segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eleições 2011


Digam-me é este o caminho certo?
Ou será que, desta vez, arriscaremos sair do carreiro e experimentar algo de novo?

domingo, 1 de maio de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Graças a Deus é sexta feira



Meus caros amigos, um excelente fim de semana!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Histórias com Música (43)

Quis saber quem sou
o que faço aqui…


Nos seus olhos sentia-se o medo. Não era um medo feio e frio. Era um medo esperançoso.
Um olhar onde se podia ler um conjunto de emoções fortes e decisivas.
O coração batia mais depressa, havia uma pressa em chegar, uma ânsia em conseguir.
As mãos retesavam-se nervosas, agarrando com força as armas.
Não sabiam muito bem onde iam, mas iam com uma vontade sem freio, com uma determinação inabalável.
As palavras que lhes haviam dito há pouco tinham-lhes despertado uma consciência que nem sabiam existir em si. Tinham-lhes feito ver coisas com que nunca tinham sonhado.
Agora estavam despertos para aquilo que eram e sabiam que o que depois viria poderia mudar a sua vida.
A sua e a de tantos outros.
A de um país inteiro.
Alguns trauteavam ainda as palavras que tinham ouvido na canção que os havia despertado naquela noite.

…perguntei por mim
quis saber de nós…


O caminho era ainda longo.
Eles olhavam-se expectantes. Sorriam uns para os outros. Sorrisos tímidos. Por vezes soltava-se uma gargalhada nervosa.
Longas baforadas de fumo sobrevoavam a s suas cabeças.
A noite estava fria, mas todos, sem excepção, sentiam um calor que lhes vinha de dentro e que subia perfeito no peito de cada um.
Lá á frente viam o jeep que abria a coluna.
Ele ia em pé. Não se sentara um segundo. Também ele estava nervoso. Decerto o seu olhar tinha o mesmo tipo de medo que todos ostentavam. Mas cada um dos homens que ali ia, sabia igualmente que não havia determinação maior.
E todos estavam com ele. Segui-lo-iam para onde quer que fosse.
Também nele as palavras da canção se iam materializando a cada momento.

…morri nele
e ao morrer
renasci…


Era certo que havia uma necessidade de renascer. De tornar possíveis coisas até aí impensáveis. De poder cantar e dizer, de poder discordar e perceber.
A morte tinha andado à solta por muito tempo. Este era o momento de parar com tudo o que tornara impossível a felicidade. De acabar com tantos anos de escuridão, de abrir uma janela por onde pudesse entrar a esperança de um novo sol.
E eles ali estavam para isso.
Era isto que ele pensava.
Tinha sido isto que tinha dito aos seus homens, mesmo que tivesse usado outras palavras, mesmo que tivesse apenas ficado parado e calado em frente a eles.
Eles saberiam ler nos seus olhos tudo aquilo que ele lhes queria dizer, tudo o que lhe ia no fundo do coração.
E todos eles o acompanharam sem hesitação, sem perturbação sequer.
Com todas as dúvidas a assaltarem-nos, mas com uma convicção forte, sem limites.
Todos estavam juntos nisto.
Eles e todos os outros que, como eles, se tinham posto a caminho naquela noite. Depois de a canção ter soado.
E eram muitos, todos na mesma direcção.
Mesmo que a sua vida nunca mais fosse a mesma, mesmo que a dor sobreviesse e os levasse, eles estavam convictos de que o seu caminho era aquele.

…tua paz
que perdi
minha dor
que aprendi…


Quando a manhã se levantou encontrou-os perto do rio. Expectantes. Nunca como agora.
Depois de todo o caminho tinham chegado e ali estavam, prontos para tudo.
Em cada olhar continuava a pairar o mesmo medo, mas agora a luz do sol e os reflexos da água tinham-lhe dado uma outra cor e eles, todos eles, sabiam
que apesar de todas as despedidas inevitáveis, de todas as partidas obrigatórias, nunca mais iriam ficar sós.

…e depois de nós
o adeus
o ficarmos sós.


Capitão! Meu capitão Maia! Estamos prontos!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

O Pinho engraçado


Está, finalmente, esclarecido.
Pinho nunca quis ofender ninguém.
Pinho sempre teve uma admiração inconfessada por Charlie Chaplin.
Pinho apenas pretendeu imitar o seu ídolo.
Só que Pinho não tem graça...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

frases (imper)feitas (XXIII)


...o meu nome são cerejas na sua boca...

