segunda-feira, 4 de abril de 2011

frases (imper)feitas (XV)



...há abóboras que nunca se (re)transformam, nem mesmo com a última das badaladas...

Wall Street Journal e nós


Não precisamos dos americanos para sabermos isto, mas não deixa de ser triste a imagem (verdadeira) que temos lá fora. E, já agora, não creio que seja só o Sócrates a ter a culpa toda.

«(...)Portugal is the poorest country in Western Europe. It is also the least educated, and that has emerged as a painful liability in its gathering economic crisis. (...)»

«(...)Cheap rote labor that once sustained Portugal's textile industry has vanished to Asia. The former Eastern Bloc countries that joined the European Union en masse in 2004 offer lower wages and workers with more schooling. They have sucked skilled jobs away.

Just 28% of the Portuguese population between 25 and 64 has completed high school. The figure is 85% in Germany, 91% in the Czech Republic and 89% in the U.S.(...)»

Roberto

Hoje devia ser politicamente correcto e dar os parabéns aqueles tipos da cidade das francesinhas, dizer-lhes que, sim senhor mereceram e patati patatá, mas não me apetece pá, não me apetece mesmo nada.
Aliás vou ser exactamente ao contrário e dizer-lhes para meterem o campeonato no ..., de preferência no do Roberto!
Desculpem pá, mas um gajo não é de ferro e eu não gosto deles, por mais que tente, se bem que não tente nada!
Esperemos que lá mais para o fim do mês a noite de ontem seja, devidamente, rectificada!

sábado, 2 de abril de 2011

A Familia Perfeita

frases (imper)feitas (XIV)


...as histórias, mesmo as verdadeiras, fazem sempre sentido quando se enchem de invenções pacientes que as tornam eternas...

Olá (XIV)

(...)
- Que me dizes tu ribeiro, que me queres mostrar?
- atenta-teeeeee…
- O quê? Que disseste? Falaste, eu sei, eu ouvi-te!
- atenta-teeeeee…
- Atento-me? Foi o que me disseste? O que quer isso dizer?
- …
- Diz-me, fala comigo.
- …
Não o oiço, não fala mais. Que quereria dizer. Na verdade não foi uma voz que ouvi, foi um ruído contínuo, escorrendo pelas suas águas. Mas que vejo eu? Há imagens no leito do ribeiro, luzes. Gente que se move. Gente que não reconheço, mas que me parece tão familiar. Tão longe que estão. Mas é sempre a mesma pessoa. Parece que atravessa toda a História da Humanidade. Vejo-a na antiguidade, como a vejo na idade das trevas, como a vejo no Renascimento, como a vou vendo mudar e, no entanto, ficar sempre a mesma. A mesma face, as mesmas mãos, a mesma voz, sim porque a consigo ouvir falar, diferentes linguagens, mas sempre a mesma voz. Vai passando em frente aos meus olhos, mudando e ficando sempre igual. O que quererá o ribeiro mostrar-me?

- O que é isto ribeiro? Quem são estas pessoas? Quem é esta pessoa que muda e se mantém a mesma?

As imagens estão a desaparecer. A ficar esparsas, difusas, a perder o som, o brilho, a cor, a vida que tão fortemente emanava delas. Não percebo ainda, mas sinto esta vontade irreprimível de saltar para o ribeiro, de lhe seguir as águas, de lhe acompanhar a corrente. Será isto uma opção? E se for a errada? Eles avisaram-me que depois de escolher não poderia voltar atrás. E eles ainda ali estão, esperando. Mas é muito forte este apelo, esta vontade, esta força que vem das águas. Todas as imagens que vi, embora desconhecidas, me eram familiares, como se as já tivesse presenciado, como soubesse quem eram aquelas pessoas que me mostravam, como se soubesse aquelas vidas. Não sei o que fazer.

- Diz-me ribeiro, é por aqui o meu caminho?
- …
- Que fazer ribeiro, seguir contigo, descobrir o mistério?
- …
- Não te ouço…
(...)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Graças a Deus é sexta feira



Um santo fim de semana!

