segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Protestemos


Ora esperem lá, eu acho que ainda é possível minorar aquela coisa de ontem.
De certeza que os regulamentos da Liga não permitem que aberrações genéticas joguem futebol!
Protestemos!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Graças a Deus é sexta feira



E um bom fim de semana...

(...) - 39

(...)A chuva cai mais forte agora. Sonora contra a janela. Abeiro-me dela e fico, outra vez, a observar os desenhos que tão bem contorna ao descer, solene e grave, pelos vidros.
A chuva desenha tão bem. E soa bem também. Um batuque ritmado, que não falha.
Here comes the flood, again. Abro a janela.
O vento ajuda a chuva a molhar-me a cara. É agradável.
Lá fora o movimento recomeça.
Os primeiros carros saem à rua.
As primeiras pessoas, estremunhadas ainda, começam a pisar os passeios.
Um novo dia começa. Outra vez. Mais um. Novo em folha.
Mas tão igual aos outros. Que monotonia. Contudo tão doce para quem respeita as rotinas. Pelo menos até a rotina se tornar, obsessivamente, entediante.
Como percebi depois de a viver sem retorno.
Foi também por isso que a chamei. Para que me salvasse da rotina.
(...)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Arcade Fire fora da Nato JÁ!

Portugal continua a fazer parte da Nato, embora eu não perceba bem porquê e para quê. Sei, contudo,que, por causa disso, os portugueses vão ficar privados de um dos melhores momentos musicais previstos para este ano.
Em vez da boa disposição contagiante, vamos ter uns quantos cinzentões a falar de armas e de guerras. Em vez de danças e cantorias, vamos ter uns quantos paspalhões a brincar aos soldadinhos.
Faço votos para que tais senhores desapareceram bem depressa, enquanto isso, eu prefiro ir para um sitio onde os carros não vão.

(...) - 38

(...)Recomeçou a chuva. No horizonte o sol espreita timidamente. A manhã nasce.
Eu também.
Como nasci há tantos anos. Naquela manhã chuvosa de uma primavera que se anunciava. Não me lembro, a minha memória não chega tão longe.
Tantos anos passaram já e tão poucos na verdade, para quem nunca encontrou o caminho. Se é que, afinal, há caminhos para serem encontrados.

Sempre pensei que ela viesse com a noite. Pela sua calada. Acompanhando as sombras. Mas isso devem ser histórias de assustos. E ela deve pensar que já não sou nenhum menino. Engana-se contudo. Porque sou. Nunca deixei de ser.
Um Peter Pan disfarçado. Numa Terra do Nunca que nunca se manifesta realmente. Sei que nunca cresci completamente. Houve sempre aquela pequena criança que nunca me deixou. Com os seus receios, com as suas ternuras. Com os olhos tão abertos perante o desconhecido que, afinal, nunca chegou, verdadeiramente, a conhecer. Talvez nunca tivesse chegado a ser o Pan, talvez se tenha ficado apenas por um menino perdido, algures entre o aqui e aquilo que nunca quis abandonar.
Agora é tarde para perceber, para aceitar, para declarar.
(...)

domingo, 31 de outubro de 2010

Leiam

Este é o único conselho que eu não tenho receio de oferecer.

All Star (46)

sábado, 30 de outubro de 2010

Cine Paradiso

Tenho o link, em permanência, aqui mesmo ao lado, mas hoje apetece-me postá-lo, dá-lo a ver a quem por aqui passar.
Continua a ser uma delicia, uma deliciosa ternura, uma evolvente lágrima que nos faz acreditar que há pessoas boas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Graças a Deus é sexta feira



bom fim de semana...

(...) - 37

(...)E ela que não chega.
Não, desespero não. Nem tanto.
Mas esta era a hora certa.
Quando a manhã começa a despontar. Nesta hora em que o sol desafia o breu e começa a assomar-se a hora certa. Seria perfeito. Será que ela não percebe?
Não te demores, por favor. Eu sei que consegues ler-me os pensamentos. Não me falhes. Vem.
Está no momento em que a inundação não hesitará em chegar.
E a salvação é possível. Só é possível. Foi assim com todos aqueles que ofereceram as suas ilhas para poderem sobreviver.
É assim que me sinto agora. Um náufrago numa ilha deserta, que está prestes a abandonar. Para poder sobreviver. Onde quer que isso seja. Com a confiança duma criança, que encontra nas palavras doces da mãe a única tábua de salvação para uma noite povoada de pesadelos.
(...)

All Star (45)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Números redondos

A poucos dias de completar 5 anos, este blogue conseguiu, finalmente, chegar aos 20 000 visitantes.
É um número fraquinho, eu sei, para quem já tem tantos dias de posts, de qualquer forma sabe-me bem festejar estes números redondos.
Obrigado a todos os que por aqui vão passando. Espero que continuem a espreitar.

All Star (44)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

(...) - 36

(...)Tinham-me dito que nestes momentos o sentimento seria duma paz total.
É verdade.
Sinto-me em paz.
Calmo, como que a pairar sobre os escombros que fui criando. Mas não tenho tormentos, sinto que cumpri. É uma sensação boa, relaxante.
…Did I dream this belief?
Or did I believe this dream?
Now I can find relief
I grive…
E quem não lamenta alguma coisa?
Eu sim, por tudo o que fiz e não fiz. E foi tanta coisa.
De que serve pensar agora nisso? De pouco, muito pouco.
Uma lágrima.
Noto que choro. Sinto-me bem. O choro liberta, já mo tinham dito.
Sabe bem.
Choro sem tréguas, sem peias, sem vergonhas. Lembro-me de outra canção.
Here comes the flood. Deixá-la vir.
(...)