domingo, 31 de outubro de 2010

Leiam

Este é o único conselho que eu não tenho receio de oferecer.

All Star (46)

sábado, 30 de outubro de 2010

Cine Paradiso

Tenho o link, em permanência, aqui mesmo ao lado, mas hoje apetece-me postá-lo, dá-lo a ver a quem por aqui passar.
Continua a ser uma delicia, uma deliciosa ternura, uma evolvente lágrima que nos faz acreditar que há pessoas boas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Graças a Deus é sexta feira



bom fim de semana...

(...) - 37

(...)E ela que não chega.
Não, desespero não. Nem tanto.
Mas esta era a hora certa.
Quando a manhã começa a despontar. Nesta hora em que o sol desafia o breu e começa a assomar-se a hora certa. Seria perfeito. Será que ela não percebe?
Não te demores, por favor. Eu sei que consegues ler-me os pensamentos. Não me falhes. Vem.
Está no momento em que a inundação não hesitará em chegar.
E a salvação é possível. Só é possível. Foi assim com todos aqueles que ofereceram as suas ilhas para poderem sobreviver.
É assim que me sinto agora. Um náufrago numa ilha deserta, que está prestes a abandonar. Para poder sobreviver. Onde quer que isso seja. Com a confiança duma criança, que encontra nas palavras doces da mãe a única tábua de salvação para uma noite povoada de pesadelos.
(...)

All Star (45)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Números redondos

A poucos dias de completar 5 anos, este blogue conseguiu, finalmente, chegar aos 20 000 visitantes.
É um número fraquinho, eu sei, para quem já tem tantos dias de posts, de qualquer forma sabe-me bem festejar estes números redondos.
Obrigado a todos os que por aqui vão passando. Espero que continuem a espreitar.

All Star (44)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

(...) - 36

(...)Tinham-me dito que nestes momentos o sentimento seria duma paz total.
É verdade.
Sinto-me em paz.
Calmo, como que a pairar sobre os escombros que fui criando. Mas não tenho tormentos, sinto que cumpri. É uma sensação boa, relaxante.
…Did I dream this belief?
Or did I believe this dream?
Now I can find relief
I grive…
E quem não lamenta alguma coisa?
Eu sim, por tudo o que fiz e não fiz. E foi tanta coisa.
De que serve pensar agora nisso? De pouco, muito pouco.
Uma lágrima.
Noto que choro. Sinto-me bem. O choro liberta, já mo tinham dito.
Sabe bem.
Choro sem tréguas, sem peias, sem vergonhas. Lembro-me de outra canção.
Here comes the flood. Deixá-la vir.
(...)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

foi assim...


Já a conheço há algum tempo, mas nunca lhe tinha dado muita atenção. Ultimamente tenho visto com mais frequência e aprendi que esta série é mesmo muito engraçada. Tanto que agora tento não perder um episódio e já comecei a achar que estes cromos são também meus amigos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Buraco sem fundo


Salvemos os bancos, baixemo-nos sob as empresas de rating, curvemo-nos perante a Europa e continuemos a desbravar Portugal. Parece ser esse o lema das actuais medidas de austeridade (e de tantas outras que já foram tomadas anteriormente).
Já, por milhares de vezes, todos nos perguntámos onde foram parar todos os fundos de coesão que recebemos, para onde foi o dinheiro que deveria servir para nos tornarmos europeus? Aparentemente ninguém sabe, e, calculo, os que sabem não vão dizer, nem mesmo quando a terra os comer.
Eu, que pouco percebo de questões económicas e financeiras, e como eu a maioria dos portugueses, sabemos que muitos erros foram cometidos e que os erros até se podem perdoar, mas também desconfiamos que muita fraude e falcatruas várias foram, amiúde, inventadas e isso não deve ter perdão. Mas, como no nosso pobre país nada tem conclusão, nunca saberemos o que se passou e como se passou e por isso estamos condenados a este inferno que vivemos e ao pior que nos preparamos para viver.
É que, creio, nem os bem-intencionados, e deve haver alguns, conseguirão fazer nada perante o gigantismo das asneiras e maldades que foram cometidas durante tantos anos.
E o maior problema disto tudo é que não há luz no fundo do túnel. Mais, não há saída do túnel e o pior é que já nos devem ter tapado a entrada também.

Graças a Deus é sexta feira

Porque cada vez gosto mais dos espanhóis e de Espanha, porque, mesmo correndo o risco de ser defenestrado, como o Vasconcelos, me parece que estaríamos muito melhor se a Ibéria fosse una (mesmo com todas as suas nações), aqui vos deixo esta canção com desejos de um bom fim de semana.


All Star (43)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

(...) - 35

(...)Está tudo tão silencioso. O prédio dorme, não se ouve um suspiro. Lá fora a madrugada ainda vive, nada se ouve.
Uma música agora sabia bem. Baixinho, um murmúrio que se estendesse sobre mim. Sim, vou completar a minha banda sonora. Aquela que me tem acompanhado ao longo dos anos.
Sempre acreditei que tínhamos uma banda sonora, mesmo que só cada um de nós a pudesse ouvir. Uma música ligada a cada estado de espírito, a cada movimento, a cada momento.
Eu criei a minha e neste momento falta completá-la. Vou completá-la.
I Grive, soa agora pelo meu corpo. Imparável, um lamento incrivelmente bonito, sem dor, sem contemplações, sem retorno. Um lamento do vento, outra vez.
Perfeito.
Sinto-me em paz.
Tinham-me dito que nestes momentos o sentimento seria duma paz total.
É verdade.
Sinto-me em paz.
(...)

Recordar o que nunca aconteceu...


Por vezes, vezes demais, o mundo não é tão cor-de-rosa (ou outra cor qualquer que pudéssemos escolher) como desejaríamos. As realidades com que nos confrontamos no dia-a-dia são, a maior parte das vezes, de tonalidades que não nos agradam. Mas a literatura tem a particularidade de nos proporcionar visitas a sítios onde os tons que nos rodeiam, por muito que não saibamos distinguir as suas verdadeiras cores, são mais próximos daquilo que julgamos ideal.
Por vezes, o negro é essa cor. E por muito negros que alguns livros nos pareçam, há neles, se nos agradarem, luzes que esbatem a escuridão e que nos indicam, paradoxalmente, que nem sempre a luz nos conduz para o fim do túnel.
Por vezes precisamos de ser abanados, sacudidos, incomodados, para percebermos que a vida, que várias vidas, podem ser objecto de histórias, aparentemente obscuras, mas que permitem caminhar de olhos levantados, procurando luzes, ou pelo menos, lampejos de luz que nos obriguem a olhar para dentro de nós e descobrir o nosso próprio rumo.
É por vezes na dor e no sofrimento sem fim, que conseguimos encontrar respostas.
Saberemos viver assim? Sem saber se podemos recuperar as memórias que julgávamos serem o nosso guia? Ou será que seremos capazes de recordar aquilo que, provavelmente, nunca aconteceu?
Por muito que tenhamos esquecido, por muito que não queiramos recordar, por muito que pensemos que uma enorme rocha tapa as nossas memórias mais recônditas, a verdade é que há-de haver sempre um caminho, uma luz, um simples lampejo, que nos há-de trazer de volta as recordações que fomos enterrando pelo caminho.
E, vá lá saber-se porquê, se calhar a vida é isso mesmo, saber recordar, saber reviver, mesmo aquilo que sempre achámos que queríamos esquecer.