terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fine Covers (XLIII)

Delfins ( e Rui Pregal da Cunha) vs. António Variações

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Homem ao Contrário (III)

(...)Claro que não percebi patavina, mas quem será este homem pensei de mim para mim, algum estrangeiro que se perdeu, que perdeu a lucidez e decidiu andar ao contrário e dizer coisas incompreensíveis, apenas um louco que perdeu o juízo e talvez o caminho de casa, ou alguém que de mim faz troça, esperando que lhe dê troco a uma loucura que não entendo, que me estranha, embora também me seja agradável. Sorri-lhe e respondi que não percebia o que me estava tentado dizer. Levantou então a mão esquerda e disse-me: - .siam a um erpmes ogart, uem o ehl-uod eu, epucoerp es oãN E estendeu-me uma caixa. Depois afastou-se rapidamente, sempre a sorrir e acenando-me com a mão esquerda. Depois desapareceu na primeira curva do caminho. Eu fiquei perplexo a olhar para a caixa e sem saber o que fazer com ela, não me lembrava de ter visto nada semelhante. Sentei-me outra vez no banco e decidi acabar de comer a minha sanduíche mista que tinha deixado a meio. A estranheza era agora maior, ao longe vi um grupo de jovens que se preparavam para jogar futebol, todos corriam ao contrário e a bola jogada entre eles percorria os seus caminhos sem eles se aperceberem, pelos menos aos meus olhos, para que sitio a enviavam. De qualquer modo todos pareciam bastante satisfeitos e muito seguros naquilo que faziam e como faziam. Acabada a sanduíche resolvi levantar-me e caminhar um pouco, poucos passos após vi que, no chão mesmo à minha frente, estava uma caixa semelhante à que o homem ao contrário me havia dado poucos minutos antes e que, junto a ela uma quantidade de vidros partidos cobria o caminho. Baixei-me para apanhar a caixa e fiquei ainda mais perplexo, o meu nome estava escrito na caixa, bem visível, em letras douradas e salientes. Timóteo Sepúlveda.(...)

Fine Covers (XLII)

Ill Nino vs. Peter Gabriel

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ufa...

Ufa, já começaram as finais...

O Homem ao Contrário (II)

(...)Acenou-me com a mão esquerda, o que não sendo anormal, é pouco habitual, será canhoto, pensei, ou é apenas mais uma característica daquele homem ao contrário. Acenei-lhe de volta, não sei bem porquê, na realidade nunca o tinha visto e, certamente que tão estranha criatura nunca me passaria despercebida. Mas era-me agradável, mesmo sendo estranho, de qualquer forma não há incompatibilidade entre agrado e estranheza, acho eu, o poeta, que também era publicitário e muitas outras coisas também, já tinha dito que, primeiro estranha-se e depois entranha-se, o que não é bem a mesma coisa do que, primeiro estranha-se e ao mesmo tempo agrada-se, mas que, no essencial, quer dizer o mesmo, o facto é que aquela estranheza, aquela pessoa ao contrário, por muito estranha que me parecesse, me agradava, me dava um motivo para sorrir e achar que aquele dia luminoso de Outono se estava a tornar num dia muito mais agradável do que poderia supor, pelo simples facto de estar naquele jardim bonito, cheio de cores que me confortavam. De repente o homem ao contrário tropeça numa pedra que estava no caminho e que ele não tinha visto, o que era normal, uma vez que estava de costas para a pedra. Insolitamente o homem ao contrário não caiu, deu uma espécie de salto para trás e subiu um pouco no ar, abriu os braços e, mantendo o seu sorriso intacto, deu um meio salto mortal para frente e voltou a colocar os pés no chão com uma calma que não julguei possível. O homem ao contrário parou então e virando-se de costas para mim, dirigiu os seus passos até ao banco onde eu me encontrava. Levantei-me para ser simpático, não percebia bem como falaria para a nuca de alguém, mas, decerto que o homem ao contrário o saberia fazer. Quando chegou perto de mim o homem ao contrário virou-se e mantendo o sorriso impecável começou a falar: - ? ohlepse ues o uedrep sam, odomócni o em-eodrep, aid moB (...)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ajudem o Cavaco sff

No CM: «Cavaco ganhou 141 519 euros em pensões» Onde será que o homem vai comprar as suas mercearias, se o dinheiro que ganha não lhe chega para as despesas?

