sábado, 14 de maio de 2011

Grunges



Às vezes não é preciso estar morto para ser (muito) bom!

Graças a Deus é (ontem foi) sexta feira



O melhor fim de semana...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Catroga e a púbis

Seria a isto que Catroga se queria referir?

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Alto (III)

(...)
Ainda lá vão, todos eles, mesmo que alguns já tenham partido, que quase todos tenham partido.
Porque a vida que escolheram, as estradas que percorreram e que os levaram tão longe daquele lugar, nunca lhes conseguiu retirar a magia de momentos únicos e eles sabem, mesmo os que nunca lá voltaram fisicamente, que o Alto lhes deu tudo o que desejavam e que isso era o maior tesouro que poderiam ter encontrado.
Há quem por lá passe, em dias de um completo sossego e jure que vê as árvores dançar e ouve risos de crianças quando não há nenhuma à vista.
Restos de infâncias felizes. Ou então a contínua repetição da infância, porque uma infância só será verdadeiramente feliz se a prolongarmos até à velhice e melhor ainda se a conseguirmos continuar para além deste mundo.
O Alto, como tantos outros altos neste mundo, está moribundo. Já só se vê a si próprio como um despojo daquilo que foi, parece que mirrou, se tornou pequenino, engelhado, como aqueles que ainda lá continuam a ir, mas que não o sabem, não o conhecem, não lhe ouviram as histórias, os segredos, nunca lhe viram as ruas secretas. Às vezes o Alto sorri e alguém sorri com ele, mas hoje são mais as vezes em que deita uma lágrima fugidia, porque houve mais alguém que se foi, e ele sabe, ele sente essas fugas não desejadas, mas impossíveis de impedir. O Alto é já muito velho, mais velho do que aqueles que o encheram de alegrias, de correrias e momentos únicos. Há ainda alguém que lhes conhece os meandros mais escondidos e, quando acontece um dia desses, o Alto abre as suas portas e deixa que o revejam como já foi. Nesses dias os risos soam altos, as correrias são intensas, tudo ganha uma vida nova, mesmo que mais ninguém o consiga perceber. É assim o Alto e aqueles que o sabem conhecer.
(...)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

The struggle is joy



Nunca um eurofestival português foi tão divertido e descomplexado!
The Struggle is Joy!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Graças a Deus é sexta feira



Bom fim de semana

Ai Jesus


Uma época miserável, uma equipa sem atitude, um treinador perdido, no meio disto tudo um jogador, apenas um, mostrou ser diferente, porque para ele não foi uma época miserável, teve sempre uma excelente atitude e nunca andou perdido.
Não merecias isto Coentrão.

Adenda: e já agora, nem tu Moreira!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Arco do poder?

Hoje em dia fala-se muito dos partidos do Arco do Poder.
Tenho-me perguntado amiúde o que será isso do Arco do Poder.
Até que se fez luz e descobri:

O Alto (II)

(...)
O Alto era apenas um jardim. Pequeno, com não mais de uma dúzia de bancos vermelhos e alguma relva que já vira melhores dias.
No seu centro havia um caramanchão, que lhe dava uma dignidade única e o tornava tão singular aos olhos de quem por ali passava.
Mas para eles era aí o centro do universo.
E ainda hoje quando o cabelo se tornou neve e os olhos já não permitem ver todos os vales e desfiladeiros que ali existiam há tantos anos, eles sabem de cor tudo o que o Alto esconde e sobretudo conseguem ainda ouvir todas as palavras que ali foram ditas, mais importantes que todos os segredos de estado, mais fortes que todos os poemas que embelezam os dias, porque ali se fizeram e afinal descobriram que, mesmo sem retorno, as memórias são pequenas fontes de onde jorra o elixir da eterna juventude.
O António e o Luís, o Fernando e o Eduardo, o Zé e o Jorge, o Mário e o João eram alguns dos nomes que por lá viviam, mas se lhes perguntarmos dirão que não eram esses, que eram outros os nomes, porque ali ninguém tinha o seu nome, ali todos eram conhecidos por outros nomes, que mais ninguém sabia, a quem mais ninguém poderia interessar, porque esses eram os nomes do segredo e esse segredo era o mais bem guardado do mundo.
(...)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

TOU XIM...


E agora, que ao que parece já há acordo para que os senhores do dinheiro entrem por aqui adentro e levem o pouco (quase nada) que nos resta, talvez possamos pensar um bocadinho mais nas asneiras que todos temos vindo a fazer nestes últimos 30 anos e consigamos chegar à conclusão que todos esses senhores que nos andaram a comandar durante todo esse tempo não são, evidentemente, capazes de nos levarem a bom porto.

