quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
(por acaso) Já está agendado

E se, por acaso, encontrássemos reunidos num mesmo disco os Radiohead, David Bowie, Paul Simon, Arcade Fire, Lou Reed, The Magnetic Fields, Neil Young, Randy Newman, Elbow e Talking Heads ?
E se, por acaso, a voz desse disco pertencesse a Peter Gabriel?
Então, se por acaso, no próximo dia 15 de Fevereiro derem de caras com este disco, não hesitem, é lá que está tudo isto e ainda mais!
As memórias (re)vividas

De tantas músicas que já ouvimos, de tantas sensações por que já passámos, de tantas histórias que já vivemos, não nos apetece escolher quais as melhores, quais as compensadoras, quais as indiferentes, porque todas fazem parte do conjunto, todas somadas fazem a nossa memória viva e completam os nossos sorrisos.
Há sempre, no entanto, aquelas de que mais gostamos,as que nos identificam enquanto ouvintes e sobretudo enquanto pessoas e isso é um bem a assinalar, a guardar, a partilhar.
Eu gosto de misturar as músicas, de baralhar as memórias, de as tornar a dar e a (re)viver.
histórias com música (7)
- Alguma coisa hás-de sentir - disse ele fechando a janela
- Não sei, não compreendo, não sinto na verdade – respondeu olhando as estrelas que se acendiam lá fora.
- Nem mesmo quando a manhã acorda? – tornou
-Nem aí…
Voltou a olhar a noite lá fora. Para ele era sempre noite. Embora as estrelas brilhassem lá no alto, não havia luz alguma que lhe acendesse o sorriso. Nem mesmo quando a manhã nascia.
O vazio inundara-lhe as almas, todas as que ele já vivera.
Até que naquele dia resolveu não abrir os olhos e deixou-se assim ficar. Quieto, muito quieto, sem que nada o pudesse sobressaltar.
Não soube quanto tempo assim ficou, não viu horas, nem dias, nem sons, nem movimentos.
Pouco a pouco foi deixando que um pouco de calor se lhe assomasse e começou a entender e a sentir.
Nesse dia percebeu que o sol só vem quando o queremos aceitar
- Não sei, não compreendo, não sinto na verdade – respondeu olhando as estrelas que se acendiam lá fora.
- Nem mesmo quando a manhã acorda? – tornou
-Nem aí…
Voltou a olhar a noite lá fora. Para ele era sempre noite. Embora as estrelas brilhassem lá no alto, não havia luz alguma que lhe acendesse o sorriso. Nem mesmo quando a manhã nascia.
O vazio inundara-lhe as almas, todas as que ele já vivera.
Até que naquele dia resolveu não abrir os olhos e deixou-se assim ficar. Quieto, muito quieto, sem que nada o pudesse sobressaltar.
Não soube quanto tempo assim ficou, não viu horas, nem dias, nem sons, nem movimentos.
Pouco a pouco foi deixando que um pouco de calor se lhe assomasse e começou a entender e a sentir.
Nesse dia percebeu que o sol só vem quando o queremos aceitar
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
histórias com música (6)
- Quando te emocionas choras? – Perguntou ela
É verdade, quando me emociono choro, pensou antes de responder.
Sinto uma onda de doçura, de arrependimento, mesmo quando nada fiz. Uma carga de enorme injustiça que paira sobre mim, mas também uma plenitude que não me deixa dúvidas. Uma espécie de vingança por aquilo que o mundo não me deixa fazer, mas que uma justiça incógnita se encarrega de levar a cabo. Uma impotência que me ata as mãos, mas também uma liberdade que me dá asas …
- Choro – respondeu ele
- Porque te sentes pequeno, mas ao mesmo tempo enorme? – Voltou a perguntar
- Sim, porque me sinto amargo, mas ao mesmo tempo doce…
É verdade, quando me emociono choro, pensou antes de responder.
Sinto uma onda de doçura, de arrependimento, mesmo quando nada fiz. Uma carga de enorme injustiça que paira sobre mim, mas também uma plenitude que não me deixa dúvidas. Uma espécie de vingança por aquilo que o mundo não me deixa fazer, mas que uma justiça incógnita se encarrega de levar a cabo. Uma impotência que me ata as mãos, mas também uma liberdade que me dá asas …
- Choro – respondeu ele
- Porque te sentes pequeno, mas ao mesmo tempo enorme? – Voltou a perguntar
- Sim, porque me sinto amargo, mas ao mesmo tempo doce…
sábado, 26 de dezembro de 2009
O Oscar que interessa

A primeira vez que o encontrei foi no livro. Depois a Lidia Franco mostrou-mo no palco. Agora o seu autor,Éric-Emmanuel Schmitt, transportou-o para o grande écran. Ainda não o vi, não sei se tenho coragem para levar outra tareia, para me confrontar com a enormidade de Oscar e da sua capacidade para nos levar até onde muito poucos são capazes. Não sei se consigo aguentar tão grande inundação de crueza bela, que nos despe completamente e nos deixa à mercê da nossa efemeridade e da imbecilidade das nossas preocupações mesquinhamente quotidianas.
Porque este Oscar e a Senhora Rosa, que aqui descobrimos, podem ser o último passo para conhecermos a verdadeira dimensão da beleza e da sua finitude. Beleza alcançável mas apenas por aqueles que percebem que o que vamos fazendo e construindo pode desaparecer num breve segundo.
Este é o Oscar que, verdadeiramente, interessa. Os outros são apenas bonecos...
Vampirices
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