
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Mas quem é este tipo?
Equador

Estou a ler este livro. Comecei na segunda feira passada.
Confesso que estive renitente em fazê-lo. O que aliás se pode comprovar pelo tempo já decorrido entre a data da sua publicação e o inicio da semana.
Não é que não simpatize com o autor. Simpatizo. Deixando de lado a sua (enorme) costela azul e branca, em tudo o resto costumo concordar com ele, umas vezes mais outra menos, naturalmente.
Mas achei que não me apetecia lê-lo num romance. Preconceito que não sei explicar.
O facto é que comprei o livro há já vários anos, mas mantive-o arrumado na prateleira, à espera.
Devo confessar igualmente que não vi a série feita para a televisão.
No fundo não queria estragar a surpresa que o livro poderia, quando nele me decidisse pôr os olhos, trazer-me.
Agora decidi-me, peguei-lhe e comecei a ler.
Ainda não acabei, vou um pouco adiante do meio e, nesta altura, já posso, mesmo sem lhe saber o fim, afirmar com toda a propriedade e muita vontade:
Obrigado Miguel, se me é permitido tratá-lo assim, pelas horas que me tem acompanhado, estou a gostar muito e agradeço-lhe sinceramente por ter escrito (e descrito) este Equador.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
histórias com música (23)
Levantou-se de manhã bem cedo. O dia nascia bonito.
Uma leve bruma elevava-se calmamente. No entanto, ao longe, o Sol já espreitava.
Assomou à janela e viu que o verde primaveril já cobria toda a vizinhança.
Sabia que daí para a frente nada podia ser como dantes. Não que soubesse o que aí vinha. Não conseguia adivinhar o futuro, mas tinha a forte convicção que iria brilhar no escuro alguma espécie de esperança.
Aliás, sentia-a já.
Saiu para rua, mesmo antes de se vestir. Caminhou lentamente pela vereda que circundava a sua casa.
Olhou a árvore mais próxima e ouviu o chilreio do pássaro que, nos últimos dias, se tinha afadigado tanto a construir o ninho que se via, agora, lá cima. Imponente, quase um palácio.
Foi então que sentiu um leve ruído nas suas costas. Virou-se lentamente e viu quem vinha chegando.
Um sorriso abriu-se de par em par, com um brilhozinho nos olhos…
Uma leve bruma elevava-se calmamente. No entanto, ao longe, o Sol já espreitava.
Assomou à janela e viu que o verde primaveril já cobria toda a vizinhança.
Sabia que daí para a frente nada podia ser como dantes. Não que soubesse o que aí vinha. Não conseguia adivinhar o futuro, mas tinha a forte convicção que iria brilhar no escuro alguma espécie de esperança.
Aliás, sentia-a já.
Saiu para rua, mesmo antes de se vestir. Caminhou lentamente pela vereda que circundava a sua casa.
Olhou a árvore mais próxima e ouviu o chilreio do pássaro que, nos últimos dias, se tinha afadigado tanto a construir o ninho que se via, agora, lá cima. Imponente, quase um palácio.
Foi então que sentiu um leve ruído nas suas costas. Virou-se lentamente e viu quem vinha chegando.
Um sorriso abriu-se de par em par, com um brilhozinho nos olhos…
Futilidades

No D.N.:
«Marta Leite Castro afirmou no programa de Jô Soares que ter nascido em Portugal “foi um erro crasso”.(…) Quando questionada sobre a sua presença no Brasil, Marta respondeu: “Eu venho já há muitos anos ao Brasil. O meu avô emigrou para aqui nos anos 40, o meu pai nasceu aqui, então houve aqui um erro crasso, eu fui nascer para Portugal, quando eu queria ter nascido aqui”.
(…)Contactada pelo Jornal 24horas, Marta Leite Castro mostrou-se indignada por ter sido abordada com o assunto. “Você não sabe ouvir? Não é nada disso que eu digo lá."
Marta Leite Castro confrontou ainda o jornalista do 24h: "O seu problema é que como não tem nada para fazer e a sua vida é coser botões, está a chatear-me com esse assunto. Publique isso e vai ver o que lhe acontece. Eu já fiz a vida negra a muitos jornalistas. Você não é ninguém, não tem carteira de jornalista e deve ganhar mil euros e tem de passar o dia a inventar notícias”.»
Se calhar a menina ganha mais e nem sequer botões sabe coser.
