sexta-feira, 7 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

histórias com música (30)

Sentir um formigueiro subir pelos dedos e não saber como pará-lo.
Sentir que tudo é desperdício e não conhecer o caminho de volta. Andar à toa pelas ruas e não conhecer o caminho de regresso.
Parar e olhar o céu perder-se num infinito sem volta.
Sentir uma tristeza imensa descer como uma chuva imperdoável e saber que não existe abrigo possível.
Mas depois esquecer tudo e mergulhar numa razão sem dúvida. Sem retorno, onde só uma verdade é reconhecível.
Parar e não obrigar o corpo a mais uma prova.
É isso.
São assim os dias que julgámos tristes, mas que, no fundo, nos alimentam a esperança. Porque essa é a única via, aquela que nos poderá redimir, mesmo que não a compreendamos de imediato, ela levar-nos-á pela mão, calmamente, porque é esse o caminho, não aquele por que sonhamos, mas o único que nos deixaram e é bom, mesmo que os dias nos pareçam tristes, saberemos, no fim do caminho, que são os únicos, porque são aqueles que nos abrem os sorrisos que julgávamos ter perdido.

Até que 31 de Maio chegue... (XV)

Eis uma soberba reinterpretação de um Bacharach imortal.

All Star (18)

(...) - 23

(...)Vou ligar a minha música outra vez. Escolho um vinil que ainda guardo com um carinho desmesurado.
É quase um ritual. Escolho o disco. Olho a capa e a contra-capa. Leio o que diz e delicio-me com a ilustração que traz consigo. Depois retiro o disco com cuidado. Tiro a capa de plástico que o protege e com o indicador espetado no pequeno buraco central, seguro-o bem para que a outra mão o limpe com esmero, com a flanela apropriada, retirando todas as partículas de poeira que o cobrem.
Depois abro a tampa do gira-discos e coloco-o com mil cuidados no prato. Limpo a agulha com a pequena escova e ponho o braço sobre a primeira estria.
A música começa logo a seguir.
Não há som como o do vinil.
Embalo-me com aquele disco que me acompanha há décadas. Sei as músicas de cor. As do lado A e as do lado B. Dá-me um gozo especial.
(...)

O azarado

Como o próprio senhor diz, já teve os seus azares. Então, porque carga de água, quer continuar a tê-los e faz uma coisa destas. Até porque, como diz o povo (que é quem mais ordena), quem não deve não teme.
Ou será que é cleptomaníaco e ainda não se deu conta?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

All Star (17)

Personal Jesus

É verdade que cada um de nós tenta encontrar o seu, mas, estou convencido que, neste momento, há para aí uns seis milhões de portugueses que acreditam no mesmo!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Virgens ofendidas

Largam comunicados a queixarem-se disto e daquilo, de túneis e colos, quais virgens ofendidas e pensam que a nossa memória é curta.
O que abaixo se vê é apenas uma pontinha de toda a história. Porque quem tem memória sabe que há, muito, muito mais.
Por exemplo, esqueceram-se de falar do famigerado guarda Abel.

Até que 31 de Maio chegue... (XIV)

Não é, propriamente, uma canção dos Divine Comedy. Mas tem Neil Hannon e tem Rodrigo Leão e é MUITO BONITA!!!

All Star (16)

(...) - 22

(...)Nem sei que dia é hoje. Pelo movimento na rua parece um dia útil. Que patetice. Como se o sábado e o domingo não o fossem. São sim, mais que os outros. Pelo menos o sábado, porque o domingo, o domingo à tarde traz consigo um cheiro a depressão, a fim de festa, a despedida forçada. Nunca gostei dos domingos à tarde. Prefiro até as segundas-feiras, tão cheias de segredos por descobrir, de segredos por confessar, tão inúteis no fundo.

Parece que ouço o elevador. Será que está de volta? Será que vai voltar? Claro que vai. Deve ter tido algum compromisso urgente. Esteve aqui muito tempo e ela é muito solicitada.
Parou neste andar. Espreito.
Merda!
É só a vizinha do lado. Impertinente como sempre. Olha para a minha porta com desdém. Ela, que passa os dias a trocar confidências sobre as novelas daquela estação televisiva de que toda a gente fala.
Sei que vai ficar à espreita. Já a apanhei a contar à porteira aquilo que faço e não faço. Reles.
(...)

não é novidade...


...é só para reforçar aquilo que já todos sabíamos:

(...)Não foi só no relvado e nas imediações do Estádio do Dragão que o ambiente aqueceu. Na tribuna de honra, onde a direcção encarnada assistiu às incidências da partida relativamente perto do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, os ânimos também se exaltaram e a partida terminou com o líder dos azuis a insultar os representantes do Benfica.
Dirigindo-se aos seus convidados com um vocabulário pouco próprio, PC referiu: "Aqui não festejam título nenhum seus.........", afirmou, dirigindo em seguida várias ofensas verbais.(...)
(lido hoje no Record online)

A pequenez e a mesquinhice continuam vivas e actuantes naqueles que, apesar de tentarem ser grandes, nunca passam da rasteirice própria da sua natureza.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deixem...

Confesso!
Depois daquilo a que assisti ontem, estou com um mau pressentimento.
Só vejo uma solução:

All Star (15)