Quando procurava a música do Bowie postada anteriormente, deparei-me com esta versão de Morrisey, embora a qualidade do filme não seja a melhor, parece-me, já que gosto tanto desta canção, que não a deveria deixar de partilhar aqui. Enjoy.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Bowie (again)
Acho que há alguns posts atrás já vos disse que o Camaleão fez 64 anos no sábado e também creio que postei esta música, mas que diabo, gosto tanto dela que aqui vai outra vez, numa versão mais nova!
Chuva de pássaros

De repente do céu começaram a cair pássaros. Do céu, que é o lugar natural dos pássaros. Perderam as asas, perderam altitudes, perderam a vontade de voar. E cairam. Aos milhares. Deixaram-se morrer e espalharam-se pelo chão, que não é o lugar natural dos pássaros.
O homem que os viu assim achou mil presságios, pensou no fim do mundo, no completar dos tempos, no fim da sua sonhada imortalidade.
Os pássaros afinal, vieram apenas mostrar a sua finitude, como tudo o que caminha nesta terra, mesmo para aqueles que, de tão cheios de si próprios, nem se apercebem que o céu também se cansa de esperar.
Cavaco à bulha
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
pepe e lupe
O dia amanheceu quente, muito quente. Sentíamos as horas a derreter-se à medida que um tiquetaque de relógios imaginários soava na cabeça de todos os presentes.
O silêncio era, apesar de tudo, vibrante.
Gotas de suor escorriam em cada face, molhavam todos os cabelos e um cheiro adocicado transbordava das paredes daquele salão onde não cabia mais ninguém.
No primeiro degrau de uma espécie de altar, Pepe aguardava…
Na verdade, todos os que ali estavam aguardavam.
Todos nós esperávamos pela nossa hora.
Quando ela entrou pela porta que ficava nas nossas costas, silenciosa, ninguém precisou de se virar para o perceber.
A brisa, que sempre a acompanhava, tocou-nos a todos. Impossível de esquecer.
Sem a ver todos soubemos que vinha de vermelho, vaporosa, que os seus lábios carnudos estariam a condizer com o seu vestido, que os seus olhos sorririam como mais ninguém conseguia sorrir.
Por isso ninguém se virou para a ver. Ninguém abriu os olhos.
Excepto Pepe, que mais uma vez experimentou aquela sensação. A de que o mundo tinha parado. E só ela se movia.
Nunca o tinha confessado, mas sempre que Lupe se aproximava, ele ouvia, ou sentia, a sua melodia, uma melodia que nunca tinha escutado antes e que, também o sabia, mais ninguém conseguia ouvir. Para esses ela tinha outras melodias.
Lupe tinha-a criado só para si. Assim julgava, assim desejava. Assim sabia.
Quando lhe deu o braço e se viraram os dois para nós, Pepe soube que não precisava de mais bênções. Naquele momento Pepe soube que todo o calor que o inundava, toda a inclemência daqueles lugares onde sempre tinha vivido, seria esquecido para sempre.
Porque quando Lupe o tocou, naquele dia, Pepe percebeu que não precisava de nenhum outro anjo para poder viver.
E quando todos os que ali estávamos abrimos, finalmente, os olhos, pudemos saber qual era o nosso verdadeiro destino, porque esse é aquele que toca todos os sentidos e esse era o que Pepe tinha estampado na sua cara.
Sorriram ambos para nós, com um brilho especial naqueles olhos escuros como breu e Lupe começou a cantar.
E depois … depois começou a festa.
Até ao fim dos tempos…
O silêncio era, apesar de tudo, vibrante.
Gotas de suor escorriam em cada face, molhavam todos os cabelos e um cheiro adocicado transbordava das paredes daquele salão onde não cabia mais ninguém.
No primeiro degrau de uma espécie de altar, Pepe aguardava…
Na verdade, todos os que ali estavam aguardavam.
Todos nós esperávamos pela nossa hora.
Quando ela entrou pela porta que ficava nas nossas costas, silenciosa, ninguém precisou de se virar para o perceber.
A brisa, que sempre a acompanhava, tocou-nos a todos. Impossível de esquecer.
Sem a ver todos soubemos que vinha de vermelho, vaporosa, que os seus lábios carnudos estariam a condizer com o seu vestido, que os seus olhos sorririam como mais ninguém conseguia sorrir.
Por isso ninguém se virou para a ver. Ninguém abriu os olhos.
Excepto Pepe, que mais uma vez experimentou aquela sensação. A de que o mundo tinha parado. E só ela se movia.
Nunca o tinha confessado, mas sempre que Lupe se aproximava, ele ouvia, ou sentia, a sua melodia, uma melodia que nunca tinha escutado antes e que, também o sabia, mais ninguém conseguia ouvir. Para esses ela tinha outras melodias.
Lupe tinha-a criado só para si. Assim julgava, assim desejava. Assim sabia.
Quando lhe deu o braço e se viraram os dois para nós, Pepe soube que não precisava de mais bênções. Naquele momento Pepe soube que todo o calor que o inundava, toda a inclemência daqueles lugares onde sempre tinha vivido, seria esquecido para sempre.
Porque quando Lupe o tocou, naquele dia, Pepe percebeu que não precisava de nenhum outro anjo para poder viver.
E quando todos os que ali estávamos abrimos, finalmente, os olhos, pudemos saber qual era o nosso verdadeiro destino, porque esse é aquele que toca todos os sentidos e esse era o que Pepe tinha estampado na sua cara.
Sorriram ambos para nós, com um brilho especial naqueles olhos escuros como breu e Lupe começou a cantar.
E depois … depois começou a festa.
Até ao fim dos tempos…
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
All is quiet on New Year's Day
Votos para que o novo ano comece calmo e continue tranquilo, mesmo sabendo que as expectativas nos levam para outro lados...
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