quinta-feira, 21 de outubro de 2010

All Star (42)

Por andas Benfica?


Chamaram-lhe todos os nomes, auguraram-lhe péssimo futuro, disseram que não servia, mas ontem, após aquele jogo, apetece perguntar, e aos outros 10, o que lhes vamos chamar agora?
Se não fosse ele, hoje chorávamos uma enorme goleada.
Assim não, assim definitivamente NÃO!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

All Star (41)

(...) - 34

(...)Na verdade, penso agora, tudo é demasiado efémero, mesmo para aqueles que não o merecem. Mesmo para aqueles a quem a imortalidade devia ser um dado adquirido. Não falo da eternidade que os grandes pensadores possuem, falo duma eternidade concreta, palpável, daqueles que podem mudar o mundo e a vida das pessoas, factualmente.
Há tão poucos assim. Mas existem. Disso não tenho dúvidas.
Daqueles que, como dizia o grande poeta, se vão da lei da morte libertando e como, certeiramente, nos contou outro grande poeta, valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Pergunto-me, valeu a pena? O que tive até agora, valeu a pena?
Pois não sei. No fundo é essa a minha sina, não saber. Nunca sei. Toda a minha existência foi uma dúvida constante. E medrosa. Medo foi coisa que sempre tive. E continuo a ter.
Mesmo depois de ter tido a maior epifania da minha vida. Mesmo depois de a ter convocado devidamente, sem volta atrás, sem dúvidas.
Não tive dúvidas em convocá-la, em trazê-la até mim. E ela veio.
Só que tive medo de lhe abrir a porta. Mas sei que voltará. Ela não falha. Ela nunca falha.
(...)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

All Star (40)

E a ti? O que te espera?


Caímos no meio do nada, cheios de certezas inabaláveis, de verdades enormes e duras, que não admitem retóricas, que não conhecem dúvidas.
Caímos no meio dum nada, onde uma imensidão de cores não nos indicam mais do que uma escuridão total, onde as crianças que em nós habitaram se perderam no caminho.
Acordámos no centro de coisa nenhuma, com as direcções todas trocadas, com destinos traçados a giz, que se apagam depois de os ultrapassarmos.
Silenciamos os nossos desejos, com o receio, verdadeiro, de que se tornem realidades que nunca conseguiremos aguentar.
Gritamos no centro do nada, onde ninguém nos poderá ouvir, e é essa a nossa esperança, a de que ninguém nos ouça, para que ninguém nos estique a mão.
Até que o nada se ocupe totalmente de nós e sejamos, sem vacilar, apenas um pequeno ponto insignificante que mais não é que a conjugação dos muitos nadas que vagueiam à nossa volta.
E a ti? O que te espera?

Graças a Deus é sexta feira

Já há algum tempo que não ouvia esta canção, acho que até já me tinha esquecido dela. Hoje ouvi-a na rádio e relembrei-me do quanto ela me tinha agradado quando a ouvi pela primeira vez. Não deslumbra, mas é muito, muito agradável.
Bom fim de semana. Enjoy

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

(...) - 33

(...)O último desejo de um condenado. Ah, como gosto de ser lírico nestes momentos desesperados. Com um leve toque de humor negro. Do que não faz gargalhar, mas liberta um sorriso cúmplice, daqueles que só mais inteligentes sabem ganhar.
Eu nunca me considerei inteligente. Curiosamente aqueles que me conheceram mal sempre acharam que eu o era. Na verdade não era. Talvez os enganasse porque já tinha lido muito, sabia de cor rios e montanhas, citações que poucos sonhavam e até os nomes de todos os reis. Mas isso não era sinónimo de inteligência. Talvez de paciência. De observação. Uma mão cheia de inutilidades, que serviam para concursos televisivos, mas que se revelavam inúteis no mundo real.
Consegui ganhar uma aura de intelectual, embora duvidasse que tal se conseguisse manter perante alguém que, de facto, fosse inteligente. No fundo mascarei-me de sabedor de coisas só para enganar os incautos. E há tantos incautos à nossa volta. Daqueles que se deixam levar por dois dedos de conversa fácil e um sorriso cativante.
Não que os quisesse enganar, nunca quis. Mas era assim que eu funcionava, com a dose certa de charme e com a sabedoria de cordel que não resistiria a um escrutínio mais elaborado.
Um fogo-fátuo. Sim, acho que era uma espécie de fogo-fátuo. Bonito mas efémero. Demasiado efémero.
(...)

All Star (39)

Sair do buraco


Foi, certamente, com uma enorme sensação de alívio, muita emoção e algum regozijo, que assisti ao resgate dos mineiros chilenos. Fica assim provado que é possível, com vontade, apoio e preserverança, sair do buraco! Esta é, sem dúvida, uma mensagem de esperança para todos aqueles que ainda não saíram dos seus buracos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

(...) - 32

(...)Nunca deixei de beber cervejas, ao contrário do que aconteceu com os cigarros, por isso não tenho nenhuma caixa guardada.
A esta hora está tudo fechado. Só bares e discotecas estão abertos e são lugares onde não me apetece ir. São os últimos locais do mundo onde me apetece ir. Com toda aquela gente aos saltos, aos gritos, abanando-se como se o fim do mundo fosse já a seguir. Extravasando uma felicidade que não sentem. Lugares de perdição, como dizia o padre lá da paróquia, o que me dava catequese.
Nesse tempo seriam tudo menos isso. Nos anos 60 seriam, primeiro que tudo, locais de resistência ao mundo cinzento que nos rodeava. Nesses anos tudo podia ser resistência se tivesse colado a si um pouco de luz e cor. Hoje as cores são outras e as luzes são quase todas artificiais.
Podia ir à estação de serviço da esquina. Está aberta toda a noite. E tem cervejas. Das ruivas.
Porque não?
Mas não posso sair. Se nos desencontramos, ela e eu? Não pode ser, não pode acontecer.
De qualquer forma merecia esta cerveja.
(...)

domingo, 10 de outubro de 2010

A oeste

Felizmente, os Prefab Sprout sempre me transportaram para um certo Oeste!

Boa semana

Uma boa semana, se possível povoada de fadas e magia:

All Star (37)