Desapareça rápido menina, acho que no Brasil há uns cursos de costura por correspondência que lhe darão muito jeito!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Rosa
O Problema (adenda)
histórias com música (22)
Há milhares de páginas em branco à tua espera.
Que te olham e te pedem sorrateiramente, vem cá, chega-te aqui…
E tu, na angústia tola de não seres capaz, retrais-te, calas-te, pensas sossegar.
Mas não, apenas adias o medo, o que, já sabes, é uma forma pouco eficaz de o combater.
Porque, afinal, elas voltam e com elas aquela branquidão imensa que te persegue, não porque te queira mal, mas porque, no fundo, tu a desejas perto de ti.
A solução, se a há, é deixar que elas cheguem e te mostrem que se podem tentar, se podem partilhar, preencher.
O embalo com que sonhas poderá cumprir-se se em cada página puseres um sopro de alma e nele acreditares.
E se uma página te fugir, não carpas, deixa-la ir, poderá voltar ou não, mas em ti guardarás a sua imagem, aquela que criaste e a outra que ela te deixou.
Nada é em vão se o souberes ganhar…
E quando as vires pontilhadas de desejos e fugas, de afirmações e dúvidas, de dores e sorrisos, verás que a angústia já se dissipou, é mera nuvem vazia que se vai esvaindo sem remorso.
Será então que novas páginas branco surgirão e te continuarão a sussurrar, vem cá, chega-te a nós…
E tu, como que voltando atrás, sentirás de novo uma angústia tola, já vivida, mil vezes experimentada, que, de tão carregada, já se torna doce…
E, sorrindo ternamente, voltas ao principio…
Que te olham e te pedem sorrateiramente, vem cá, chega-te aqui…
E tu, na angústia tola de não seres capaz, retrais-te, calas-te, pensas sossegar.
Mas não, apenas adias o medo, o que, já sabes, é uma forma pouco eficaz de o combater.
Porque, afinal, elas voltam e com elas aquela branquidão imensa que te persegue, não porque te queira mal, mas porque, no fundo, tu a desejas perto de ti.
A solução, se a há, é deixar que elas cheguem e te mostrem que se podem tentar, se podem partilhar, preencher.
O embalo com que sonhas poderá cumprir-se se em cada página puseres um sopro de alma e nele acreditares.
E se uma página te fugir, não carpas, deixa-la ir, poderá voltar ou não, mas em ti guardarás a sua imagem, aquela que criaste e a outra que ela te deixou.
Nada é em vão se o souberes ganhar…
E quando as vires pontilhadas de desejos e fugas, de afirmações e dúvidas, de dores e sorrisos, verás que a angústia já se dissipou, é mera nuvem vazia que se vai esvaindo sem remorso.
Será então que novas páginas branco surgirão e te continuarão a sussurrar, vem cá, chega-te a nós…
E tu, como que voltando atrás, sentirás de novo uma angústia tola, já vivida, mil vezes experimentada, que, de tão carregada, já se torna doce…
E, sorrindo ternamente, voltas ao principio…
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
histórias com música (21)
A cidade é muito grande. Tanta gente. Tanto ruído. Tanta luz. Tanta velocidade.
E, no entanto, onde estão as pessoas? Aquelas que sabem rir, sonhar, viver?
Quero parar e ver, ver para além do efémero. Daquilo que passa sem se notar. Daquilo que se apressa sem saber parar. Daquilo que corre sem querer viver.
Olhar e ver. Conhecer os olhos e sorrir por conhecer.
A cidade é enorme. A multidão nunca pára. O barulho torna-se ensurdecedor. A rapidez é rainha.
E quando a noite vem. Onde cai toda esta gente? Todo este frenesim, toda a loucura que se vai empilhando a cada dia.
Perguntamos por eles? Ou deixamo-los simplesmente desaparecer?
Há por aí alguém?
…alguém…
E, no entanto, onde estão as pessoas? Aquelas que sabem rir, sonhar, viver?
Quero parar e ver, ver para além do efémero. Daquilo que passa sem se notar. Daquilo que se apressa sem saber parar. Daquilo que corre sem querer viver.
Olhar e ver. Conhecer os olhos e sorrir por conhecer.
A cidade é enorme. A multidão nunca pára. O barulho torna-se ensurdecedor. A rapidez é rainha.
E quando a noite vem. Onde cai toda esta gente? Todo este frenesim, toda a loucura que se vai empilhando a cada dia.
Perguntamos por eles? Ou deixamo-los simplesmente desaparecer?
Há por aí alguém?
…alguém…
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