quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Fita nº 3


Afinal os passarinhos ainda voam e o céu continua azul e há neve nos picos das montanhas.
E ouvem-se vozes de crianças que cantam alegremente.
Dizia Maria : "The hills are alive with the sound of music..." e não é que a senhora tinha razão!
Nada como um música bonita e paisagens solarengas para nos animarem os dias.
Deixemos pois que a familia Von Trapp nos traga alegrias e fujamos também dos nossos nazis!

Comemoração


Passam hoje 70 anos sobre a morte de Fernando Pessoa. Das muitas linhas que escreveu, dos muitos prazeres que nos deu, lhes estamos gratos.
De Álvaro Campos apenas um pequeno excerto, retirado do poema "Se te queres" :

"(...) Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamado homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma? (...)"

Fábulas Quotidianas

Estava eu a adormecer o meu filho, cantando-lhe umas canções de que ambos gostamos, quando, aparentemente vinda do nada, me surgiu aquela história da rã que tendo visto um boi desejou, imediatamente, ficar do seu tamanho. Então foi inchando, inchando, inchando até que ultrapassou o tamanho permitido e, obviamente, rebentou.
Apercebi-me também que conheço uma rã assim e que, ultimamente, anda muito, muito inchada.
Espero não estar perto dela quando o inevitável acontecer.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Banda Sonora nº 9


A importância de termos memória!
Se somos o que somos, muito o devemos aquilo que fomos vivendo, às coisas boas e más que fomos construindo, aos altos e baixos desta montanha russa que acaba sempre por ser a nossa vida.
Por isso as memórias são daquelas coisas que mais importância devem ter para nós, é com elas que nos vamos lembrando quem somos, é com elas que aprendemos, é com elas que vamos crescendo e se mais não fosse, são o nosso património, o único património a que podemos chamar verdadeiramente nosso!
Isto fez-me lembrar uma canção muito bonita, de uma banda a quem já fiz anteriormente referência, e que é uma referência também para mim.




Prefab Sprout - I Remember That:

"(...) Nothing sounds as good as
I Remember That,
Like a bolt out from the blue,
did you feel it too?
I Remember That (...)"

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

às vezes...

Na Terra do Nunca há meninos perdidos que se sentem felizes, brincam imenso, andam à vontade e convivem com fadas, com índios e com sereias. E lutam contra os piratas. Ah e conseguem voar.
Parece que afinal também é bom andar perdido, às vezes...

TV nº 2


Mais uma vez faço referência ao humor britânico. Que melhor remédio pode haver que conseguirmos rir de nós próprios?
Óptimo exemplo disso mesmo é a excelente série Couplings, Ligações em Portugal.
Com non sense eficaz, sexo e amor, trocadilhos fabulosos, actores do melhor e realizações soberbas, esta sitcom é do mais brilhante que se tem visto nas televisões.
Creio aliás que todos os esteriótipos sobre homens e mulheres e as suas relações, estão lá perfeitamente vincados. Não há nada a que não façam pontaria, e o mais incrível é que nos fazem rir e concordar com tudo o que dizem. E não falta a excentricidade, a ultrapassagem dos limites.
Será que somos mesmo assim?
Perhaps... perhaps... perhaps...

Revoluções ???

Hoje é dia 25 de Novembro. Há 30 anos que se desfez o sonho, para alguns, da República Popular de Portugal.
O que é estranho, ou nem tanto, é a manutenção de algumas práticas de origem estalinista.
Glória aos vencidos...

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Banda Sonora nº 8


Já exprimi aqui a minha admiração e o meu gosto pela música de Neil Hannon e dos seus Divine Comedy. Não há canção de que não goste e não me canso de os aconselhar a toda a gente.
Mas, o próprio Neil Hannon, como que ostracizou o primeiro albúm que fez sair com o seu grupo. Diz ele que não seriam canções exactamente como as queria fazer, seria uma introdução ao que viria a seguir. Por isso considera como primeiro trabalho dos Divine Comedy o albúm de 1993 Liberation.
Eu, pelo contrário, discordando do próprio autor, considero o Fanfare for the Comic Muse, como um excelente disco, uma brilhante iniciação, um príncipio enorme. Recomendo uma audição.
Não! Recomendo muitas audições!

"I hate unhappy endings,
and there doesn't have to be one!"

Leitura nº 5


Hoje é dia de estreia de mais um filme de Harry Potter, por isso hoje é um dia mágico.
Prefiro os livros aos filmes, como acontece quase sempre nestas situações, mas também gosto muito dos filmes, em suma sou um fã(zinho) da saga Potteriana.
Seduz-me a magia que J.K.Rowling consegue imprimir nos seus livros, o suspense que cria e a fantasia que deles emana. De resistente ao princípio, tornei-me num consumidor ávido de novidades mágicas como tantos outros milhões por este mundo fora.
Faz-nos falta, digo eu, poder contar com a magia, com o maravilhoso e o fantástico e depois também é bom saber que é possível vencer o mal, ir acabando com os Voldemorts que nos vão surgindo nas histórias e no mundo real também!