Graças a Deus é sexta feira



E que o fim de semana possa ser assim, tão perfeitamente melodioso.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Otelo e o 25 de Abril


“Não teria feito o 25 de Abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos”
Otelo Saraiva de Carvalho

Sempre pensei que o 25 de Abril tivesse sido uma obra colectiva.
Sempre supus que o 25 de Abril tinha sido feito por um grupo de oficiais subalternos indispostos com a não atribuição de direitos que julgavam seus.
Sempre acreditei que o 25 de Abril teve como objectivo dotar o país de um conjunto de direitos e deveres que andavam, há muito, arredados das práticas correntes no país.
Sempre achei que Otelo tinha mais olhos que barriga e uma grande tendência para o disparate!

Continuo acreditar no 25 de Abril e nos seus valores, mesmo que os actuais decisores não o façam e continuem a desacreditar aquilo que, na verdade, significou essa data.
E nunca concedi, unicamente a Otelo, a paternidade de um acontecimento tão relevante para Portugal.
Hoje e sempre as revoluções não são de alguns cabecilhas que pensam que as fizeram, mas de quem nelas pegou e continuou.
Também por isso gosto de dizer 25 de Abril Sempre, porque me parece que o interregno em que Abril se encontra, já dura há tempo demais.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Histórias com Música (42)

Quando abriu os olhos naquela manhã, tudo lhe parecia diferente.
Não conseguiu perceber se eram as cores que tinham mudado, se era a textura do dia, ou se era o local onde estava.
De qualquer forma soube que havia diferenças que, embora não evidentes, eram indesmentíveis.
Passou as mãos pelo corpo e sentiu o mesmo que todos os dias. O calor que dele emanava, a luz que nele sempre se centrava, os olhares que em si sempre pousavam mal o dia se abria.
Olhou em volta e viu os seus companheiros de todo o tempo. Ali estavam eles, reluziam com o sol que se desprendia dum céu azul que já brilhava lá fora.
Os passos solitários, que todas as manhãs por ali soavam, aproximavam-se e ele sentiu que lhe limpavam todos os poros, libertando-o duma espécie de poeira que a noite lhe acumulara.
Parecia um dia como tantos outros que ali tinha passado. Mas aquela sensação de estranheza, de mudança, de corte, não o abandonava.
Mesmo assim resolveu assumir a sua pose. Era para isso que ali estava, fora só para isso que o ali tinham posto há já tanto tempo.
Foi então que ouviu ruídos estranhos. Não eram os habituais aquela hora do dia. Alguém se aproximava dele, falando em voz alta, dizendo coisas que não conseguia entender. Que não queria entender.
Foi então que o seu mundo se virou de pernas para o ar e ele confirmou a sua suspeita. Algo de inabitual se estava a passar.
Ao ser embrulhado ainda conseguiu ouvir a mesma voz e percebeu então o que se passava.
Só levo este quadro, é o único de que nunca me separarei…

frases (imper)feitas (XXII)



...quando o tempo for só memória, o presente estará sempre ao alcance da mão. Até lá, deixemo-lo correr...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Eleições! Que dilema...

Eleições? Para quê?

Para quê gastar dinheiro em eleições?
Já está decidido que é este o rosto de quem vai gerir o nosso destino nos próximos, longos, tempos!

As canções


Gosto de canções. De todo o tipo de canções, até daquelas que não me dizem nada.
As canções transmitem-me estados de espírito, modos de encarar o dia, de me sentir mais azul, claro ou escuro.
Todos os dias acordo com uma canção. Uma canção que mais ninguém ouve, mas que a mim me dá a direcção que o dia irá ter. Sei, de certeza, como irão decorrer as minhas horas pela canção que me abre os olhos de manhã.
Às vezes até acontece não reconhecer a canção de imediato. Algumas parecem nem ter sido ainda escritas.
Tudo isto se passa na minha cabeça, descendo rapidamente para o resto do corpo e extravasando-o para o que se passa e irá passar à minha volta. Conheço e vou abrindo os meus dias através das canções que me despertam os sentidos.
Hoje, estranhamente, acordei sem canções, sinto-me perdido...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

frases (imper)feitas (XXI)


...mudem de rumo, já lá vem outro carreiro...

José Afonso

não esqueçamos Abril!