terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Ícones do século XX (1)
O século XX foi pródigo em imagens.
Foi, até agora, o século mais rápido, aquele em que os dias correram mais céleres, aquele em que, de 1901 a 2000, aconteceram momentos mais relevantes na História da Humanidade, pelos menos em termos de alterações bruscas do que conhecíamos anteriormente.
Algumas dessas imagens ficaram marcadas nas memórias. São facilmente reconhecidas, embora, nem sempre, o sejam pelas melhores razões.
Vou deixar aqui algumas delas, numa escolha aleatória que estará longe de ser exaustiva ou completa. Ficarão aqui como referências, minhas, a um século que foi uma espécie de charneira nesta humanidade em aceleração constante.
Foi, até agora, o século mais rápido, aquele em que os dias correram mais céleres, aquele em que, de 1901 a 2000, aconteceram momentos mais relevantes na História da Humanidade, pelos menos em termos de alterações bruscas do que conhecíamos anteriormente.
Algumas dessas imagens ficaram marcadas nas memórias. São facilmente reconhecidas, embora, nem sempre, o sejam pelas melhores razões.
Vou deixar aqui algumas delas, numa escolha aleatória que estará longe de ser exaustiva ou completa. Ficarão aqui como referências, minhas, a um século que foi uma espécie de charneira nesta humanidade em aceleração constante.
domingo, 21 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sessões (des)contínuas

Caetano Veloso fez uma canção com o seu nome, se bem que se referisse a um congénere baiano e não ao alfacinha de gema que trazemos aqui.
O Olímpia fica numa zona onde outrora se acotovelavam casas de espectáculos e onde hoje apenas algumas ainda, felizmente, se vão mantendo.
Depois de ter sido inaugurado em 1911, prometendo «salões para concertos, salões para exibições animatográficas, gabinete de leitura, restaurante, etc.», esta sala foi, nos idos de 40/50/60, uma das mais populares salas de cinema da capital, exibindo os chamados filmes de grande público. Depois de 1974 o hard-core 1º escalão ali se instalou, as sessões contínuas foram a solução para uma sala que passou a ficar identificada com a pornografia.
Depois, como tantas outras, fechou. Diz-se que irá reabrir como sala destinada a teatros. Assim seja!
De qualquer forma e como Caetano dizia a propósito do outro:
«(…)Eu quero pulgas mil na geral
Eu quero a geral
Eu quero ouvir gargalhada geral
Quero um lugar para mim, pra você
Na matiné do cinema Olympia(…)»
Também aqui as gargalhadas, os sustos, as emoções, até as pulgas dos outros tempos, já não voltarão, tal como tantas memórias desta cidade que se vão diluindo no meio do betão inclemente.
Bom fim de semana!
Anjos da Guarda

Wim Wenders e Bruno Ganz deram-nos este filme.
Étero, flutuante, que vai pairando sobre nós, deixando que uma escuridão luminosa nos vá abrindo os corações, tantas vezes subjugados a negritudes mais duras que este céu de Berlim.
Gosto, sobretudo, desta imagem.
Que nos deixa assim, à beira de uma espécie de abismo, mas, ao mesmo, tempo presos pelas asas brancas que nos vão mantendo...
Chico Buarque
O melhor dos meus homónimos completa hoje 65 anos.
Uma vida cheia, uma carreira bonita, canções imortais, livros inesquecíveis.
E esta tocante canção que nos dedicou...
Obrigado Chico!
Uma vida cheia, uma carreira bonita, canções imortais, livros inesquecíveis.
E esta tocante canção que nos dedicou...
Obrigado Chico!
Soma fantástica
E enquanto passeava no You Tube descobri esta soma fantástica:
Kate Bush + Placebo + Dr. House!
O resultado, claro, só podia ser este:
Kate Bush + Placebo + Dr. House!
O resultado, claro, só podia ser este:
OVO
O ambiente era caloroso. À sua volta todos se mexiam, como numa espécie de transe colectivo. Olhavam em frente, fixamente, naquele instante nada mais existia.
Sentia-se também assim. Uma inebriante vontade de se deixar levar. Uma força, maior que todos os desejos, envolvia-lhe o corpo.
Fechou os olhos e sentiu-se inundar de sensações novas, embora acreditasse, inexplicavelmente, já as ter experimentado.
Sentiu que os seus braços se erguiam, numa cadência unânime com todas as outras pessoas que ali estavam.
Das suas gargantas…
Não!
Dos seus pulmões jorraram as palavras que saiam em catadupa, atropelando-se numa incontida vontade de não ficar para trás.
Era um momento de júbilo. O tempo parava aqui e todo o espaço em redor mais não era que um marulhar de uma harmoniosa conjugação de quereres.
Bem no centro outra canção começava agora e milhares de vozes soltavam-se outra vez, como se fossem uma só… e o mundo ficou de pernas para o ar!
Sentia-se também assim. Uma inebriante vontade de se deixar levar. Uma força, maior que todos os desejos, envolvia-lhe o corpo.
Fechou os olhos e sentiu-se inundar de sensações novas, embora acreditasse, inexplicavelmente, já as ter experimentado.
Sentiu que os seus braços se erguiam, numa cadência unânime com todas as outras pessoas que ali estavam.
Das suas gargantas…
Não!
Dos seus pulmões jorraram as palavras que saiam em catadupa, atropelando-se numa incontida vontade de não ficar para trás.
Era um momento de júbilo. O tempo parava aqui e todo o espaço em redor mais não era que um marulhar de uma harmoniosa conjugação de quereres.
Bem no centro outra canção começava agora e milhares de vozes soltavam-se outra vez, como se fossem uma só… e o mundo ficou de pernas para o ar!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
histórias de Rosa Branca

V
Não vivem, por aqui, seres estranhos, monstros indizíveis, criaturas aladas, seres subterrâneos, fantasmas vários, almas de outros mundos.
Não passeiam, por aqui, príncipes e princesas, bruxas e feiticeiros, gnomos ou gigantes.
Não há por aqui castelos encantados, cavernas de tesouros, florestas mágicas.
Não é costume, por aqui, surgirem nevoeiros vindos do nada, explosões fantásticas sem explicação plausível, chuvas miraculosas.
No entanto, tudo isto é, aqui, possível!
Porque, aqui, a vontade anda abraçada à fantasia. A imaginação não se deixa prender. O inesperado pode esperar-nos em qualquer esquina, debaixo de qualquer árvore, por detrás de qualquer rocha.
Das pessoas normais que, por aqui, vão fazendo os seus dias, tudo se pode esperar, porque estão ligadas a um único movimento, aquele que lhes permite viver sem receios quotidianos e que, por isso, lhes dá asas para que possam explorar tudo aquilo que sonham.
Tudo aquilo que está contido na imaginação desmedida que lhes dá cor, imagem e vida.
É isto, e muito mais que isto, que se pode encontrar aqui, em Rosa Branca…
(continuará)
Kwak
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