sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Surrealizar por aí...


Há 20 anos que Salvador Dali desapareceu do nosso mundo...
provavelmente continua a surrealizar por aí, em algum lugar onde a sua genial loucura se vai (des)materializando... no interior de algum sonho... do outro lado da vida!

No Ar (27)


A sua criação transformou a face da rádio em Portugal. Mudou a maneira de conseguir e transmitir noticias, como que reinventou o jornalismo na sua globalidade e não apenas o radiofónico.
Nomes bem conhecidos e de referência estiveram na sua génese. Adelino Gomes, Emídio Rangel, David Borges, Fernando Alves e Joaquim Furtado foram alguns deles.
Ao longo dos tempos muitos saíram, muitos outros entraram. Novos e seguros valores surgiram, como Carlos Vaz Marques por exemplo.
A 29 de Fevereiro de 1988, ainda com o estatuto de pirata, faz a primeira emissão e a 20 de Março de 1989 passa a emitir em 89.5 (Lisboa), a frequência actual.
Se bem que hoje a sua aura esteja um pouco menos brilhante, a TSF continua a ser uma rádio de referência, uma rádio que continua a ir ao fim do mundo, ou ao fim da rua, se tal se justificar.
Para além de que tudo o que se passa, passa na TSF!

Marcas na História (40)


5 de Outubro de 1143 - Tratado de Zamora

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

AH!...


É nosso o direito à interrogação.
É nosso o direito à confirmação.
É nosso o direito de abrir e fechar os olhos consoante a nossa vontade.
É nosso o direito de hastear bandeiras, de persegui-las e mantê-las.
Tal como também é o de recolher, abandonar, perder!
É nosso o direito à indignação.
É nosso o direito à revolta.
É nosso o direito à quietude.
Tal como é o de calar e falar, o de rir e de chorar!
É nosso o direito a marchar.
É nosso o direito a gritar.
É nosso o direito a fazer.
Tal como é o de parar, o de olhar e sonhar!
É nosso o direito a pedir.
É nosso o direito a negar.
É nosso o direito a fugir.
Tal como é o de chegar, ver e ficar!
É nosso o direito a ser…
Azul, verde ou vermelho…
Mulher…homem!
AH!... e pessoa!

O poeta lusitano


Os portugueses têm uma tipologia concreta, explícita e evidente!
São baixinhos, usam bigodes farfalhudos, um ar pacato, tristemente sorridentes, simpáticos e feios!
Os portugueses não sabem cantar!
Ma são poetas!!!
E um poeta consegue transformar tudo o que atrás foi dito em algo belo, porque para os poetas o mais importante é a alma e o belo reside na forma da palavra, que dará conteúdo àquilo que, não se vendo efectivamente, se pode depreender pela vivacidade da letra.
Esta é uma leitura que se pode fazer a partir da visualização destes quadradinhos do Domínio dos Deuses. Mas também é possível ter outra, aquela que os portugueses deixaram em França durante os anos 60 e 70, os anos da forte emigração.
De qualquer forma, o Lusitano também marcou presença junto dos irredutíveis gauleses e se bem que a sua figura não seja a mais esbelta, considerarem-nos como poetas, sempre nos deixa um conforto maior do que ser apenas reconhecidos, como parece ser o caso actualmente, como a pátria de uns tantos pontapeadores de bolas!

No Ar (26)


No meio radiofónico actual o panorama é, infelizmente, duma vulgaridade atroz. Por muitas estações emissoras que haja, e há, as músicas são sempre as mesmas, as palylists, acéfalas, são sempre iguais, os programas, quando os há, não diferem muito. É claro que ainda temos algumas rádios recomendáveis. Na minha opinião a Antena 1 cumpre muito bem a sua função, a TSF, de vez em quando, também, de resto quase não conseguimos descortinar as diferenças. Até que chegamos a 97.8 (Lisboa) e ligamos a RADAR. E aqui vêm-me à memória rádios antigas, daquelas que fizeram escola, daquelas que formaram autores, daquelas que mereciam ser escutadas com atenção. Nem tudo será perfeito, longe disso e ainda bem, mas dá gosto uma rádio assim, uma rádio que se destina, como a extinta XFM, para uma imensa minoria!
A Radar tem tudo o que é necessário para se tornar numa rádio de referência, para já é, pelo menos, a verdadeira e necessária ALTERNATIVA!

Marcas na História (39)


Paris 1906 - Santos Dumont voa no seu aparelho 14-Bis

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

#41 em Lisboa


A qualidade de imagem e do som não são as melhores , mas foi um momento inolvidável! Num concerto maior!
E eu estava lá!

