terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Pinto anda irritado


No JN:

«Repórter-fotográfico do JN atropelado por motorista de Pinto da Costa

Um repórter-fotográfico do Jornal de Notícias foi hoje, terça-feira, atropelado pelo automóvel que transportava Pinto da Costa, à saída do tribunal de São João Novo. A viatura não parou após o acidente, mesmo depois de um agente da polícia ter batido com a mão no tejadilho do carro. O motorista não obedeceu.(...)»


Pelos vistos já não lhes basta atropelar a justiça no futebol. Ter uns quantos guardas Abéis que vão aplicando as sentenças que vai ditando. Dar umas sacudidelas aos seus próprios jogadores que prometem dizer umas quantas verdades. Agora o Pinto intocável também já lança o automóvel para cima de jornalistas e ninguém lhe diz nada?
E a impunidade continua a vingar!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Afirmações definitivas...


A Lisbeth Salander é a melhor anti-heroína de toda a História da Literatura!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Silly Season


Apesar daquilo que usualmente lhe chamam, não creio que esta época seja mais tola que qualquer outra, pelo menos nestes tempos que vão correndo, tão próprios das gentes que procuram protagonismo pelas mais fúteis razões.
Na silly season deste ano não aconteceu mais do que aquilo que se podia esperar. As tolas e os tolos que se enchem de notícias rosadas, continuaram a fazê-lo, assim como os outros foram fazendo aquilo que costumam fazer.
Apetece-me, no entanto, falar de dois acontecimentos que já foram, aliás, alvo de muito destaque.
Primeiro o silly mais silly! A badalada substituição (por uns moços aparentemente saídos de um filme de ficção cientifica) da bandeira do Município de Lisboa, pelo estandarte usado pelos monárquicos portugueses (pelo menos por alguns). Já correu muita tinta sobre esta coisa, por isso, resta-me dizer que não me parece que tenha servido para ajudar a causa e que, como piada, pouco acrescentaria ao famoso livro do António Sala.

O segundo acontecimento, pelo contrário, é realmente importante. Primeiro porque se trata de alguém que tem graça a sério! De alguém que, todos, gostamos, respeitamos, admiramos e que não nos prende com facilidades ocas e fúteis, mas antes com um carinho do tamanho do mundo, com um humor que nos cola um sorriso permanente e nos expressa um desejo que todos devíamos cumprir.
Pelo meu lado vou tentar ser feliz, por ele e por todos aqueles que acreditam que o mundo é um local de comunhão e realização pessoal em que nunca teremos que subir a varandas mascarados para afirmarmos a nossa vontade de felicidade!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Boas Férias!

E agora começam as férias...



Boas férias, num novo tempo!

Sala Escura


O cinema só faz sentido na sala grande e escura, que tanto pode ser dentro dum edifício, como, de preferência, ao ar livre. Num espaço amplo onde só a estrelas conseguem iluminar aqueles momentos únicos em que olhamos o ecrã grande, quando nos deixamos afundar pelos sentidos, pelas imagens, os sons e os sentimentos que fazem do cinema uma tão grande arte, uma tão imensa forma de nos vermos a nós próprios, de nos contentarmos, animarmos, rirmos e emocionarmos.
Fica por aqui esta sala escura, uma sala onde o céu está descoberto. Despedimo-nos embalados por um dos mais tocantes filmes de todos os tempos. Olhando a praça onde Totó nos vai fazendo sorrir, acompanhando Alfredo e Salvatore num paraíso chamado cinema, sonhando com o dia em que Lisboa possa, também ela, conter em si estas estrelas iluminadas que nos indicam o caminho para todas as salas escuras onde a vida se vive com um brilhozinho nos olhos.
Bom fim de semana!
E boas férias!

Ícones do século XX (30)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eterno retorno


Creio que em cada um de nós permanece, latente, a ideia de retorno. Um retorno à infância, a momentos bons, a odores que enternecem, a sorrisos que aquecem, a confortos que não se esquecem.
Há quem lhe chame saudades, há quem a viva como uma nostalgia doce, embora melancólica, há quem pouco a visite, há também quem a evite. Mas ela permanece. Às vezes evidente, outras espreitando oportunidades para se mostrar.
Eu reconheço-a. Num constante vaivém de emoções, nos dias que se sucedem imparáveis, lestos, que não deixam espaço para paragens. Consigo vê-la à minha volta, mostrando-me imagens, sons e gestos que vou reconhecendo, que vou relembrando, que vou acarinhando.
Creio que esta ideia de retorno, de eterno retorno, não é, afinal, mais que o caminho que nos vai conduzindo ao local a que chamamos casa, ou seja, a nós próprios!

Ícones do século XX (28)

terça-feira, 28 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A ilha das laranjas podres


No Público de ontem:

«Madeira: tiros abatem zeppelin preparado pelo PND para sobrevoar Chão da Lagoa
O zeppelin, preparado pelo PND para sobrevoar o Chão da Lagoa, na Madeira, foi hoje abatido a tiro, quando estava a ser preparada a sua partida a mil metros de distância da festa do PSD.(…)»


Na ilha daquele senhor anafado que prima pela boa edução, continuam a acontecer fenómenos estranhos…
Aquele pedaço de terra que, até há bem pouco tempo, tinha muitas semelhanças com uma espécie de república das bananas, está, cada vez mais, transformado numa monarquia das laranjas. O problema é que estas, talvez devido ao seu carácter ácido, estão a ficar, definitivamente, podres!
Como dizia um amigo meu há algum anos atrás: e não há ninguém que abra o ralo daquela coisa!

Ícones do século XX (26)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Alice Burton

E agora vejam lá se isto não promete?

O Alfa novo-rico


Quando surgiu trazia consigo assim como uns ares de coisa de novo-rico. Tantas salas num espaço que se queria inovador e diferente, mas que, no fundo, pouco ou nada acrescentava à arte de bem ver (e viver) cinema. Essas várias salas eram umas grandes e outras nem tanto, chegando, uma delas, a não ser mais que uma sala de estar cheia de cadeiras.
Teve um sucesso quase instantâneo, os Alfas eram um must, um multiplex avant la lettre, pelo menos nesta cidade à procura de novos tempos. Só que, afinal, os novos tempos vieram mesmo e o novo-riquismo acentuou-se, refinou-se e tornou-se ainda mais insuportável. Os Alfas começaram a encher-se de gente que, na verdade, não queria ver cinema, e depressa começou a definhar. Já acabou, hoje, naquele sítio, ergue-se um condomínio de algum luxo, ou seja, continua o novo-riquismo bacoco e provinciano. Quase apetece citar a antiga cantiga: Lisboa não sejas francesa, tu és portuguesa, tu és só para nós…
Bom fim de semana!

24 de Julho


Hoje é dia de avenida!
A 24 de Julho de 1833 as tropas liberais comandadas pelo Duque da Terceira entram em Lisboa. Sem ser disparado um tiro a capital do país é libertada das tropas absolutistas.
É por isto que, uma das mais badaladas avenidas lisboetas, tem este nome.