Os lagartos e a música

É nisto que os lagartos devem ser bons. A dar-nos música!

O Homem ao Contrário (I)

Estava sentado num banco do jardim, comia distraidamente uma sanduíche mista, o tempo estava ameno naquela tarde de inicio de Outono, algumas folhas iam cumprindo já a sua função e tornavam-se amareladas, encarniçadas e algumas delas tinham começado a formar o tapete que, todos os anos pela aquela altura, davam ao jardim um aspecto de sala de estar acolhedora, numa mistura de cores confortáveis que iam dum amarelo quase vivo a um castanho forte e vigoroso. Eu sentava-me por ali muitas vezes, lia um qualquer livro que tirava da estante lá de casa, bebia um refrigerante, comia uma sanduíche mista, que era o que fazia hoje e deleitava-me a olhar para as pessoas que passavam ou que iam ficando. Naquele dia viu-o passar e, por muito estranho que, aparentemente, se parecesse, não estranhei. Ele aproximava-se devagar, com um sorriso rasgado na cara, mas isso eu só vi depois, quando ele já tinha passado por mim, porque, daí a estranheza que afinal não era, este homem andava ao contrário. Não, não andava a fazer o pino, de cabeça para baixo, up side down, como tinha ouvido uma vez numa canção de que gostava muito, andava simplesmente para trás. Cria eu que ele andava para trás, pelo menos era assim que o via, ele talvez acreditasse que andava para frente, a frente dele podia não ser, não seria com certeza, a mesma que a minha. Mas era isso, ele dava passos para trás, ao contrário, embora isso não lhe dificultasse o andar, pelo menos assim me parecia, o seu caminhar era desenvolto, decidido, próprio de quem sempre andou daquele modo, de quem aprendeu a andar assim e nunca o soube fazer de outra maneira. Quando passou por mim sorriu, vi-lhe um sorriso rasgado, ou amplo, ou bonito, que não sendo sinónimos servem aqui para descrever a mesma coisa, um sorriso que me agradou. Que me fez sentir bem perante aquela espécie de estranheza que era ver um homem feliz, aparentemente feliz e que andava ao contrário, para trás.(...)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Graças a Deus (ainda) é sexta feira

Estas viagens no tempo dão cabo de uma pessoa.
Mas, apesar disso, continuam a agradar.

O Senhor dos Anéis não ganhou o prémio Nobel


Via Blogtailors:

«Documentos que foram recentemente tornados públicos mostram que J. R. R. Tolkien terá sido nomeado, há 50 anos, para prémio Nobel de Literatura pelo seu colega e amigo C. S. Lewis. O júri rapidamente recusou a nomeação, afirmando que O Senhor dos Anéis não teria qualidade suficiente para concorrer(...)»

Mas que importância tem um prémio, mesmo que seja Nobel, quando temos a magia mais pura ao alcance da mão?
Tolkien não precisou do aval duns quantos senhores altos e louros para provar que a Terra Média é muito mais apetecível que a Escandinávia.

Graças a Deus é sexta feira



Hoje vou recuar muitos anos, até aqueles tempos em que todos éramos muito novos. Depois digo-vos...

Bom fim de semana.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Estudo democrático (?)

No Público:

Só 56% dos portugueses acreditam que o melhor sistema é a democracia



Podes ir pensando em voltar, estás (quase) perdoado...

pedaços de infância

...lembro-me então que o Manel era a tasca onde comprava os rebuçados que vinham embrulhados nos bonecos da bola. Ou que o Duarte era a mercearia ali ao lado. Ou que o Alto era o pequeno jardim em frente à escola. Ou tantas outras palavras que têm o seu significado próprio, mas que para alguém em particular, assumem uma outra significação, um outro conceito, ou outra lembrança, a de uma palavra que se colou à memória e que, para sempre, trará de volta cheiros, sons, regozijos até! Porque é essa a cola dos dias, aquela que nos mantém vivos e nos dá consistência!...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fine Covers (XLI)



Radiohead vs. Carly Simon

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fine Covers (XL)



Marretas vs. Queen