segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A ler com (toda) atenção

Já aqui o disse, agora repito-o ainda com mais convicção. Neste sitio estão os melhores textos de toda a blogosfera.
Duros, frios, às vezes quase crús, mas de uma beleza penetrante e enorme. Não deixem de ler esta senhora porque ela sabe o que diz e, sobretudo, como diz.
domingo, 11 de outubro de 2009
Ermelo City

No DN:
«Marido de candidata morto junto de assembleia de voto
"Houve troca de tiros entre o candidato do PS [à freguesia de Ermelo, António Cunha,] e o marido da senhora presidente e candidata do PSD ao mesmo cargo e há um que cai. O candidato do PS é que vitimou o marido da presidente", disse Alexandre Chaves.
(...)
"O homicida agiu em legítima defesa e ficou inclusivamente ferido. A vítima esperou-o mesmo antes de abrirem as urnas, pelas 07:35, e disparou e o outro [candidato do PS] reagiu", afirmou o candidato socialista à autarquia de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira.»
Nem tu, John Wayne, farias melhor!
sábado, 10 de outubro de 2009
histórias de Rosa Branca

XIV
À porta de sua casa a velha Efigénia olhava a correria que, naquela manhã, não parava em direcção à Praça.
Apesar de não se sentir surpreendida, Efigénia nunca vira nada assim. Recordou então os momentos em que Alberto Perestrelo lhe confidenciara que acontecimentos viriam que mudariam a face de Rosa Branca.
Na verdade nunca acreditara nas previsões do seu primo Alberto, embora sempre lhe adivinhasse uma convicção fora do vulgar.
Hoje Jordão tentava provar-lhe, a ela e a todos os outros, que o seu avô não era apenas um lunático sonhador.
Efigénia decidiu então sair. Fechou a porta de casa e contra o seu hábito de sempre, resolveu trancá-la.
Fez-se então ao caminho. Voltou as costas à Praça e dirigiu-se para a estrada que a levava para fora de Rosa Branca. Um leve sorriso assomou-se ao seu rosto. Ela sabia que a verdadeira proeza não iria acontecer na Praça.
(continuará)
...
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
As canções que mudam o mundo
São coisas como esta que nos redimem a vida.
Como esta e como todas as outras que Paddy nos oferece neste novo disco.
São as mais bonitas canções, outra vez, a confirmarem a excelência e, sobretudo, a beleza.
Ouçamo-las com o coração aberto...
Como esta e como todas as outras que Paddy nos oferece neste novo disco.
São as mais bonitas canções, outra vez, a confirmarem a excelência e, sobretudo, a beleza.
Ouçamo-las com o coração aberto...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Lembremo-nos

Quando nos esquecemos não estamos apenas a deixar para trás pedaços da nossa memória, estamos a perder, talvez definitivamente, pedaços de nós, que nos fazem falta, que nos completam, que nos formam e fazem ser.
Quando nos esquecemos, perdemos vidas que nos compuseram, que nos mostraram caminhos, sabores, desejos, vontades.
Quando nos esquecemos, vamos desaparecendo devagarinho, porque cada esquecimento torna-nos mais pequenos, menos gente.
A memória torna-nos humanos, o esquecimento deforma-nos.
Por cada instante em que nos ocupamos a recordar, ganhamos novas horas, por cada minuto que teimamos em esquecer, perdemos o caminho de volta.
E o dia há-de chegar em que apenas nos restará lembrarmo-nos do quanto nos foi difícil esquecer que esse dia haveria de chegar …
Para além

As portas abrem-se e o vento sacode-lhe os cabelos.
De olhos fechados dá os primeiros passos. Pé ante pé, tacteando o ar que se vai afastando à sua frente, descobre que na escuridão propositada o mundo lhe parece mais claro. Só quem nunca se viu por dentro pode ignorar a beleza dos sons, dos cheiros, das suas texturas, cambiantes, densidades e dimensões.
Percorre assim os minutos que lhe vão sucedendo. No seu isolamento percebe a multidão que se aproxima mas não o atormenta, sabe que no segundo seguinte outra onda de contentamento lhe percorrerá todo o corpo.
Não é êxtase, é apenas a sabedoria de ser assim, de se conhecer assim, de se querer assim. De olhos fechados, mas vendo para além…
Adrian Mole e o Ikea
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Opções

No Público:
«Eleições Autárquicas
Carvalho da Silva apoia António Costa
Carvalho da Silva acabou de tomar um café na Brasileira do Chiado com António Costa, tendo declarado que “é preciso para Lisboa e para os lisboetas que António Costa ganhe as eleições".(...)»
Porque ainda há comunistas que sabem olhar para os lados e, sobretudo, para a frente!
Generation Gap

Desde há muito tempo que se fala de conflito de gerações, sendo que, muito sinceramente, nunca entendi muito bem do que se tratava.
Por aquilo que me vou apercebendo, enquanto a minha geração vai envelhecendo, trata-se de um conflito de interesses, de vontades, de formas de pensar e fazer. Mas isso não é, só, geracional; é local, regional, pessoal, sectorial, individual, por aí fora…
É claro que há sons, imagens, locais, cheiros, que pertencem mais a um certo tempo, eventualmente, a um certo espaço, mas não gosto de embarcar, embora o faça muitas vezes, naquele velho refrão que diz, No meu tempo era que era. Primeiro que tudo por que cada geração tem mais que um tempo, tem todos os tempos que vive e que se prolongam por várias idades, já que, em concreto, também não faço ideia de quantos anos se compõe uma geração. Sei que há gostos que surgem, se desenvolvem e se emancipam numa determinada altura, mas, graças, não se confinam aí. Se valerem a pena hão-de continuar e na pior das hipóteses, perpetuar-se sempre que alguém gostar deles. Por isso não me parece curial a apropriação que algumas gerações fazem de certos ícones populares, sejam eles músicas/os, livros, pinturas, o que for. Eu, por exemplo, mal sabia ler quando os Beatles se separaram e não é por isso que os acho de uma geração anterior à minha, creio mesmo que são de todas as gerações, mais que não fosse, porque o que é eterno nos pertence a todos. Mas outras coisas menos, aparentemente, evidentes, como a música dos anos 80, aquela que dizem ser a da minha geração, é algo que, no imediato, associo a momentos agradavelmente vividos, ao meu tempo, no fundo aquele tempo em que a única responsabilidade séria que tinha era saber quantas cervejas conseguia beber antes de ficar incapaz de distinguir o rosto que estava à minha frente, mas, mesmo assim, esse tempo não é património das pessoas da minha idade, embora, todos nós, incluindo eu, assim o achemos.
No fundo o que quero dizer, é que não acredito no conflito de gerações, simplesmente porque não sei o que é uma geração. Acredito, sim, no conflito de interesses, de gostos, de posturas, de vontades, e isso, creio, é inter-geracional.
Agora que os putos de hoje são irritantes, ah, isso é indiscutível!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
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