Mais uma divertida canção, que eu e os meus filhos, costumamos cantar em conjunto.
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
(...) - 15
(...)Sinto movimento lá fora. Percebo que ela se levanta e ouço os seus passos a afastarem-se.
Estranho. Não pode estar a acontecer.
Espreito pelo olho mágico.
Ela está à porta do elevador. Vai-se embora!
Os meus olhos enchem-se de lágrimas e a figura dela, ao longe, parece desvanecer-se como o fade out de um filme a preto e branco, dos antigos. Melodrama de fim trágico.
Como aqueles que sempre me magoaram o coração, mas que nunca consegui deixar de ver. Os que me faziam chorar como se não houvesse salvação possível. Mas que eram, por outro lado, redentores. A mim que, afinal, nunca gostei de finais tristes.
O elevador parou e a porta abriu-se.
Ela olha para a minha porta e acena-me. Será um adeus?
Não pode ser. Ela nunca diz adeus.
No entanto entra no elevador. As portas fecham-se.
Corro à janela. A minha respiração ofegante embacia o vidro à minha frente.
(...)
Estranho. Não pode estar a acontecer.
Espreito pelo olho mágico.
Ela está à porta do elevador. Vai-se embora!
Os meus olhos enchem-se de lágrimas e a figura dela, ao longe, parece desvanecer-se como o fade out de um filme a preto e branco, dos antigos. Melodrama de fim trágico.
Como aqueles que sempre me magoaram o coração, mas que nunca consegui deixar de ver. Os que me faziam chorar como se não houvesse salvação possível. Mas que eram, por outro lado, redentores. A mim que, afinal, nunca gostei de finais tristes.
O elevador parou e a porta abriu-se.
Ela olha para a minha porta e acena-me. Será um adeus?
Não pode ser. Ela nunca diz adeus.
No entanto entra no elevador. As portas fecham-se.
Corro à janela. A minha respiração ofegante embacia o vidro à minha frente.
(...)
sábado, 27 de março de 2010
Nervoso Miudinho
sexta-feira, 26 de março de 2010
Adventures of Tintin
(...) - 14
(...)E os pais, que eram uma chatice ainda maior.
Tudo o que interessava se passava naqueles instantes em que a música soava. Era aí que tudo se definia. O futuro. E esse acabava logo ali, no fim daqueles minutos que uma canção durava. Pelo menos até começar a próxima. O quarto era todo o mundo que conhecia. E bastava-me.
Nas suas paredes pendiam os rostos e as imagens que a música oferecia e sugeria e por aí, todas as loucuras, mesmo as mais inconfessáveis, eram permitidas.
Mesmo hoje, neste preciso instante em que me encontro sentado junto à porta da rua, com ela do outro lado, me apercebo que a música permanece como a bóia de salvação da minha alma.
Em fundo, a minha música continua a soar.
A banda sonora da minha vida.
Ao mesmo tempo que a chuva continua a fustigar os vidros da janela.
(...)
Tudo o que interessava se passava naqueles instantes em que a música soava. Era aí que tudo se definia. O futuro. E esse acabava logo ali, no fim daqueles minutos que uma canção durava. Pelo menos até começar a próxima. O quarto era todo o mundo que conhecia. E bastava-me.
Nas suas paredes pendiam os rostos e as imagens que a música oferecia e sugeria e por aí, todas as loucuras, mesmo as mais inconfessáveis, eram permitidas.
Mesmo hoje, neste preciso instante em que me encontro sentado junto à porta da rua, com ela do outro lado, me apercebo que a música permanece como a bóia de salvação da minha alma.
Em fundo, a minha música continua a soar.
A banda sonora da minha vida.
Ao mesmo tempo que a chuva continua a fustigar os vidros da janela.
(...)
quinta-feira, 25 de março de 2010
Futebol de fugir
Não quero discutir a justiça dos castigos aplicados aos jogadores do fóculporto pela Liga, nem sequer a sua redução inventada agora pela FPF. O que quero discutir é a falta de vergonha, a impunidade ranhosa e mal cheirosa, a provocação descarada e nojenta, que ressalta destas duas decisões, ou melhor, da incoincidência destes dois julgamentos e também do intervalo de tempo que mediou entre uma e outra.
Será que estes senhores não têm a noção que, desta forma, só tornam o futebol em Portugal ainda mais incredibilizado? Não percebem que os compadrios são tão evidentemente escancarados que só um cego hereditário não os consegue ver?
