sábado, 10 de outubro de 2009

...


Que diabo, as horas são difíceis de passar.
Que diabo, estou sem fôlego e não me consigo olhar.
Que diabo, onde estão todos?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

As canções que mudam o mundo

São coisas como esta que nos redimem a vida.
Como esta e como todas as outras que Paddy nos oferece neste novo disco.
São as mais bonitas canções, outra vez, a confirmarem a excelência e, sobretudo, a beleza.
Ouçamo-las com o coração aberto...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lembremo-nos


Quando nos esquecemos não estamos apenas a deixar para trás pedaços da nossa memória, estamos a perder, talvez definitivamente, pedaços de nós, que nos fazem falta, que nos completam, que nos formam e fazem ser.
Quando nos esquecemos, perdemos vidas que nos compuseram, que nos mostraram caminhos, sabores, desejos, vontades.
Quando nos esquecemos, vamos desaparecendo devagarinho, porque cada esquecimento torna-nos mais pequenos, menos gente.
A memória torna-nos humanos, o esquecimento deforma-nos.
Por cada instante em que nos ocupamos a recordar, ganhamos novas horas, por cada minuto que teimamos em esquecer, perdemos o caminho de volta.
E o dia há-de chegar em que apenas nos restará lembrarmo-nos do quanto nos foi difícil esquecer que esse dia haveria de chegar …

Para além


As portas abrem-se e o vento sacode-lhe os cabelos.
De olhos fechados dá os primeiros passos. Pé ante pé, tacteando o ar que se vai afastando à sua frente, descobre que na escuridão propositada o mundo lhe parece mais claro. Só quem nunca se viu por dentro pode ignorar a beleza dos sons, dos cheiros, das suas texturas, cambiantes, densidades e dimensões.
Percorre assim os minutos que lhe vão sucedendo. No seu isolamento percebe a multidão que se aproxima mas não o atormenta, sabe que no segundo seguinte outra onda de contentamento lhe percorrerá todo o corpo.
Não é êxtase, é apenas a sabedoria de ser assim, de se conhecer assim, de se querer assim. De olhos fechados, mas vendo para além…

Ícones do século XX (35)

Adrian Mole e o Ikea


Nunca as alucinações do Adrian Mole me pareceram tão próximas da realidade:

«(...)considero que o mundo se divide em pessoas que sabem montar a mobília do Ikea e em pessoas que não sabem.»

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Opções


No Público:

«Eleições Autárquicas
Carvalho da Silva apoia António Costa

Carvalho da Silva acabou de tomar um café na Brasileira do Chiado com António Costa, tendo declarado que “é preciso para Lisboa e para os lisboetas que António Costa ganhe as eleições".(...)»


Porque ainda há comunistas que sabem olhar para os lados e, sobretudo, para a frente!

Generation Gap


Desde há muito tempo que se fala de conflito de gerações, sendo que, muito sinceramente, nunca entendi muito bem do que se tratava.
Por aquilo que me vou apercebendo, enquanto a minha geração vai envelhecendo, trata-se de um conflito de interesses, de vontades, de formas de pensar e fazer. Mas isso não é, só, geracional; é local, regional, pessoal, sectorial, individual, por aí fora…
É claro que há sons, imagens, locais, cheiros, que pertencem mais a um certo tempo, eventualmente, a um certo espaço, mas não gosto de embarcar, embora o faça muitas vezes, naquele velho refrão que diz, No meu tempo era que era. Primeiro que tudo por que cada geração tem mais que um tempo, tem todos os tempos que vive e que se prolongam por várias idades, já que, em concreto, também não faço ideia de quantos anos se compõe uma geração. Sei que há gostos que surgem, se desenvolvem e se emancipam numa determinada altura, mas, graças, não se confinam aí. Se valerem a pena hão-de continuar e na pior das hipóteses, perpetuar-se sempre que alguém gostar deles. Por isso não me parece curial a apropriação que algumas gerações fazem de certos ícones populares, sejam eles músicas/os, livros, pinturas, o que for. Eu, por exemplo, mal sabia ler quando os Beatles se separaram e não é por isso que os acho de uma geração anterior à minha, creio mesmo que são de todas as gerações, mais que não fosse, porque o que é eterno nos pertence a todos. Mas outras coisas menos, aparentemente, evidentes, como a música dos anos 80, aquela que dizem ser a da minha geração, é algo que, no imediato, associo a momentos agradavelmente vividos, ao meu tempo, no fundo aquele tempo em que a única responsabilidade séria que tinha era saber quantas cervejas conseguia beber antes de ficar incapaz de distinguir o rosto que estava à minha frente, mas, mesmo assim, esse tempo não é património das pessoas da minha idade, embora, todos nós, incluindo eu, assim o achemos.
No fundo o que quero dizer, é que não acredito no conflito de gerações, simplesmente porque não sei o que é uma geração. Acredito, sim, no conflito de interesses, de gostos, de posturas, de vontades, e isso, creio, é inter-geracional.

Agora que os putos de hoje são irritantes, ah, isso é indiscutível!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Hilário e a K.D.Lang

...ou quando se trocam as margens do Mississipi pelas do Mondego.

Bambis


Houve uma altura, nas minhas deambulações musicais, em que me deixei levar pela voz e pelos sons de David Sylvian. Os seus três primeiros discos, após a saída dos Japan, acompanham-me ainda hoje e são-me referências permanentes.
Anda já por aí um novo disco de Sylvian, não o ouvi, mas já lhe vi o rosto.
É bonito, terno até.
Mas, curiosamente, a primeira imagem que me assaltou foi aquela que eu menos esperaria. Lembrei-me do furioso e ao mesmo tempo divertido Who Killed Bambi, que saía gritado do fundo da alma dos Sex Pistols…


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Submarinos

Será este um dos submarinos de que tanto se ouve falar nestes últimos dias?

histórias de Rosa Branca


XIII

Naquele dia João Onofre saiu de sua casa com a convicção única de que alguma coisa de importante iria acontecer. Quando a porta bateu atrás de si, olhou o céu, límpido, sem uma nuvem. O sol escaldante queimou-lhe o olhar.
Começou então a caminhar em direcção à praça grande, onde a multidão se ia juntando.
Parou mesmo em frente à torre sineira da igreja. Olhou para cima e viu Jordão lá bem no alto.
Muitos anos antes, quando ainda se sentavam nos bancos da escola, Jordão confessara-lhe a certeza daquele dia. Não acreditara, normalmente não acreditava no que Jordão lhe contava, embora nunca lhe tivesse mentido. Mas aquilo não era uma mentira, era apenas uma incredulidade. João Onofre simplesmente não podia crer no que Jordão lhe havia prometido.
Contudo, hoje, o seu cepticismo preparava-se para ser quebrado e João Onofre ali estava, preparado para se render à convicção do seu amigo. Era, aliás, o único presente naquela praça a ter a absoluta certeza daquilo que estava prestes a acontecer.

(continuará)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

procuras


...quando virou a cara percebeu que nada havia para além do vazio.
Abriu então as asas e mergulhou na sua imensidão.
Desde esse dia que o percorre, sem pressas, sem temores, sem recuos.
No seu intimo talvez saiba que só assim se conseguirá preencher...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Hippies're not dead!

40 anos depois os Hippies voltam a Nova Iorque!



Afinal é apenas parte do elenco que reproduziu a ópera rock Hair nos novos palcos da cidade.
O senhor velhinho que aparece no fim do vídeo é James Rado, um dos seus autores.