Sentir um formigueiro subir pelos dedos e não saber como pará-lo.
Sentir que tudo é desperdício e não conhecer o caminho de volta. Andar à toa pelas ruas e não conhecer o caminho de regresso.
Parar e olhar o céu perder-se num infinito sem volta.
Sentir uma tristeza imensa descer como uma chuva imperdoável e saber que não existe abrigo possível.
Mas depois esquecer tudo e mergulhar numa razão sem dúvida. Sem retorno, onde só uma verdade é reconhecível.
Parar e não obrigar o corpo a mais uma prova.
É isso.
São assim os dias que julgámos tristes, mas que, no fundo, nos alimentam a esperança. Porque essa é a única via, aquela que nos poderá redimir, mesmo que não a compreendamos de imediato, ela levar-nos-á pela mão, calmamente, porque é esse o caminho, não aquele por que sonhamos, mas o único que nos deixaram e é bom, mesmo que os dias nos pareçam tristes, saberemos, no fim do caminho, que são os únicos, porque são aqueles que nos abrem os sorrisos que julgávamos ter perdido.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
(...) - 23
(...)Vou ligar a minha música outra vez. Escolho um vinil que ainda guardo com um carinho desmesurado.
É quase um ritual. Escolho o disco. Olho a capa e a contra-capa. Leio o que diz e delicio-me com a ilustração que traz consigo. Depois retiro o disco com cuidado. Tiro a capa de plástico que o protege e com o indicador espetado no pequeno buraco central, seguro-o bem para que a outra mão o limpe com esmero, com a flanela apropriada, retirando todas as partículas de poeira que o cobrem.
Depois abro a tampa do gira-discos e coloco-o com mil cuidados no prato. Limpo a agulha com a pequena escova e ponho o braço sobre a primeira estria.
A música começa logo a seguir.
Não há som como o do vinil.
Embalo-me com aquele disco que me acompanha há décadas. Sei as músicas de cor. As do lado A e as do lado B. Dá-me um gozo especial.
(...)
É quase um ritual. Escolho o disco. Olho a capa e a contra-capa. Leio o que diz e delicio-me com a ilustração que traz consigo. Depois retiro o disco com cuidado. Tiro a capa de plástico que o protege e com o indicador espetado no pequeno buraco central, seguro-o bem para que a outra mão o limpe com esmero, com a flanela apropriada, retirando todas as partículas de poeira que o cobrem.
Depois abro a tampa do gira-discos e coloco-o com mil cuidados no prato. Limpo a agulha com a pequena escova e ponho o braço sobre a primeira estria.
A música começa logo a seguir.
Não há som como o do vinil.
Embalo-me com aquele disco que me acompanha há décadas. Sei as músicas de cor. As do lado A e as do lado B. Dá-me um gozo especial.
(...)
O azarado
Como o próprio senhor diz, já teve os seus azares. Então, porque carga de água, quer continuar a tê-los e faz uma coisa destas. Até porque, como diz o povo (que é quem mais ordena), quem não deve não teme.
Ou será que é cleptomaníaco e ainda não se deu conta?
Ou será que é cleptomaníaco e ainda não se deu conta?
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Personal Jesus
É verdade que cada um de nós tenta encontrar o seu, mas, estou convencido que, neste momento, há para aí uns seis milhões de portugueses que acreditam no mesmo!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Virgens ofendidas
Largam comunicados a queixarem-se disto e daquilo, de túneis e colos, quais virgens ofendidas e pensam que a nossa memória é curta.
O que abaixo se vê é apenas uma pontinha de toda a história. Porque quem tem memória sabe que há, muito, muito mais.
Por exemplo, esqueceram-se de falar do famigerado guarda Abel.
O que abaixo se vê é apenas uma pontinha de toda a história. Porque quem tem memória sabe que há, muito, muito mais.
Por exemplo, esqueceram-se de falar do famigerado guarda Abel.
Até que 31 de Maio chegue... (XIV)
Não é, propriamente, uma canção dos Divine Comedy. Mas tem Neil Hannon e tem Rodrigo Leão e é MUITO BONITA!!!
(...) - 22
(...)Nem sei que dia é hoje. Pelo movimento na rua parece um dia útil. Que patetice. Como se o sábado e o domingo não o fossem. São sim, mais que os outros. Pelo menos o sábado, porque o domingo, o domingo à tarde traz consigo um cheiro a depressão, a fim de festa, a despedida forçada. Nunca gostei dos domingos à tarde. Prefiro até as segundas-feiras, tão cheias de segredos por descobrir, de segredos por confessar, tão inúteis no fundo.
Parece que ouço o elevador. Será que está de volta? Será que vai voltar? Claro que vai. Deve ter tido algum compromisso urgente. Esteve aqui muito tempo e ela é muito solicitada.
Parou neste andar. Espreito.
Merda!
É só a vizinha do lado. Impertinente como sempre. Olha para a minha porta com desdém. Ela, que passa os dias a trocar confidências sobre as novelas daquela estação televisiva de que toda a gente fala.
Sei que vai ficar à espreita. Já a apanhei a contar à porteira aquilo que faço e não faço. Reles.
(...)
Parece que ouço o elevador. Será que está de volta? Será que vai voltar? Claro que vai. Deve ter tido algum compromisso urgente. Esteve aqui muito tempo e ela é muito solicitada.
Parou neste andar. Espreito.
Merda!
É só a vizinha do lado. Impertinente como sempre. Olha para a minha porta com desdém. Ela, que passa os dias a trocar confidências sobre as novelas daquela estação televisiva de que toda a gente fala.
Sei que vai ficar à espreita. Já a apanhei a contar à porteira aquilo que faço e não faço. Reles.
(...)
não é novidade...

...é só para reforçar aquilo que já todos sabíamos:
(...)Não foi só no relvado e nas imediações do Estádio do Dragão que o ambiente aqueceu. Na tribuna de honra, onde a direcção encarnada assistiu às incidências da partida relativamente perto do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, os ânimos também se exaltaram e a partida terminou com o líder dos azuis a insultar os representantes do Benfica.
Dirigindo-se aos seus convidados com um vocabulário pouco próprio, PC referiu: "Aqui não festejam título nenhum seus.........", afirmou, dirigindo em seguida várias ofensas verbais.(...) (lido hoje no Record online)
A pequenez e a mesquinhice continuam vivas e actuantes naqueles que, apesar de tentarem ser grandes, nunca passam da rasteirice própria da sua natureza.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
são sempre os mesmos filhos da p...

Depois disto, das casas apredejadas e daquilo que virá aí amanhã, só me apetece cuspir-lhes na cara e a melhor maneira de fazer isso é humilhá-los na própria barraca e mostrar aos Sousa Tavares e Rui Moreiras deste mundo que não é por alinhavarem meia dúzia de palavras bonitas que o seu clube se torna mais civilizado. Continuam a ser e serão de um provincianismo atroz, bacoco e mesquinho e por muitas vitórias que conquistem nunca passarão dum bando de arruaceiros protegidos por uma cambada de autoridades que não são melhores. Isto não é futebol, não é desporto, não é aceitável. Por isto e por tudo o que simbolizam os autores de coisas como esta deviam, pura e simplesmente, ser proibidos de sair de casa, de preferência de uma casa situada nalgum atol do Pacifico.
Agora, mais que nunca, quero ser campeão naquele campo que ostenta o nome de um animal imaginário e que por isso mesmo é uma mentira, tal como o clube a que pertence.
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