sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A literatura e o senhor Brown


Os doutos entendidos em questões de literatura dizem-nos que isto não o é. Que são umas historietas contadas por um senhor com o seu quê de manhoso, que aproveita temas que suscitam a curiosidade mórbida dos potenciais leitores, para vender uns quantos milhares, milhões, de palavras mal engendradas e assim enriquecer à custa de tolos que não fazem a mínima ideia do que é a literatura e para que servem os livros.
Pois eu confesso que, apesar de ler muito e de nunca me sentir satisfeito com a quantidade de livros que leio, também não consegui, ainda, descobrir o que é, exactamente, a literatura, embora tenha uma (leve) ideia do propósito dos livros.
E esse, creio eu, está perfeitamente cumprido nas páginas que o senhor Brown nos vem deixando. Puro entretenimento, alguma descoberta, ficção q.b., um crescente interesse pelo que se está a ler e uma satisfação garantida quando se chega ao fim da leitura.
Dei sempre por muito bem empregue todo o tempo que demorei a ler os seus livros e agora, quando acabo de ler o Símbolo Perdido, reforço esse meu sentimento.
Gostei bastante, empolguei-me e até, pasme-se, fiquei satisfeito.
Mesmo não sabendo, ainda, o que é a literatura, mais uma vez fiquei convencido de que os livros servem para nos satisfazer e este cumpriu o seu dever.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma rapsódia a valer!

De visita a um dos meus sitios do costume, deparei-me com esta maravilha.
Nunca esta canção (que até uma das minhas preferidas desta banda) me soou tão perfeita!

Obrigado Sérgio (IX)

por isto...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

25 de Novembro

No dia de hoje muitos vão falar, naturalmente, de Jaime Neves e outros tantos de Ramalho Eanes.
Eu, por outro lado, creio, muito sinceramente, que se não fosse este senhor a radicalização seria imparável e muitos de nós não chegaríamos a ver o dia de hoje.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A sorte dança em Covent Garden


Sempre que aqui vou vem-me à memória este cativante filme e esta canção em particular.
E um sorriso aflora-me os lábios porque, de facto, com um pouquinho de sorte podemos mudar o(s) mundo(s).

histórias de Rosa Branca


XIX

O tempo era de espera, como, aliás, vinha acontecendo nas últimas dezenas de anos. Tinha sido uma espera longa, mas nunca desesperada, eles sabiam bem o que poderia acontecer se, por um mero acaso, acontecesse um pequeno deslize, por muito diminuto que fosse.
Por isso, quando sentiram que algo, ou alguém, se vinha aproximando demasiado da entrada que tinham mantido secreta por tantos anos, todos os alertas foram accionados.
Uma manobra de diversão tinha sido, por isso, activada. Aqueles que, de entre os seus, viviam do lado de fora, foram avisados e todas as atenções tinham sido desviadas para outros propósitos.


Jordão olhou nesse momento para baixo e viu Violeta que corria na direcção errada. Abriu então as suas asas e, nesse instante, todos pararam o que estavam a fazer.

(continuará)

Ícones do século XX (47)



embora este tenha invadido o século XXI com uma força imparável...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ary dos Santos - Rua da Saudade

Um grupo de quatro meninas, resolveu recriar alguns dos poemas que José Carlos Ary dos Santos construiu para algumas das mais belas canções dos anos 70.
Gostei particularmente desta, que abaixo podemos ver, na mais simpática voz que integra o projecto.



Já agora, se assim o desejarem, espreitem aqui o original, cantado por Hugo Maia Loureiro no Festival da Canção de 1970, onde conquistou o segundo lugar.

histórias de Rosa Branca


XVIII

Enquanto se dirigia para o café, Violeta apertou contra si o antigo manuscrito que num dia, aparentemente já esquecido, Santiago lhe tinha dado a guardar, dizendo que nunca o mostrasse a ninguém até que o dia chegasse. Hoje, pensou Violeta, é o dia.
E releu-o pela milésima vez:

Debaixo do chão viviam os outros, os que não se atreviam a subir. Aqueles para quem o sol estava interdito. Debaixo do chão construíram a sua vida, a sua cidade, o seu sonho e nunca saiam à superfície, porque na superfície vivia o mal que a todos culpava, que a todos olhava com o seu único olho, feito de fogo e lava, feito de fel e amargura, feito de chuva e ventos.
Na superfície reinava o terror, mesmo que os de cima nunca o vissem, mesmo que os de cima não acreditassem, mesmo que os de cima continuassem cegos perante a dor, perante a tristeza, perante a vida.
Debaixo do chão, apesar da escuridão aparente, as luzes nunca se apagavam e o frio nunca chegava, porque debaixo do chão estavam aqueles que conheciam …


Começou então a correr...

(continuará)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um perfeito fim de tarde


Quando lá fora o frio e a chuva vão anunciando a noite, sabe bem ficar perto da janela, admirando as imagens da cidade que se vão recortando à nossa frente, ao mesmo tempo que o agradável sabor dum café quente nos aquece a alma e amacia a torrada de onde vai pingando a manteiga já derretida.
Um som baixinho sai do pequeno aparelho de rádio, ali mesmo ao lado repousa a leitura guardada para mais daqui a pouco.
Acredito que se desenha assim, o fim de tarde perfeito…

Obrigado Sérgio (VIII)

por isto...

Ciências Ocultas?


Lido hoje no i on-line:

«Figo apanhado nas escutas de Vara e Sócrates
O apoio de Luís Figo a José Sócrates nas últimas legislativas custou 75 mil euros a uma empresa pública, publica hoje o Correio da Manhã (CM).
O ex-futebolista esteve presente num pequeno-almoço no Hotel Altis Belém no último dia da campanha, onde anunciou o seu apoio a Sócrates.(...)»


Por outras razões já lhe chamaram pesetero, agora nisto custa-me a acreditar, parece uma história saida de imaginações peritas em ciências ocultas, daquelas que não dão a cara...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vejamos então...


Tenho estas imagens todas que se vão mexendo à minha frente. Tantos botões, tantos canais, tanto barulho, tanta confusão.
O que vou vendo aqui, vou esquecendo já ali, porque não seguro nada do que me mostram, não retenho um milímetro de palavra, de som, de imaginação.
Se conseguir parar toda esta parafernália, talvez consiga entender o quero daqui. Certamente não a velocidade enganadora que me querem oferecer.
Não.
Vou desligar todos os botões e olhar, para ver, o que realmente interessa.
É aqui que mora o encantamento, a sabedoria, o sonho. O resto, o que está á volta, são apenas imagens mortas, aqui sim, a vida começa.
Vejamos então…

Ícones do século XX (46)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Soon

Retirado do baú das minhas memórias, das minhas mais gratas memórias musicais, um dos mais belos momentos que o chamado rock progressivo nos ofereceu, a parte final de Gates of Delirium, do álbum Relayer, que ficou conhecida como Soon. Aqui numa versão mais velha, cerca de 28 anos, que o original.
Por favor desfrutem: