão que temos de nós próprios.
Se calhar, só queremos agradar, sorrir para os outros, transmitir e oferecer um pouco mais de felicidade.
Sim, porque eu gosto de acreditar, como cantava Elvis Costello no fim do episódio de ontem, "We are beautiful, no matter what they say..."

terça-feira, 26 de junho de 2007

Em tons de Rosa

Ontem toquei, ao de leve, no nome dos Psychadelic Furs e hoje lembrei-me de uma das suas músicas de que sempre gostei muito, Pretty in Pink. Foi das músicas, naqueles princípios de 80, que mais me tocaram. Simples, bonita, com a voz semi-rouca e inconfundível de Richard Butler a pairar.
Alguns anos mais tarde, em 1986, John Hughes, que um anos antes tinha escrito Breakfast Club, filme "adolescente", mas de uma excelente qualidade e com a inesquecível música dos Simple Minds "Don't You Forget About Me", escreve um novo filme adolescente a partir da música dos Furs.
Pretty In Pink, o filme, foi protagonizado pela "estrela" do Club, Molly Ringwald, que entretanto se foi perdendo e foi um êxito entre os jovens da América e do mundo.
Para ajudar à festa, a banda sonora original incluía ainda, entre outros, os New Order com Shellshock; os Echo com Bring On Dancing Horses e os OMD com If You Leave.
Imperdível!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Explosão de lágrimas


No inicio dos anos 80 uma nova onda veio revolucionar a new wave que imperou na música em finais da década de 70.
Ao mesmo tempo que o chamado boom do rock português dava os seus primeiros passos, por terras britânicas várias bandas surgiam dos cacos do punk e da new wave com uma nova atitude e com um som mais trabalhado e revigorante. Uma característica comum a tantos grupos desta altura foi o cabelo em desalinho e com dimensões fora do comum, não no estilo dos "metaleiros", mas num estilo novo que, por um lado derivou numa linha a que chamaram neo-românticos(ou futuristas) e por outro, numa linha de uma maior maturidade musical, com outras intenções e com sons que se foram tornando muito importantes com o decorrer dos anos. Destes últimos, uns sobreviveram e transformaram-se noutras coisas, melhores ou piores, consoante o caminho que tomaram. Outros viveram pouco tempo, mas marcaram, de forma intensa, o pouco tempo que duraram.
Dos primeiros destacam-se, por exemplo, os U2, os Waterboys, os Smiths ou os Cure.
Dos segundos realçam os Echo and the Bunnymen, os Pshycadelic Furs ou os Teardrop Explodes.
Quero deixar aqui, hoje, uma palavra de alguma nostalgia por estes três grupos e sobretudo pelos Teardrop, que fizeram apenas dois discos, Killimanjaro em 1980 e Wilder em 1981. Este último foi, na minha opinião e na dos meus ouvidos, uma das "coisas" mais bonitas da primeira metade de 80.
Julian Cope foi um brilhante criador de canções. Em Wilder há um soberbo conjunto delas e, porventura, foi um dos grandes impulsionadores para uma década brilhante em termos de música.
Como curiosidade acrescento só que Ian McCulloch, alma dos Echo, foi nos Teardrop que se iniciou nestas andanças.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

"P... que o pariu!"


No J.N. de hoje:


« Holocausto pode ter sido "vingança" contra prostituta
Uma teoria apresentada durante um congresso de psiquiatras na Escócia sustenta que Adolf Hitler pode ter-se tornado um homem de comportamento violento após ter sido contaminado com sífilis, transmitida por uma prostituta judia. A possibilidade foi apontada pelo psiquiatra Bassem Habeeb, num artigo académico que circulou entre o público de especialistas, no encontro mundial do Royal College of Psychiatrists, em Edimburgo. Segundo Habeeb, Hitler apanhou a doença quando manteve relações sexuais com uma prostituta judia, em 1908. À época uma doença incurável, a sífilis pode levar à loucura, mudanças bruscas de humor e paranóia. (…)Habeeb acrescentou que, embora não se possa afirmar com certeza, existem "amplas evidências" de que o líder nazi, que procurou eliminar os judeus através do Holocausto, era portador de sífilis. (…)No seu livro, "Mein Kampf" (Minha Luta), Hitler dedica uma dezena de páginas à sífilis, afirmando que a eliminação da "doença de judeus" deveria ser "uma tarefa de toda a nação alemã".»


Ir às "meninas" nunca deve ser uma desculpa para nada! Muito menos para o que este inominável fez a muitos milhões de pessoas. Pena foi a sífilis não lhe ter destruído completamente o cérebro e o resto do corpo, em mil milhões de pedaços!!!!

O País de Garibaldi


A Itália é, na minha opinião, o mais "especial" dos países europeus.
É um país cheio de contrastes, de imensos génios e alguns, enormes, demónios!
Foi aí que nasceu, cresceu e se expandiu o génio, a crueldade da civilização romana, que se estendeu por todo o "mundo conhecido" da altura. Foi também aí que nasceu a língua, original, que hoje se transformou em línguas faladas por muitos milhões de pessoas, em todo o mundo.
Foi um "país" que gerou génios como Dante, Italo Calvino, Dario Fo, Alberto Moravia ou Tabucchi nas letras! Scola, Bertolucci, Visconti, Tornattore, Antonioni ou Felini no cinema! Em filmes como Cinema Paraíso, ou Armarcord, ou 1900, ou Senzo! Com actores como a Loren, Gassman, Mastroianni ou Ana Magnani!
Um país onde os governos nunca duram muito, mas onde a instabilidade política não é sinónimo de desgoverno. Um país onde "reinou" um dos piores ditadores da História, com uma das mais cruéis ideologias, mas onde, também, viram a luz da vida e do encantamento Verdi, Puccinni, Pavarotti ou a "desenhada" Castafiore! E desenhadores tão excelentes como Pratt ou Manara!
Um país que "criou" a Mafia e a Camorra, mas também criou Galileu, Da Vinci ou Miguel Ângelo! Ou Casanova!
Com cidades tão belas, imponentes e inesquecíveis como Veneza, Roma, Milão, Florença, Nápoles, Verona, Génova e o Vaticano!
E, até, com um dos "futebóis" mais famosos do mundo, tetra campeão mundial e com clubes tão importantes como Juventus ou AC Milan.
Um país que tem a Fiat e a Ferrari; que dá cartas na moda e na elegância, que tem das mais bonitas paisagens e pessoas (apesar dos seus "Feios, Porcos e Maus") e com uma língua que será, seguramente, das mais cantantes de todo o planeta!
É um país que merece destaque, é um país que merece um conhecimento maior e, porque não, uma paixão e um gosto especiais.
Com os seus contrastes, as suas belezas, os seus delírios e demónios, Itália é, sem dúvida, única e, definitivamente, marcante!
E, não, eu não sou italiano, embora não me importasse de ter sido!
CIAO...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O Senhor dos Anéis também canta!?

Estreou por estes dias em Londres, no Theatre Royal, a versão musical da obra monumental, sob vários aspectos, de J.R.R.Tolkien, O Senhor dos Anéis.
Uma outra versão deste musical foi já apresentada, há cerca de dois anos, em Toronto. Esta nova visão da obra chega agora aos palcos londrinos e, ao que parece, as críticas foram, negativamente, devastadoras.
Depois do êxito cinematográfico que, relembremos, conquistou, no conjunto da trilogia, 18 óscares, parece que Frodo, Gollum e companhia não foram feitos para cantar.
Indubitável, contudo, é o facto de que foram criados para encantar!!!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

O adesivo

Falando de pranchas das Aventuras de Tintin, apetece-me deixar aqui esta, protagonizada pelo impagável Capitão Haddock no interior de um autocarro da Swiss Air, quando os nossos heróis se dirigiam para o avião em que iam deixar a Suíça rumo à Bordúria, naquela que é uma das obras-primas de toda a série, O Caso Girassol, aventura de espionagem bem ao estilo da guerra fria que se vivia na altura.
Eis pois um dos muitos gags divertidos que o Capitão nos ofereceu ao longo das Aventuras em que entrou: o gag do adesivo.