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Banda Sonora nº 7


Se houve época, na nossa contemporaneidade, onde a mudança de mentalidades foi mais evidente foi, sem dúvida, a década de 60. Os movimentos hippies e todos os que lhe foram associados contribuiram, de forma marcante, para que tal acontecesse. O mundo nunca mais foi o mesmo, a geração de 60 conseguiu, de facto, dar a volta ao marasmo que até então se ia vivendo. As mudanças hoje são mais céleres, tanto que se torna difícil apreender todas elas de forma imediata.
A nível da música e, ao mesmo tempo, da atitude da geração mais nova face ao mundo que a rodeava, houve uma marca que se tornou ícone dessa revolução cultural ocidental.
Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band trouxe consigo sinais de que a mudança era, não só, inevitável, como desejável.
O mundo passou a ser visto com os olhos de Lucy, com ou sem a ajuda dos seus caleidoscópios. Muitos jovens sairam de casa depois de nela se sentirem abandonados e a premonição dos 64 anos comprovou, nos nossos dias, ser verdadeira.
Tudo isto, claro, com a ajuda de alguns amigos.
Se mais não fosse os 4 de Liverpool deixaram-nos este legado, de que todos nós hoje nos aproveitamos, mesmo sem nos darmos conta. A mudança que nos trouxeram ainda hoje paira no nosso mundo, de forma agradável. Que sejam todas assim!
Good morning, good morning, good morning...

Fita nº 2


É fundamental saber (e sentir) que temos um cérebro, um coração e coragem. É também fundamental conhecermos o nosso caminho de casa.
É igualmente bom quando tomamos consciência que não necessitamos de nenhum feiticeiro para conseguirmos esses objectivos, mesmo quando o feiticeiro em causa tem a imensa reputação do feiticeiro de Oz.
É necessário descobrirmos o nosso caminho feito de tijolos amarelos e irmos "combatendo" e vencendo os obstáculos que nos vão surgindo e por isso também é importante termos amigos que nos ajudem, mas, no fundo, este caminho é muito próprio de cada um e é em cada um, e por cada um, que ele deve ser encontrado...
Somewhere over the rainbow...

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Banda Sonora nº 6


Se há criadores de canções verdadeiramente originais, Paddy McAllon é, indubitavelmente, um deles.
Juntamente com os "seus" Prefab Sprout, vem criando um conjunto de emoções, sentimentos, desejos, imagens em forma de músicas e palavras completamente soberbo.
Sem recorrer a grandes concertos, a apresentações públicas desmesuradas, os Prefab Sprout editaram um conjunto de 7 albúns onde não há uma faixa menos conseguida.
Com palavras ajustadas perfeitamente às melodias, estas criações deixam uma imagem de marca única, inconfundível.
Prefab Sprout soa exactamente a Prefab Sprout e soa muitíssimo bem!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

TV nº1


Não é novidade nenhuma a excelência das séries produzidas pela BBC. Até hoje não vi uma única que não roçasse as raias da perfeição.
E quanto ao humor, embora por vezes muito desbragado, acredito sinceramente que é do melhor que existe. O conjunto de sitcoms inglesas que já tive oportunidade de ver só confirmaram esta minha convicção. Desde os memoráveis Monty Python até à Vigária de Dibbley, passando por tantas outras, os comediantes ingleses dão cartas na arte de fazer rir com inteligência.
Hoje apetece-me destacar uma série que fez história na televisão portuguesa, que já passou repetidas vezes e de cada uma foi vista com o agrado da primeira vez.
Que bom teria sido se a Gestapo tivesse muitos Herr Flicks, ou que todos os oficiais alemães fossem tão simpáticos como o tenenete Gruber, ou que todos os galãs do cinema tivessem a cara de René Artois...
Por todos os bons momentos que nos fizeram passar, só me apetece repetir muitas vezes, parafraseando Michelle da Resistência:
"Listen very carefully. I shall say this only once"

Banda Sonora nº5


Este senhor foi o meu primeiro (e talvez o único) ídolo musical. Esta idolatria começou ainda com os Genesis, prolongou-se e até aumentou com a sua carreira a solo. Hoje já não vejo como um ídolo, aliás já quase que não acredito em ídolos, mas continuo a acreditar que este senhor é um dos maiores contribuintes para a criação de boa música, de excelentes performances, de óptimos momentos.
Nunca cheguei a vê-lo "ao vivo", essa é a minha grande pecha no conjunto de espectáculos que já presenciei, mas ouço-o amiúde e "vejo-o" sempre que posso.
Admiro a sua capacidade de inovação, os seus saltos em frente, o arriscar novos sons, novas experiências, sendo ele, como frequentemente o apelidam, um dos dinossauros do rock.
Prefiro ver nele o eterno portador de boas novas, o Anjo Gabriel.
Don't give up Peter, keep Shock the Monkey...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Leitura nº4


Já dei por mim a pensar se cem anos de solidão serão muitos ou poucos, se valerão a pena, ou não. Há quem os viva sem dar por isso, há quem os queira sem nunca os alcançar.
Em Macondo o coronel Aureliano Buendía ensinou-nos que, apesar de tudo, a solidão pode ser uma coisa bela, mesmo tendo a dimensão de um século.
Mais bela se tornou por nos ter sido trazida pelas mãos mágicas de um exímio contador de histórias.
Gabriel García Marquez, mestre máximo na sua arte de nos fazer sentir na pele o calor, a humidade, a terra, a fantástica realidade que emana das suas palavras.