segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um imenso deserto


Este blogue anda a parecer-se muito com esta imagem.
Um imenso deserto com uns laivos de Tintin.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Columbo



Peter Falk morreu hoje.

O ministro é que sabe


Santos Pereira
“Gostaria que Portugal se transformasse numa Florida da Europa”

Boa, boa, vamos ter a Disneyland e assistir ao CSI Miami ao vivo!
Ah ganda ideia que o ministro teve!

Graças a Deus é sexta feira



Bom fim de semana...
(com boas memórias)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Manto Sagrado


São estes os novos equipamentos do Glorioso. Homenageiam os campeões europeus dos anos 60.
Que saibam ser dignos deles!

The wild side



Take a walk on the wild side...

Nostalgias



Porque há nostalgias que nos fazem sorrir...

E agora


E agora Fernando?
Continuas a ser nobre?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Let...



Que canção bonita!
Que declaração forte!
Que desejo sincero!
Quem me dera que o mundo fosse assim!
Que o céu se conseguisse abrir...

Humor negro ou o fim dos livros?


É disto que eu tenho receio quando se fala dos livros do futuro. Que as bibliotecas fiquem vazias, que as lombadas deixem de existir, que o prazer de folhear seja arredado dos hábitos, que o simples vislumbre de um livro de papel se torne numa miragem e que o cheiro a mofo seja substituido pela ausência de cheiro.
No fundo, que a vida e o sangue sejam substituidos pela perfeição fria e indiferente.

destinos



De que vale ter um blog que nunca ninguém lê?
Acho que esta primavera se prepara para definhar...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Graças a Deus é sexta feira



E é a isto que se parece, cada vez mais, o nosso pequeno país.
Mesmo com aqueles que, aparentemente, sabem ler.
Bom fim de semana (com muitas leituras)!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Momentos


Com devida vénia, passo para aqui este link, salientando a beleza do momento e das fotos. Obrigado ao José Sena Goulão por as ter tirado e ao Carlos Martins (e filho) por as ter proporcionado.

Nuno Gomes


Lê-se hoje em alguns jornais:

"Nuno Gomes disponível para os leões"

Eu sou daqueles que sempre gostou do Nuno Gomes, como aliás se pode ler aqui. Acredito que poderia ficar no Glorioso e ainda fazer o gosto ao pé, como aconteceu no ano passado, para além de ser, talvez, o único jogador que ainda carrega alguma da quase desaparecida mística. Por isso mesmo não quero acreditar em tais noticias, porque, a serem verdade, tudo o que disse atrás e que tenho pensado ser verdade, caí por terra e sou forçado a concluir que o Nuno é apenas mais um mercenário com tiques de prima dona e um desejo bacoco de vingança. E eu não quero acreditar nisso!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Destinos


O dia amanheceu estranho. Cortado ao meio.
No lado esquerdo o sol raiara em todo o seu esplendor. Uma luz exaltante tornava este dia quase eufórico.
No lado direito a noite continuava. A escuridão mantinha-se, entranhando em todos aqueles que acordaram desse lado, uma sensação opressora.
Ao entrarem para o carro eles já conheciam os seus destinos. Não tinham dúvidas. Estavam certos dos caminhos e das suas razões. Mas neste dia, quando se olharam pela primeira vez, não se reconheceram, embora nem se tivessem apercebido disso.
- Está um lindo dia. Exaltante. Abençoado. Alegrou-se o condutor.
- Tu não sabes o que dizes. Retorquiu sem grande entusiasmo o passageiro que ia a seu lado.
Virando-se para o lado o condutor olhou o passageiro com um ar incrédulo:
- Então? Não vês o sol, o brilho deste dia, o cheiro? Tudo é maravilhoso!Sem levantar os olhos do chão o outro respondeu:
- Mas tu bebeste? Olha que é perigoso conduzir alcoolizado.
- E a ti? O que te deu? Perguntou o condutor querendo transformar aquela conversa em algo mais consentâneo com o seu dia.
- Não me deu nada. Só não te consigo perceber. O dia está cinzento. Não se vê vivalma. O ambiente está terrível e tu queres transformar este pesadelo num sonho bonito. Só pode ser por estares sob o efeito dalguma coisa estranha. Acrescentou o passageiro querendo acabar rapidamente com aquele diálogo inútil.
- Não sei porque te convidei. Respondeu o condutor, deixando antever a chegada de uma nuvem arreliadora que não queria que ensombrasse o seu dia perfeito.
– Ou melhor, sei. Sei que estou farto de te ver escuro, de olhos fechados, cheio de nuvens. Gostava de te dar um pouco de luz.
- Mas quem te disse que eu quero luz, que preciso de luz? Replicou o passageiro com uma impaciência crescente. – Sabes que mais? Estou farto das tuas luminosidades parvas, das tuas euforias ocas, da tua vida colorida, onde nada se aproveita.O condutor deixou de sorrir. – Se é isso que tu achas, muito bem. Vou parar o carro e podes sair. Ir para onde muito bem te apetecer e fugir de mim. Definitivamente.
O outro sorriu pela primeira vez em muito tempo. – Pois bem, é isso mesmo que vou fazer. Até sempre! Disse saindo rapidamente do carro.
- Até sempre. Respondeu o condutor retirando as mãos do volante.
Assim que o passageiro pôs os pés no chão, a queda foi imediata. Terminou bem junto da porta negra, onde um demónio vermelho e pequenino já o esperava.
Antes de entrar olhou para cima, mesmo a tempo de ver o outro acercar-se de um grande portão dourado, onde um velho de imensas brancas o aguardava sorridente.