sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
(...) - 19
(...)E mesmo naqueles momentos em que parados, sentados, deitados nos bancos daquele jardim minúsculo, mas que parecia o éden, discorríamos sobre o destino do mundo e sobre os desenhos animados que tínhamos visto na véspera.
A televisão era a preto e branco, mas todas as descrições eram multi-coloridas. Arco-Íris de imaginação à solta.
Tinham sido bons tempos na verdade. Os bons velhos tempos. Com amigos a sério. Daqueles que já não voltam porque só podem existir naquela idade.
E agora aqui estou. Sentado à porta de minha casa. Sem saber o que fazer.
Será que ela volta?
Será que ainda sabe dizer o meu nome?
Será que…
E se me levantasse agora e me obrigasse a sair.
A procurá-la. A encontrá-la.
Mas não sei onde. Menos ainda sei como.
Está a anoitecer lá fora. A chuva parece ter-se ido de vez.
(...)
A televisão era a preto e branco, mas todas as descrições eram multi-coloridas. Arco-Íris de imaginação à solta.
Tinham sido bons tempos na verdade. Os bons velhos tempos. Com amigos a sério. Daqueles que já não voltam porque só podem existir naquela idade.
E agora aqui estou. Sentado à porta de minha casa. Sem saber o que fazer.
Será que ela volta?
Será que ainda sabe dizer o meu nome?
Será que…
E se me levantasse agora e me obrigasse a sair.
A procurá-la. A encontrá-la.
Mas não sei onde. Menos ainda sei como.
Está a anoitecer lá fora. A chuva parece ter-se ido de vez.
(...)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Com reserva, mas com muita piada também
Não gosto nada de deitar foguetes antes da festa. Acho que dá um azar danado e, nestas coisas dos futebóis, sou muito dado a superstições. Mas lá que esta coisa está com muita piada, está! Pelo menos para aqueles que, como eu, estão ansiosos para que esta reserva se venha a concretizar em festa de arromba!
Agora só espero não ter agoirado com a postagem deste vídeo.
lagarto, lagarto, lagarto, longe daqui
Agora só espero não ter agoirado com a postagem deste vídeo.
lagarto, lagarto, lagarto, longe daqui
Mansidões
sábado, 17 de abril de 2010
a tia do xico
macaquinhos de (má) imitação

«Jogadores sem autorização para dar entrevistas
Com o intuito de resguardar o grupo de trabalho, a Sporting, SAD vem comunicar que, a partir desta data, não estão autorizadas entrevistas a jogadores até final da presente temporada, excepção feita às reportagens já agendadas e que se centram, apenas, no Mundial(...)»
Eles bem disseram que queriam uma gestão como a do fóculporto.
Lá continuam as parvoíces!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
(...) - 18
(...)Embora hoje nem isso me dê o sossego que procuro.
Onde será que ela foi? Não pode ter ido embora. Não assim…
Já nem sei há quanto tempo a conheço. Acho que sempre a conheci.
Mesmo quando era criança e brincava na rua. Naquela rua que eram várias ruas. Pequenas, é certo, embora uma se engalanasse com o nome de avenida. Mas, qual quê, de avenida tinha pouco. Meia dúzia de casas e descampados vários. Ainda por cima era inclinada. Ora subia, ora descia.
Mas não era essa a minha rua. A nossa rua.
A nossa rua, a minha e a dos outros miúdos, ia para além das casas. Subia os montes e descia os vales que não tinham limites para nós.
Isso sim, tinham sido tempos bons. Talvez aqueles de que me recordo com mais saudade. Ali tínhamos o mundo na nossa mão. Éramos livres. Sim! Se alguma vez fui livre foi ali, mesmo quando os adultos falavam baixo com medo dos bufos, nós éramos livres. Com as bolas que corriam à nossa frente, em estádios cujas balizas eram dois pedregulhos e onde os golos eram mais saborosos dos que os dos Eusébio deste mundo.
Onde os índios e os caubóis, os policias e os ladrões usavam pistolas de madeira e ressuscitavam no exacto momento em que ouviam Estás morto!
(...)
Onde será que ela foi? Não pode ter ido embora. Não assim…
Já nem sei há quanto tempo a conheço. Acho que sempre a conheci.
Mesmo quando era criança e brincava na rua. Naquela rua que eram várias ruas. Pequenas, é certo, embora uma se engalanasse com o nome de avenida. Mas, qual quê, de avenida tinha pouco. Meia dúzia de casas e descampados vários. Ainda por cima era inclinada. Ora subia, ora descia.
Mas não era essa a minha rua. A nossa rua.
A nossa rua, a minha e a dos outros miúdos, ia para além das casas. Subia os montes e descia os vales que não tinham limites para nós.
Isso sim, tinham sido tempos bons. Talvez aqueles de que me recordo com mais saudade. Ali tínhamos o mundo na nossa mão. Éramos livres. Sim! Se alguma vez fui livre foi ali, mesmo quando os adultos falavam baixo com medo dos bufos, nós éramos livres. Com as bolas que corriam à nossa frente, em estádios cujas balizas eram dois pedregulhos e onde os golos eram mais saborosos dos que os dos Eusébio deste mundo.
Onde os índios e os caubóis, os policias e os ladrões usavam pistolas de madeira e ressuscitavam no exacto momento em que ouviam Estás morto!
(...)
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