sexta-feira, 21 de maio de 2010

Graças a Deus é sexta feira



Porque uma palavra que nos conceda esperança é sempre bem vinda.
Bom fim de semana!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O último nível


O suor escorria-lhe pela fronte.
O olhar estava tão tenso quanto todos os músculos do seu corpo. Só os dedos mexiam. Nervosa e ininterruptamente . Bem como o cérebro, que disparava energia a cada milésimo de segundo.
Não conseguia desviar o olhar. Estava concentrado até ao limite. Nada lhe conseguiria desviar a atenção daquilo que estava à sua frente. Era altura de mudar de nível. Porque é isso que interessa. É isso que dá adrenalina. É isso que faz viver. É por isso que vale a pena viver.
Mudar de nível. Melhor... Subir de nível. Aumentar de nível.
Mais alto. Mais forte. Até ao infinito e mais além.
O frenesim é imenso. Nada mais existe. O objectivo está já ali.
Não falhar. Nunca falhar. Jamais. Está quase...
Já está.
Subiu de nível.
Euforia.
Olha à sua volta. Vitorioso. Chegou ao penúltimo nível.
Sem falhar. E ninguém para reparar.
Está sozinho. No penúltimo nível. Sozinho. Nunca ninguém tinha chegado tão alto.
Olhou então para baixo e viu que por lá havia pessoas felizes. Que se partilhavam, que sorriam. Nos níveis mais baixos. E que pareciam não se importar em lá estar.
E ele ali. No nível mais elevado. Sozinho.
E não podia descer. Sem cair. Sem recuar. Sem poder voltar atrás.
Ali estava. Sozinho.
Decidiu então.
Abriu a janela. Abriu os braços e foi...
Nunca uma brisa lhe tinha sabido tão bem.
Apesar de estar tão alto a descida foi rápida.
No momento em que o seu corpo bateu no chão, ele já ali não estava. Tinha atingindo o último nível.

Até que 31 de Maio chegue... (XVII)

Agora que o dia 31 está quase aí, temos o prazer de ouvir uma perfeita canção de amor.

Glorioso sabor

Já passaram alguns dias, mas ainda anda por aqui um doce sabor...
Glorioso!

All Star (21)

(...) - 25

(...)Acho que já disse isto. Senão, digo-o agora. Noites cheias de luz. Claras.
Como aquelas que eu passava sentado no terraço. Era verões que nunca acabavam, com o rádio colado ao ouvido, sussurrando vozes e sons, músicas que me faziam as delícias.
Todas as noites uma dessas vozes me fazia companhia. Lembro-me bem, da meia-noite à uma. Música calma, sem interrupções. A melhor música do mundo. No sítio do costume.
Onde será que ela está? Porque não vem? Já era tempo.
Levanta-se um vento agora. Mais nuvens se aproximam.
Acho que vou beber um uísque.
Antigamente não gostava. Sabia-me a xarope para a tosse, daqueles que tomava em criança.
Um dia juntei-lhe um dedo de água lisa, como os escoceses gostam de fazer, descobri um novo gosto. Apreciei. Gostei. Sobretudo dos de malte. Sedosos, dourados, o verdadeiro néctar dos deuses. E uma bebedeira de uísque não dá ressaca.
Como aquela que experimentei. A grande, a única verdadeira. Aos 20 anos. Uma desvirginação completa. Forte e feia. Mas divertida. Uma alucinação intensa. Uma loucura de juventude irrequieta, a tentar provar não sei bem o quê. Horas e horas de bebidas várias, surtidas nocturnas pelo jardim público, vómitos e relva misturados. A perda dos sentidos e da memória daquelas horas e o acordar súbito e doloroso de quem afinal nada ganhou, mas que pensou ter-se superado, ter enfim ultrapassado mais uma fronteira, daquelas que não levam a lado algum. Um rito de passagem. Uma passagem que, no entanto, não deu para outra margem. Enfim, uma noite de copos com os amigos.
(...)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um homem no Inverno


Quando o Inverno chegou ele olhou para trás e não percebeu.
Já não se lembrava da Primavera, nem de como o Verão tinha sido quente.
Só recordava o Outono, quando o frio lhe congelara os ossos e quando as folhas mortas lhe cobriram os caminhos.
Não percebeu como ali tinha chegado.
Estava enregelado e não conseguia ver bem. Já nem se lembrava do sol.
Sabia que o tempo que estava a chegar seria o último. Sabia que a natureza não se iria regenerar e voltou a não perceber como ali tinha chegado da forma como chegara. Tão vazio de sensações, tão seco de sentimentos, tão parco de memórias.
O Inverno tinha chegado. O frio era agora eterno e o céu estava escuro. O sol parecia ter-se esquecido dele.
Ao olhar à sua volta não reconhecia ninguém. Para ser franco, nem a si próprio.

E então percebeu o seu significado.
Foi por isso que partiu...

terça-feira, 18 de maio de 2010

All Star (20)

(...) - 24

(...)Por momentos nada mais existe. Nem eu fechado em casa, nem ela que já não vem, nem a vizinha, nada!
Só aquela calma indefinida que sai pelas colunas. De olhos fechados fujo dali e nem sei mesmo para onde vou.
Só mesmo a música para nos salvar. Sempre o disse.
Mas a agulha faz o seu trabalho e quando a última estria é sulcada a música pára.
Abro os olhos e vejo que, afinal, nada mudou.
Continuo ali. A noite já caiu há muito. Lá fora o movimento é agora menor. Os candeeiros estão acessos e a lua continua enorme. São noites como esta que me acordam ainda para a vida.
(...)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Até que 31 de Maio chegue... (XVI)


Não encontrei o vídeo, mas como queria mesmo postar esta música, aqui fica o audio.
Enjoy...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Graças a Deus é sexta feira

Bom fim de semana!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Brilhante



Justíssimo!
Brilhante!
Verdadeiro!
GLORIOSO!

CAMPEÃO

Não foi o melhor jogo, longe disso, mas foi o que libertou toda a emoção!
FINALMENTE!

GLORIOSO

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Graças a Deus é sexta feira

Aconteça o que acontecer no próximo domingo, há coisas que nunca mudam...



... de qualquer forma, desta vez, a esperança é mesmo vermelha!
Bom fim de semana!