É para mim óbvio que, no meio de toda esta porcaria, ninguém sai limpo, por isso, deixem jogar quem sabe e pode e deixem de alimentar guerrilhas estúpidas e repulsivas que só aproveitam o tão mal afamado sistema, sistema que mais não é que a vassalagem que vai rodeando os velhos sebosos que teimam em manter-se à frente daqueles clubes que são useiros em embustes destes.
Por muito que me custe admitir, parece-me que a podridão está de tal modo instalada que pouco podemos fazer para a erradicar, por isso, e correndo o risco de também me sujar, deixo aqui um desejo muito sincero.
Pelo menos que o Glorioso consiga ganhar esta merda!
Les Années Spoutnik

É nessa altura que vemos a lua nas nossas mãos, que mudamos o mundo todos os dias, porque ele está à nossa mercê, que choramos e rimos a toda a hora, porque é assim a nossa vontade.
É nessa altura que voamos e caímos sem nunca recuarmos, porque só nessa altura é que sabemos onde estamos verdadeiramente.
Tudo é mais intenso, tudo é mais forte e belo, porque cada dia é uma descoberta maior, uma infinidade de horas para assaltarmos.
Não há fronteiras entre mundos, não há barreiras entre as pessoas, porque só nessa altura é que sabemos que a felicidade não depende do que nos derem, mas sim daquilo que oferecemos.
É isso que Baru nos mostra nas suas histórias ternas de uma infância talvez ainda não perdida, pelo menos para aqueles que continuam a olhar a vida através do coração.
Até que 31 de Maio chegue... (VIII)
Uma comovente versão acústica de uma das mais belas canções de Neil The Divine Comedy Hannon. Um romance belo e triste em poucas, mas tocantes palavras.
Soberbo.
Soberbo.
(...) - 13
(...)Porque nessa altura eu já conseguia abrir os livros e atrevia-me a lê-los.
Esses foram os primeiros que abri. Os contos de fadas.
Andersen, Perrault, os irmãos Grimm. Histórias povoadas de seres imaginários, incríveis, mágicos, únicos, naquelas paisagens com que eu sonhava e que, apesar de nunca as ter visto, conhecia como ninguém.
E como viajava então.
No dorso de cavalos alados. Batalhando dragões de todas as cores. Magicando mil e uma maravilhas em reinos perdidos por entre as páginas de livros queridos.
Nunca depois disso os livros me souberam tão bem. Nunca mais os sonhos foram tão profusamente ilustrados.
Mesmo quando decidi viver com a música. Não era, pensava eu, diferente de qualquer outro adolescente. Pelo menos daqueles para quem a música tem uma única finalidade. Salvá-los!
Era assim que a entendia. Era por isso que a ouvia e vivia tão intensamente. A música era a única coisa que me podia salvar. Apesar de, na verdade, nunca perceber bem de quê. Naquela altura as perguntas mais comezinhas estavam arredadas de todo o pensamento. A vida não esperava que fossemos metódicos. Para isso havia a escola que, tal como seria de esperar, era uma chatice.
(...)
Esses foram os primeiros que abri. Os contos de fadas.
Andersen, Perrault, os irmãos Grimm. Histórias povoadas de seres imaginários, incríveis, mágicos, únicos, naquelas paisagens com que eu sonhava e que, apesar de nunca as ter visto, conhecia como ninguém.
E como viajava então.
No dorso de cavalos alados. Batalhando dragões de todas as cores. Magicando mil e uma maravilhas em reinos perdidos por entre as páginas de livros queridos.
Nunca depois disso os livros me souberam tão bem. Nunca mais os sonhos foram tão profusamente ilustrados.
Mesmo quando decidi viver com a música. Não era, pensava eu, diferente de qualquer outro adolescente. Pelo menos daqueles para quem a música tem uma única finalidade. Salvá-los!
Era assim que a entendia. Era por isso que a ouvia e vivia tão intensamente. A música era a única coisa que me podia salvar. Apesar de, na verdade, nunca perceber bem de quê. Naquela altura as perguntas mais comezinhas estavam arredadas de todo o pensamento. A vida não esperava que fossemos metódicos. Para isso havia a escola que, tal como seria de esperar, era uma chatice.
(...)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Até que 31 de Maio chegue... (VII)
Eis Lucy, nas palavras de Wordsworth e na, sempre, bela música dos Divine Comedy.
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