sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dizer adeus à Graça


A publicidade fala do sítio do costume
E este deve ter sido, muito provavelmente, um sítio do costume para muita gente. Do costume de ir ver filmes, num bairro de puros alfacinhas, daqueles que viviam a sua cidade, ali naquela Graça que é tão bela, que é tão boa!
Fica entalado entre os prédios antigos, quase passa despercebido a quem passa distraído, mas ele lá está, ainda gracioso, no caminho que leva a um dos miradouros mais bonitos da cidade, o da Senhora do Monte, ali de onde se pode abraçar quase toda a cidade e até passar com o olhar pelo Rossio.
Agora dizem-nos que o pingo é doce, outrora foi Royal e se a cidade já se acostumou a estes desvarios, a nós resta-nos fazer com algumas das suas memórias nunca se apaguem.
Bom fim de semana!

A birra da João!


«(...)Amargurada, a pianista Maria João Pires quer deixar de ser portuguesa, passando a ser brasileira. A pianista queixa-se do desinteresse das autoridades pelos projectos que tentou desenvolver em Portugal e tenta seguir o seu caminho sem olhar para trás.
Segundo a Antena 2, já só falta chegarem os papéis para a decisão se tornar irreversível. Aliás, Maria João Pires deverá regressar ao Brasil já nesta sexta-feira, de onde não tenciona regressar.
Diz estar "farta de coices e pontapés em Portugal" e que por esta razão vai renunciar à nacionalidade portuguesa.(...)»

A senhora em causa faz o que muito bem lhe apetece, está no seu direito.
E o que dizer daqueles portugueses que todos os dias recebem "coices e pontapés"? Se vêem sem meios para viver dignamente? Sofrem os efeitos das mil crises que nos assolam? Caem no desemprego? Etc, Etc.
De todos os portugueses que veêm os seus projectos de VIDA chegarem a becos sem saída?
Será que todos eles vão, pura e simplesmente, mudar de nacionalidade? É esse o caminho? É desse modo que se resolvem os problemas? Virando as costas e fugindo?

Espero que, quando esta senhora aqui quiser voltar, o SEF esteja atento ao seu visto!

Le Gromm Vert-de-Gris


Spirou é um dos heróis mais famosos da banda desenhada belga. Apesar de ter sido criado por Rob-Vel, o seu grande desenhador foi, sem dúvida, Franquin, que lhe deu consistência e uma dimensão acima da média. Depois de muitos outros autores, os quais foram conduzindo Spirou a patamares inferiores, surgiu agora uma nova aventura, Le Groom Vert-de-Gris da autoria de Schwartz (desenhos) e Yann (argumento). Uma nova e imensa lufada de ar fesco surge neste livro, passado em Bruxelas no tempo da ocupação nazi.
Para além da trama e dos excelentes desenhos, esta dupla de autores resolveu prestar homenagem a alguns monstros sagrados da BD belga.
De entres os vários homenageados destaco o incontornável Hergé, o mestre.

Vejamos alguns exemplos:

Quick e Flupke, les gamins de Bruxelles


Le Jeu de Balle, le marché aux puces, a feira da ladra bruxelense, onde podemos ver Hergé tomando notas e, logo atrás, Aristides Filoselle tentando dar uso à sua arte.


Finalmente podemos ver Raymond Leblanc, grande responsável pela criação do Journal Tintin, quando estava preso pelos nazis e desmonstrava, já, a sua paixão pelas Aventuras de Tintin!

Uma excelente história, um bom exercicio de memórias, uma homenagem merecida a todos aqueles para quem um album de banda desenhada, é muito mais que apenas um livro!

Ícones do século XX (10)

A grande tourada



E assim o ministro das gafes recolhe aos curros...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mãe



Este disco ARREPIA!

Com Magritte e Hergé pelos céus

Benditos os céus onde abundam os homens vestidos de negro com chapéus de coco!
Direi mesmo mais, benditos os chapéus de coco onde abundam homens vestindo os céus!

Ícones do século XX (9)

Eleições no Benfica


Se dúvidas houvesse, os últimos acontecimentos vêm provar, uma vez mais, que o Benfica é o clube que melhor representa Portugal. Quer em termos de adeptos, quer em termos de confusão generalizada!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Par Bruxelles


Entretanto, por Bruxelas, há quem nos vá espreitando...

Debbie

E esta senhora que faz hoje 64 anos!!!

O mestre Arnaldo


Na altura em que todas as utopias volteavam por aí, lembro-me da persistência de uma frase: O povo há-de libertar o camarada Arnaldo de Matos!
Quando, pouco depois, os ventos amainaram, nunca mais ouvi falar do grande educador do proletariado português. Ao contrário de muitos dos seus correlegionários, que hoje em dia são muito visíveis, Arnaldo deve ter-se cansado de tentar educar quem nunca mais aprendia a lição!

Ícones do século XX

Absolut (70)

Começámos em Lisboa e viemos até aqui:

Another Day

Roy Harper escreveu-a em 1970.
This Mortal Coil refizeram-na em 1984, no seu primeiro disco It'll End in Tears, numa sublime interpretação de Elisabeth Fraser.
Em 1979 surgiu esta versão, que só conheci hoje, mas da qual já gosto muito: