segunda-feira, 29 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Uma canção bonita...
... uma busca de novos caminhos...
...ou a necessidade, efectiva, de viajar entre estados de espirito!
...ou a necessidade, efectiva, de viajar entre estados de espirito!
Comunhão com a arte

Às vezes, ao olhar para um quadro tenho esta sensação:
...que bom deve ser estar ali, naquele momento preciso, no instante em que o pintor imaginou aquele desenho, no instante em que o pintou, em que o transformou em eternidade.
Olho-o e imagino-me nele, não como peça integrante daquele momento, mas como alguém que ali vive, se passeia, vagueia. Não numa casa parecida com aquela, onde há móveis e portas e janelas, mas naquela exacta, naquele preciso momento, parado naquele tempo, com aquela luz, com aquela paisagem, naquela noite imorredoira.
Vejo-me ali, num conforto imaginado, num sossego desejado, ali, naquele preciso momento, onde a vida parece suspensa, mas onde eu poderia corrê-la.
É isto que sonho, ou julgo sonhar quando vejo uma imagem que me assalta os sentidos e puxa por mim. A vontade de nela entrar e me perder até me encontrar...
Deve ser a isto que se referem quando falam em comunhão com a arte.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Arcade Fire again

Ora aqui está uma boa noticia!
A mais espectacular banda da actualidade está de volta ao trabalho! Um novo disco está já em preparação.
Paris em Lisboa

A este nunca o conheci, a não ser quando estava já despojado de vida, esventrado pela voracidade das novas exigências, que não deixam espaço para que as antigas atitudes, mais lentas, mas, ao mesmo tempo, mais profundas, se continuem a verter para os dias que, apesar de tudo, ainda desejamos que passem devagar.
Chamava-se Paris. Tinha um nome luminoso e ficava à beira de Campo de Ourique, ali onde o bairro encontra a Estrela. Hoje creio que é um monte de escombros em que os passantes já nem reparam. Assim se vai fazendo grande parte da cidade, deitando ao chão as lembranças que já não utiliza e erguendo muros mesmo à frente dos nossos olhos, muros que não nos deixam vislumbrar a luz que ainda resta nalgumas memórias, naquelas que ainda insistem em ficar coladas a nós.
Bom fim de semana!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Mad Hatter
No labirinto das letras

Percorro as letras do alfabeto à procura das palavras certas, daquelas que ainda não conheço e que quero criar. Paro à volta das vogais, os olhos passeando por cada uma delas, fugindo do u, para o a, deixando rebolar o o, vendo o i subir lentamente como um balão enquanto o e se vai desprendendo do meu olhar. Tento agarrá-las, dar-lhes a minha consistência, misturá-las com as consoante que se mantém ali tão quietinhas, à espera que eu lhes pegue. Tento confundi-las, ouvir-lhes os segredos, explicar-lhes o que quero. Mas elas trocam-me as ideias, pulverizam-se à minha frente, explodindo em mil gritarias, mostrando-me mil faces diferentes.
Percorro todos os caminhos das letras, tentando perceber todas as palavras que sabem formar, escolhê-las para mim, trazê-las comigo. Mas elas não se deixam prender, querem ser livres, são livres, até que alguém as cative e lhes dê o uso que esperam e aí sim, ficam aparentemente sossegadas, a deliciarem-se com todos os sentidos que fazem, com todos os significados que adquirem, com a beleza que ajudaram a criar. Até que outro alguém lhes surja ao caminho e as desafie de novo, as leve consigo numa outra viagem, numa nova volta ao mundo, onde só elas permitem ver para além do óbvio!
Une belle histoire
Há muitos anos atrás, estava eu no inicio da puberdade, quando vi um filme francês, que nos mostrava a história de dois jovens, pouco mais velhos que eu, que se conheciam quase por acaso e que acabavam por acreditar que se tinham apaixonado. Lembro-me que, na altura, este filme me deixou uma séria impressão. Nunca mais o vi e não me consigo lembrar do nome. A verdade é que, sempre que ouço esta canção de Michel Fugain, me recordo daquele filme e acredito que foi feita de propósito para ele.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Colditz

Ao vaguear pela rede, ao ver nostalgias várias, lembrei-me desta série, que deve ter passado na RTP lá pela segunda metade dos 70. Era uma realização da BBC e, como tal, era duma qualidade assinalável. Contava a história de um conjunto de oficiais aliados, sobretudo ingleses, mas também americanos e franceses e das suas desventuras numa prisão de alta segurança alemã, situada num castelo de nome Colditz, que existe de facto.
A trama central de série passava pelas tentativas de evasão que os prisioneiros levavam a cabo, mas, ao mesmo tempo, dava-nos várias histórias baseadas nas relações humanas que entretanto se formavam no interior do presídio, quer entre os diferentes prisioneiros, quer entre estes e os seus carcereiros.
Tenho uma ideia um tanto difusa dos episódios que vi, mas sei que gostei muito, a ponto de ter comprado, nessa altura, dois livros da autoria de P.R.Reid (que foi prisioneiro no castelo) que estiveram na origem da série e dos filmes que antes e depois dela foram realizados a partir das memórias de Reid.
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