quarta-feira, 10 de março de 2010

E agora uma excelente noticia

É já a 31 de Maio que estará disponível, para todos os amantes da boa música, o novo trabalho de Neil Hannon na sua versão Divine Comedy.



E o tempo que nunca mais passa...

A indigestão do dragão

Antecipando a viagem a Londres, onde cinco chuvadas grossas encharcaram o dragãozito, o Henrique Monteiro ofereceu-nos mais uma excelente (e acertada) previsão.

terça-feira, 9 de março de 2010

(...) - 3

(...)Aquela que a levara até ali, sem perguntas, sem reclamações, pronta escutar, dar a mão, ser amiga e levar-me com ela, porque no fundo era nisso que tudo se resumia.
Continuei a olhá-la pelo olho mágico. Substitui a visão da janela alagada, pela dela, igualmente alagada, olhando para mim através da solidez daquela porta.
Sim, porque eu sabia que ela me podia ver através da porta. E de todas as paredes, à distância de uns breves metros ou mesmo com oceanos pelo meio.
Nem precisava de falar para ela me perceber. Aliás, sem ela eu não conseguia descodificar-me. Por isso a tinha chamado ali.
Para ver se me entendia. Sobretudo para ver se ainda conseguia falar. Para verificar se todas as palavras não tinham ficado secas na minha garganta.
Ela era uma espécie de saca-rolhas de todas as garrafas que trazia escondidas dentro de mim e que, naturalmente, não me deixavam respirar, tornando-me frágil como uma pequena peça de cristal, daquele tão puro que se poderia estilhaçar apenas com a expressão de um pensamento mais forte.(...)

domingo, 7 de março de 2010

Graças a Deus é sexta feira

Pois foi, na passada 6ª esqueci-me de postar a música que tinha prometido trazer aqui todas as sextas.
Por isso, mesmo sendo já domingo e o fim de semana esteja quase a acabar, deixo aqui mais esta canção agradável para que o domingo à noite seja mais ligeiro.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O outro PS



Nestes tempos em que de tudo se duvida, até da sombra das nossas próprias ideias, apetece-me perguntar, onde anda este PS?



Onde estão estas PESSOAS?



Para onde foi a dignidade da luta pelos ideais que devemos seguir sem vergonha?

Outra vez as canções mais bonitas

Porque já há algum tempo que não os revisitava e porque o prazer é sempre acrescido, aqui voltamos a ouvir as canções mais bonitas.

Pré- Beatles


Aqui ainda eles nem sonhavam que a estrada ia ser longa e tortuosa...
Mas com muitas alegrias, deles e, creio, sobretudo nossas!

A selecção de alguns


A selecção de Queirós ganhou ontem à China por 2-0, com o segundo golo a ser marcado 3 minutos para lá da hora.
Nesta selecção não jogou um único jogador do Benfica. Isso, obviamente, que não quer dizer que não a apoie, porque apoio.
Mas custa-me reparar que o actual seleccionador não ponha a jogar nenhum jogador da equipa que, neste momento, mais empolga o campeonato português.
Podem sempre dizer-me que o Benfica está cheio de estrangeiros, estará, mas o facto é que esta selecção também está, aliás o segundo golo de ontem foi marcado (sem querer!) por um deles.
De qualquer forma é-me mais agradável, embora triste, verificar que a selecção Argentina, com um Di Maria em grande, ganhou na Alemanha, ou que no jogo que a selecção do Paraguai realizou ontem, Cardozo marcou dois golos.
Não queria chegar a este ponto, mas agora dou muito mais importância ao Glorioso que a esta selecção por quem nutro um enorme sentimento de desconfiança.
Desconfio que a África do Sul não passará de um passeio sem boas memórias, oxalá me engane.

ps: será que Quim, Coentrão, Ruben Amorim, César Peixoto ou Carlos Martins não terão lugar numa equipa onde estão um Rolando, um Duda, um Hilário, um Tonel ou um Paulo Ferreira?

quarta-feira, 3 de março de 2010

(...) - 2

(...)Vi, lá em baixo, que as pessoas corriam ensopadas, que nem os guarda-chuvas mais resistentes conseguiam evitar que a água que desabava do céu, encharcasse tudo o que estava debaixo dela.
Os automóveis mantinham-se parados, algumas buzinas soavam irritantes, nem percebendo que a sua impaciência era inútil.
Dei então um passo atrás, sem deixar de fitar a janela e a chuva que a acompanhava.
A campainha soou novamente, desta vez acompanhada por um leve som de alguém batendo na porta.
Ouvi, distintamente, que chamavam o meu nome. Baixinho, quase como que um pedido de favor.
Com um vagar exagerado dirigi-me à porta.
Espreitei pelo olho mágico e encontrei, do outro lado, quem eu esperava.
Estava encharcada, apesar de já ali estar há longos minutos. As gotas escorriam do cabelo, molhando-lhe a cara muito pálida, como se um choro ininterrupto acolhesse toda a réstia de esperança.(...)

Grungices

Os outros surgiram como um meteorito, levaram tudo à frente, todos lhes prestaram vassalagem.
Depois o tipo morreu, não quiz cá ficar e a aura de idolatria aumentou.
Fogo fátuo diria eu, porque entretanto, quem, neste tipo de música e de onda, por cá ficou, continuou a oferecer-nos as coisas boas.
A sério! As pérolas que merecem ser recordadas estão por aqui, ainda.
Como esta:

Hergé ainda vive


O mestre deixou-nos há 27 anos. A sua obra continua connosco.
Imortal!

terça-feira, 2 de março de 2010

Muita tripa, é o que é.



E isto será o quê?
Muita azia, ou simples estupidez natural?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ei, onde está o Perry?

Há muitos anos que não me divertia tanto com uma série de animação.
Sobretudo com o vilão Doffenschmirtz!

Par Bruxelles

Entretanto, por Bruxelas, vamos aprendendo...

(...)

Estava olhando a chuva que fustigava a janela quando ouvi a campainha da porta.
Virei a cabeça lentamente, como se, com esse simples movimento, pudesse abrir a porta.
A campainha soou de novo. De facto não me apetecia abrir a porta. Mas tinha sido eu que lhe tinha dito para ir ter comigo.
Rápido, vem cá a casa. Dissera-lhe sem admitir resposta.
No entanto agora, quando via as gotas grossas baterem de encontro à minha janela, já duvidava da minha intenção.
Queria falar-lhe, contar-lhe tudo, ou talvez não. Talvez tivesse sido só um impulso de quem acabava de acordar. Ou melhor, de se levantar, porque a noite tinha sido clara. Clara e cheia de sombras. Daquelas que vão enchendo, primeiro as paredes do quarto e depois se vão embrenhando pelo cérebro, até não deixarem lugar para nenhuma luz.
A campainha soou pela terceira vez.
Eu sabia que iria continuar a insistir. Que não desistiria. A minha ordem não admitia negação. Era impossível não lhe obedecer.
Mas eu já não sabia se o que mais desejava era falar-lhe ou continuar ali, imóvel, olhando aquela espécie de dilúvio contido que se ia abatendo sobre a minha janela e que já me molhava a mim também.
(...)