Clique aqui para ver.

Grandezas


Li ontem a entrevista que Isabel da Nóbrega deu à revista Tabu. Li com a atenção devida, com o gosto que, normalmente, ponho na leitura de entrevistas, sobretudo aquelas que envolvem pessoas deste calibre.
Independentemente de tudo o que lá é dito e que, provavelmente, não acrescentou dados novos a quem já conhecia este Senhora, o que superiormente perpassa aqui é a grandeza intelectual da entrevistada, desta e de tantas outras pessoas como ela. Certamente que Isabel da Nóbrega não é conhecida daquela imensa mole humana apelidada de grande público. Não usufrui do carimbo da recente tribo dos famosos que pululam pelas páginas de uma certa imprensa rápida, fácil e sobretudo fugaz. Nem sequer se pode incluir na, quase, demencial quantidade de escritores portugueses que, nos dias que passam, publicam a toda a hora.
Esta senhora é daquelas pessoas que parecem ter vivido num outro tempo, não me refiro concretamente e apenas ao, aparentemente cinzento, século XX português, mas falo dum tempo que só está acessível aqueles que o sabem procurar, porque só existe em locais muito especiais, onde o vulgar não tem lugar.
Passam por ser vidas preenchidas, vidas que deixam marca, vidas que se mereceram e deixam futuros, mesmo junto daqueles que nunca disso se aperceberão.
São estas pessoas, apesar de serem apenas pessoas, que nos conseguem legar o contentamento que nos permite fugir da vulgaridade em que os novos tempos nos parecem querer afundar.
Quando acabei de ler a entrevista senti-me agradecido por esta senhora ainda estar connosco e connosco ainda se permitir falar. Senti-me confortado e conclui que, afinal, foi no meio do cinzentismo salazarento que refulgiram algumas das cores mais cintilantes da cultura portuguesa.

No Ar (25)


Em Órbita foi dos programas mais conseguidos de toda a história da rádio portuguesa. Iniciou a sua transmissão regular no dia 1 de Abril de 1965. Dedicava-se, sobretudo, "à divulgação, à selecção, à explicação e ao enquadramento das formas mais representativas da música popular de expressão inglesa". Foi ali que grande parte das novidades que fizeram a história da música nos anos 60, foram transmitidas.
Estiveram ligados ao programa nomes como Jorge Gil, João Manuel Alexandre, João David Nunes e Cândido Mota, entre outros.
A partir de 1974 passou a transmitir apenas música clássica.

Marcas na História (38)


20 de Janeiro de 2009 - Tomada de posse de Barack Obama, primeiro presidente negro dos E.U.A.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Graça


É agri-doce. É inebriante. Tolha-nos os sentidos. Leva-nos pela mão calmamente e, de seguida, pára abruptamente, gritando-nos aos ouvidos até se tornar insuportável.
E, de repente, pára de novo. Até recomeçar numa suavidade quase dolorosa.
Há nele algo de etéreo, de um misticismo inocente e límpido, ao mesmo tempo que vemos, pelo canto do olho, um sorriso quase endemoninhado, que desaparece rapidamente quando o olhamos de frente. Trocista, brinca connosco e parece querer levar-nos pelo caminho de Damasco, revelando-nos a luz, oferecendo-nos uma espécie de graça terrena, uma graça regada com um néctar único, num momento de magia maior, quando, finalmente, brindamos com um vinho lilás.
As águas levaram-no cedo demais. Deixou-nos no entanto uma vida eterna, tão real, que nos custa ainda crer que tenha sido esse o último adeus.
E depois, Lilac Wine é, talvez, a mais definitivamente sofrida canção de amor que tive oportunidade de ouvir, definitivamente bela, pelo menos…
(…)
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see
and be what I want to be
(…)
Lilac Wine, I feel unready for my love,
feel unready for my love.

No Ar (24)


Ali pelos inicios dos anos 80, na Rádio Comercial, perto da hora do almoço, o registo musical era de dança. Funk, soul, mas também as novas tendências dançáveis, vogavam ao belo prazer de Adelino Gonçalves, e ao nosso também, numa imensa Discoteca radiofónica.

Marcas na História (37)


Maio de 1967 - Gabriel Garcia Marquez publica Cem Anos de Solidão

Chicago


Hoje Barack Obama toma posse como novo presidente dos E.U.A.
Uma boa forma de assinalar a data será, porventura, ouvir uma das mais bonitas canções que tem por título o nome da sua cidade.


Chicago - Sufjan Stevens