1 de Abril ?


Já corre célere a nova:

D.Afonso Henriques arrependeu-se!
Em declarações imprevistas, D. Afonso Henriques afirmou estar arrependido de ter batido na sua mãe. Crê mesmo que foi o maior erro que cometeu em toda a sua vida.
Desse modo resolveu renuciar ao Condado e ao que o futuro lhe poderá trazer. A partir deste momento a História de Portugal será alterada radicalmente!
Aguardamos, com impaciência, novos, e obrigatoriamente escaldantes, desenvolvimentos

quinta-feira, 31 de março de 2011

frases (imper)feitas (XIII)


... certos silêncios, mesmo à distância, são mais esclarecedores que muita conversas (inúteis)...

Histórias com Música (40)

Faço força para abrir os olhos, uma força extrema, no limiar da dor física. Mas não consigo.
Não consigo abrir os olhos, nem consigo sentir dor. Sei que há gente à minha volta. Sinto-os por aqui. Sei que às vezes me tocam e falam comigo. Sei que falam, mas não os entendo, não os vejo, sinto-os apenas.
Talvez seja melhor dizer que os pressinto, porque, na verdade, não sei se consigo sentir alguma coisa. Nem sequer o meu peso. Por vezes julgo que pairo algures por aqui perto. A rondar o meu corpo, a rondar quem me ronda, a olhar, mesmo sem ver, tudo o me rodeia. Sei que ninguém me vê nessa espécie de voo planado que faço por sobre as suas cabeças. Ou, pelo menos, penso que faço. Porque, pergunto-me inúmeras vezes, será que alguém me sabe aqui, onde, na verdade sou, e não ali onde todos pensou que estou. Respondo-me, inúmeras vezes, que nem eu próprio sei onde estou, o que sou, como sou.
Às vezes ouço apitos, breves ruídos sonoros, quase musicais, contínuos e sinto alvoroço à minha volta. Nunca percebi o que era. Também acho que não há nada para perceber, nada muda com isso, mantenho-me por aqui, às vezes a pairar, outras sem nada sentir, de todas as vezes sem me saber.
Faço força para mexer um braço, uma perna, levantar a cabeça. Uma força de que não me sabia capaz, mas nada. Nem o mais pequeno movimento.
Nem me lembro de como se respira. Daquele breve som sussurrado que nos faz saber que estamos vivos.
Inspirar, expirar. Expirar, que ironia…
Não sei se o tempo passa aqui, se passa por aqui, por mim, ou se já me esqueceu de todo e me deixou apenas.
Inspirar, expirar… expirar, inspirar.
Volto a fazer força para abrir os olhos, toda a força de que sou capaz, para lá do que me é permitido. E, no meio da escuridão que me tem acompanhado, consigo ver um ponto de luz. Será mesmo assim, ou será apenas uma ilusão de quem se julga cego sem remissão?
Mais um esforço e sinto que a luz é verdadeira, que está aqui comigo, que é real.
Consigo perceber uma silhueta que se aproxima devagar e uns, outros, olhos que me fixam, cheios de uma luz que, sem me cegar, me vai iluminando.

Olá, bem-vindo de volta!

frases (imper)feitas (XII)


...se o vento soprar de feição, nada será em vão...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Credibilidade jornalistica (de novo)



Aí está este jornal outra vez.
Agora, para além das dúvidas quanto à sua credibilidade factual, deparamo-nos com as gordas desta 1º página!
Com que então o regresso ao túnel?
E melhor (que é como quem diz PIOR) o jogo da vingança!?!?
É isto que devemos esperar de um jornalismo isento e objectivo?
Obrigado senhores do JOGO ( muito mal jogado está bem de ver!)

Par Bruxelles


Entretanto, por Bruxelas, atingem-se recordes improváveis...

terça-feira, 29 de março de 2011

Mille Sabords

e o capitão chega aos 70 anos.
Muitos parabéns!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os anjos existem...

...mesmo (ou sobretudo) quando não os vemos.