sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
histórias com música (5)
Gostava de se sentar à sombra daquela velha árvore.
Por ali o tempo demorava mais a passar, os dias corriam lentos e mesmo quando o Inverno mandava, o sol ficava sempre mais um bocadinho, como se tivesse relutância em abandonar aquele local.
Era nesses dias infindáveis que ele mais gostava de se demorar.
Arrumava-se então. Ficava muito quieto e deixava que o calor se apoderasse dele.
Fechava os olhos e abria a mente.
As imagens não demoravam a chegar e ele embarcava, gostosamente, naquela viagem, em cada nova viagem. Ganhando cada vez maior confiança, saboreando aquela certeza de que, mesmo não saindo do mesmo lugar, visitava todo um mundo.
E de cada vez que sentava junto aquela árvore sorria e na sua mente surgiam as palavras mágicas: eu consigo lembrar-me!
Por ali o tempo demorava mais a passar, os dias corriam lentos e mesmo quando o Inverno mandava, o sol ficava sempre mais um bocadinho, como se tivesse relutância em abandonar aquele local.
Era nesses dias infindáveis que ele mais gostava de se demorar.
Arrumava-se então. Ficava muito quieto e deixava que o calor se apoderasse dele.
Fechava os olhos e abria a mente.
As imagens não demoravam a chegar e ele embarcava, gostosamente, naquela viagem, em cada nova viagem. Ganhando cada vez maior confiança, saboreando aquela certeza de que, mesmo não saindo do mesmo lugar, visitava todo um mundo.
E de cada vez que sentava junto aquela árvore sorria e na sua mente surgiam as palavras mágicas: eu consigo lembrar-me!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
histórias com música (4)
Acordou já a noite ia longa.
Lá fora a neve caía. Incessante, gloriosa na sua alvura gelada.
A lareira continuava acesa, adornando a parede da sua casa com silhuetas fantasmagóricas.
Fechou os olhos e imaginou os sons que podiam acompanhar aquele bailado de sombras.
A voz do anjo soou-lhe deslumbrante por entre as brumas que entretanto se tinham formado à volta do fogo, que crepitava agora ainda mais vivo.
Algo de transcendente lhe acalmou os sentidos, fazendo com que o sono se aproximasse outra vez e ele deixou-se levar.
Viu-se sentado, sozinho, numa mesa enorme, a perder de vista, num cenário irreal…
Alguém lhe sussurrou ao ouvido:
- This is the supper of the mighty one.
Lá fora a neve caía. Incessante, gloriosa na sua alvura gelada.
A lareira continuava acesa, adornando a parede da sua casa com silhuetas fantasmagóricas.
Fechou os olhos e imaginou os sons que podiam acompanhar aquele bailado de sombras.
A voz do anjo soou-lhe deslumbrante por entre as brumas que entretanto se tinham formado à volta do fogo, que crepitava agora ainda mais vivo.
Algo de transcendente lhe acalmou os sentidos, fazendo com que o sono se aproximasse outra vez e ele deixou-se levar.
Viu-se sentado, sozinho, numa mesa enorme, a perder de vista, num cenário irreal…
Alguém lhe sussurrou ao ouvido:
- This is the supper of the mighty one.
We'll never walk alone

Eu sempre andei com eles, não exclusivamente com eles, mas sincera e alegremente com eles.
Têm-me acompanhado ao longo de muitos anos. Nas suas cores mais extraordinárias, nas suas formas mais estranhas, nos caminhos por tenho andando. De cada vez que me despeço, o olhar fica triste, o caminhar mais lento.
Quando estão parados gosto de olhar para eles, de recordar todos os passos, de lhes saber todos os quilómetros que juntos passámos.
O caminho vai continuar a juntar-nos e de cada vez que um pé der um novo passo, maior é a convicção de nunca andaremos sozinhos!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Memórias juvenis
hsitórias com música (3)
- Gosto quando o vento me bate no rosto e sinto os cabelos a soltarem-se ao seu sabor.
De olhos fechados entrou no carro e deixou-se ficar, queda, esperando pelo momento.
Quando o motor começou a ronronar, abriu a janela e abriu os olhos. Viu o sol por entre as nuvens, sentiu o vento a saudá-la.
Quando o carro começou a andar, devagar, um sorriso desenhou-se no seu rosto.
À medida que a velocidade aumentava sentiu o corpo a soltar-se e a vaguear por entre as árvores.
Conseguia voar. Tinha sido assim toda a sua vida…
O banco de trás elevava-se a alturas gigantescas. E ela deixava-se levar naquela estrada sem fim, mesmo sabendo que o banco da frente estava vazio.
De olhos fechados entrou no carro e deixou-se ficar, queda, esperando pelo momento.
Quando o motor começou a ronronar, abriu a janela e abriu os olhos. Viu o sol por entre as nuvens, sentiu o vento a saudá-la.
Quando o carro começou a andar, devagar, um sorriso desenhou-se no seu rosto.
À medida que a velocidade aumentava sentiu o corpo a soltar-se e a vaguear por entre as árvores.
Conseguia voar. Tinha sido assim toda a sua vida…
O banco de trás elevava-se a alturas gigantescas. E ela deixava-se levar naquela estrada sem fim, mesmo sabendo que o banco da frente estava vazio.
Casamentos gay católicos?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O (bom) sabor dos velhos tempos

Nestes novos tempos em que tudo o que faz bem é light, livre de colesterol, com gordura a roçar o mínimo admissível. Em que os sabores se esqueceram de ser, em que a obesidade torna os jovens em casos desesperados, em que o inimigo silencioso faz mais barulho que o Concorde. Em que para ser bela/o, tem que se sofrer torturas atrozes, em que para ser incluído tem que excluir o prazer. Sabe bem reexperimentar um sabor de antigamente, quando podíamos comer na santa ignorância que nos fazia felizes.
É bom saber (e saborear) que há sabores que nunca mudam.
A manteiga Primor, por exemplo.
histórias com música (2)
Emergiu no meio do fumo.
Andava devagar, com movimentos demorados. Em câmara lenta.
Parou, olhou para trás e deixou cair o livro que, timidamente, segurava na mão esquerda.
Ele apressou-se a apanhá-lo.
Tentou devolvê-lo.
Ela olhou-o lenta e profundamente. Num momento imenso. Num tempo parado.
Ele estacou, siderado. Nunca o tinham olhado assim.
- Obrigada – disse ela, afastando-se de seguida.
Quando conseguiu voltar a pestanejar, ela já tinha desaparecido, no meio do fumo que se desprendia dos comboios.
Na sua mão ficou o livro, olhou-o então.
A Divina Comédia, Dante Alighieri…
Andava devagar, com movimentos demorados. Em câmara lenta.
Parou, olhou para trás e deixou cair o livro que, timidamente, segurava na mão esquerda.
Ele apressou-se a apanhá-lo.
Tentou devolvê-lo.
Ela olhou-o lenta e profundamente. Num momento imenso. Num tempo parado.
Ele estacou, siderado. Nunca o tinham olhado assim.
- Obrigada – disse ela, afastando-se de seguida.
Quando conseguiu voltar a pestanejar, ela já tinha desaparecido, no meio do fumo que se desprendia dos comboios.
Na sua mão ficou o livro, olhou-o então.
A Divina Comédia, Dante Alighieri…
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O caminho certo...

Às vezes vale a pena subir a montanha, explorar o desconhecido, passar para além dos sentidos, desafiar os elementos.
Às vezes só assim nos é permitido conhecer o belo e esse, quando alcançado, deve ser mantido num local seguro, onde, só com esforço, consiga ser alcançado.
Porque o mundo está cheio de coisas efémeras e aquilo que vale, verdadeiramente, a pena conhecer, só existe se a luta for desigual e a conseguirmos vencer.
É esse o prémio para os que ultrapassam as barreiras do quotidiano, é essa a glória dos esquecidos do mundo, daqueles para quem o Céu não é apenas uma miragem, um desejo em que não acreditam verdadeiramente.
É só subir a montanha.
A dificuldade está, apenas, em encontrar o caminho certo…
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