Talvez esta próxima eleição seja uma excelente oportunidade para, pela primeira vez, dizermos bem alto que eles não servem. No entanto, se quisermos continuar a pastar no mesmo campo, então continuemos a deixar-nos levar pelos mesmos pastores, aqueles que se apressam a atender o telemóvel topo de gama e a responder:
TOU XIM? É P’RA MIM!

O Alto (I)

Reconheciam-se sem fronteiras. Num mundo feito de todas as fantasias que lhes eram permitidas. Num espaço pequeno que era maior que o Universo. Conheciam-se como ninguém.
Sabiam a que horas chegavam e, sobretudo, sabiam que nunca partiriam.
O Alto era o seu destino, numa vida que não queriam diferente. Ainda sem desconfiarem que iriam crescer. Ainda sem perceberem que a infância é uma felicidade fugaz, maldita, porque a deixamos ir embora sem remorso, sem dor, a não ser aquela que chega, sem avisar, no dia em que, finalmente, descobrimos que não há retorno. Nunca há retorno.
Mas, naquela altura, o horizonte é algo que está muito distante. Tão distante que nenhum tempo o conseguirá alcançar.
Era assim todas as manhãs quando iam chegando, aos poucos, ao Alto e se iam sentando nos bancos vermelhos do caramanchão. Formavam então a sua assembleia. Riam. Gritavam. Discutiam.
O mundo estava apenas no seu início.
Desbravavam caminhos que não conheciam, rumos mais perigosos que os mares nunca antes navegados.
E partiam à aventura. As ruas transformavam-se em mistérios, as casas em árvores frondosas e o tempo parava num cristal infinito que os levava para além do conhecido.
E nem o regresso forçado a uma realidade que não queriam, os obrigava a deixar o sonho.
Até que o dia seguinte chegasse e a aventura recomeçasse.
(...)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morreu um "monstro"


Hoje foi morto um monstro.
Um homem que espalhou terror, que matou inocentes e menos inocentes, mas, sobretudo, que matou. Fez aquilo que pensou ser uma espécie de justiça pelas suas próprias mãos.
Matar é sempre mau, embora haja quem julgue que, por vezes, se torna indispensável.
Confesso que a primeira vez que ouvi a notícia da morte deste homem fiquei agradado. Porque ele simbolizava o mal, o terror, a morte e o sofrimento. Depois pensei que era apenas um homem e que o mal, o terror, a morte e o sofrimento não irão desaparecer com esta morte. No fundo foi apenas mais uma, das muitas já perpetradas por ele e por aqueles que o mataram.
Não sei se o mundo ficou melhor, sei apenas que a morte continua bem viva!

Histórias com Música (44)

Nunca te conheci, nem tu a mim…
Nunca me apareceste, nunca me seguraste a mão, nem me olhaste nos olhos.
Procurei-te muitas vezes, pelos caminhos que percorri, dentro dos medos que tive, no meio dos escombros em que me encontrei.
Sei que também andaste por lá, por esses escolhos que nos trouxeram até aqui, pelas demandas em que nos perdemos, sem nunca nos vermos.
Chamei-te vezes sem conta e nunca te ouvi resposta. Penso que o mesmo aconteceu contigo.
Ainda me dói hoje, quando te sonho, em sonhos que se esfumam em fumos escuros, sem nunca me dar descanso, sem nunca te saber…
Nunca te vi, nem tu a mim…
Nunca vi a cor dos teus olhos, o calor das tuas mãos, a tua silhueta.
Embora te tenha perdido sem nunca te encontrar, sei que se me tocasses o mundo seria de outra forma. Mais perfeito naquela imperfeição que todos conhecemos. Mais doce, naquela amargura que todos esperamos. Mais colorido naquela escuridão que a todos persegue.
Sei que nos iríamos entender, sem palavras, sem gestos sequer, apenas com os olhares, evidentemente, cúmplices, mesmo daqueles que saberíamos obter quando os nossos olhos estivessem fechados.
Sei estas coisas, como decerto tu também saberás. Como sei que nos iríamos zangar vezes sem conta, por que é assim que tem que ser. Mas apenas para podermos regressar um dia a nós próprios. Mais inteiros, mais completos nas nossas insignificâncias. Mas felizes por podermos ser nós.
Apenas nós. Como devia ser.
Mas eu nunca te encontrei, nem tu a mim…
E hoje fico assim, com um buraco aberto, sangrento, imenso, na minha alma incompleta.
À espera que me digas, estou aqui, sou eu. Mesmo que nunca nos tenhamos olhado nos olhos, sabemos que somos os dois, inventados numa realidade que não queremos verdadeira, porque essa, essa é aquela que nunca existiu.

Eleições 2011


Digam-me é este o caminho certo?
Ou será que, desta vez, arriscaremos sair do carreiro e experimentar algo de novo?

domingo, 1 de maio de 2011