Há muitos anos lembro-me de ter visto este filme. Vi-o quando era criança, numa televisão a preto e branco. Na altura não entendi completamente a mensagem anti-bélica que agora me é evidente. Marcou-me, sobretudo, a visão dos órfãos de guerra, destes que se podem ver nestas breves imagens. Senti-me incomodado por elas e pela tristeza que passam. Pela descriminação, pela falta de respeito pela diferença, pela intolerância cega que todos nós, no fundo, temos dificuldade em evitar. Hoje veio-me repentinamente à memória, saído do nada, ou, se calhar, dum cantinho que vai guardando estas pequenas chamadas de atenção, para que não esqueçamos que o mal anda por aí, à nossa espreita e que nunca é demais estarmos atentos e conseguirmos ir dizendo, de vez em quando, que a diferença não é um erro e que a guerra nunca poderá resolver isso, nem isso nem nada!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Rodrigo Leão e a comédia divina

Que Rodrigo Leão é um dos mais sóbrios e competentes compositores portugueses, já todos sabíamos.
Que Rodrigo Leão faz de cada música, de cada canção, um momento único, já todos tínhamos reparado.
Que Rodrigo Leão se faz acompanhar de músicos fora do comum, já todos tínhamos ouvido.
Que Rodrigo Leão tem uma das mais ,consistentemente belas, colecção de canções, já todos tínhamos constatado.
Rodrigo Leão estreia amanhã um novo disco, MÃE, e traz consigo mais alguns convidados.
Stuart Staples, de quem, perdoem-me os aficionados, não consigo gostar, é um deles.
Um outro é, em contrapartida, um das minhas maiores paixões musicais, Neil Hannon!
Que vou gostar deste novo disco de Rodrigo Leão, é apenas mais uma grata certeza que tenho!
Mankind is no island
Ontem, o meu amigo Zé mandou-me a ligação para este filme. Não o conhecia, nem sabia que havia este festival de curtas metragens.
Agora já sei que o TropFest é o maior certame do mundo de curtas e que este filme, realizado por Jason van Genderen, foi o seu vencedor em 2008.
Resolvi pô-lo aqui. Não apenas por ter ganho; não apenas por ter sido totalmente filmado com um telemóvel; não apenas por ter custado 40 dólares.
Resolvi pô-lo aqui por está muito bem feito e, sobretudo, porque é muito belo.
Agradeço ao Jason porque o fez e agradeço ao Zé porque mo deu a conhecer.
Obrigado!
Agora já sei que o TropFest é o maior certame do mundo de curtas e que este filme, realizado por Jason van Genderen, foi o seu vencedor em 2008.
Resolvi pô-lo aqui. Não apenas por ter ganho; não apenas por ter sido totalmente filmado com um telemóvel; não apenas por ter custado 40 dólares.
Resolvi pô-lo aqui por está muito bem feito e, sobretudo, porque é muito belo.
Agradeço ao Jason porque o fez e agradeço ao Zé porque mo deu a conhecer.
Obrigado!
Tiananmen

Foi há 20 anos, mas todos os dias, diversos tipos de tiranias criminosas, continuam a semear a morte e o sofrimento. Continuam a não perceber que acima de tudo deve estar a dignidade humana. Continuam a não saber respeitar o outro. Continuam a envergonhar e a renegar a vida. Continuam a não entender a efemeridade e a não perceber que, também elas, chegarão ao fim!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
histórias de Rosa Branca

I
Quando Jordão Perestrelo abriu as asas toda Rosa Branca parou. Nem o próprio vento ousou soprar naquela hora.
Ao acercar-se do beiral, Jordão olhou em frente, para o horizonte que o esperava, para um infinito que sabia ser seu.
Lembrou-se então do que o levara até ali. Toda a sua vida lhe correu pelos olhos, em cadência acelerada, mas demorando o tempo preciso para perceber todos os momentos, para ouvir todas as vozes, para entender todas as razões. Um filme, afinal, feliz, em tecnicolor, em ecrã gigante, sem cortes, sem acrescentos, tudo no seu devido lugar.
Ouviu então um som conhecido, muito leve, quase em surdina, que vinha saindo, em crescendo, de dentro de si. Entoou então aquela canção, sabendo que mais ninguém a conseguia ouvir, partilhando-a com cada pedaço do seu corpo e lançando-a para a ponta das suas asas, de onde as luzes invisíveis lhes dariam alento para prosseguir.
Jordão Perestrelo olhou por fim para baixo, onde os seus conterrâneos o fitavam, quedos e expectantes…
Nunca Rosa Branca tinha estado tão suspensa de um acontecimento, nunca Rosa Branca tinha acreditado tanto, nunca Rosa Branca vira aquele Jordão, até hoje.
E tanta coisa tinha acontecido entretanto…
(continuará)
Dr. Who

Tenho visto nos últimos tempos, na SIC Radical, uma série de ficção cientifica, de origem inglesa, chamada Dr. Who.
É uma série estranha, não por ser de ficção cientifica, mas por parecer anacrónica, por ter imagens que nos remetem para uma realidade que já foi há muito ultrapassada por este género de produções. Talvez por isso me seja tão atractiva. Por oferecer um futuro com sabor a passado.
De qualquer forma este Dr. Who é um viajante do espaço e do tempo. Tão depressa está num local como noutro, tão depressa é nosso bisavô como nosso bisneto.
Não conheço, ainda, o suficiente sobre as histórias para poder explicá-las melhor, mas sei que a série se iniciou ainda na primeira metade dos anos 60, que esteve parada durante alguns anos e que foi retomada em 2005. Já teve dez Dr. Who diferentes e tem, como é óbvio, sido palco de inúmeras, bizarras e divertidas peripécias.
Eu tenho gostado do que vi até agora e tenho, também, vontade de continuar a ver estas estranhas histórias que se me vão, lenta mas convictamente, entranhando.
Até porque um dos autores da banda sonora se chama Neil Hannon:
Privilegiemos o silêncio!

Há pouco, numa breve conversa sobre o calor e o barulho, quase ensurdecedor, que as ventoinhas fazem, alguém disse, privilegiemos o silêncio!
Sem o saber, no fundo sem lhe atribuir esse significado, quem o disse proferiu uma das frases que devia servir como máxima para a maior parte das pessoas que, por estes dias, tanto falam sem nada dizerem.
A exemplo do que se passa nas várias comunicações sociais, desde aquelas que são, verdadeiramente, sérias, até aquelas que vendem as vidas dos pseudo-famosos, quase toda a gente tem uma ânsia imparável para dar a sua opinião, para expressar o seu ponto de vista, para papaguear frases-feitas, os clichés mais usados e abusados, as inutilidades que lhes enchem os dias. Ninguém, ou quase, tem por hábito travar o discurso antes de o disparar sem retorno. Ninguém, ou quase, consegue pesar o que vai dizer antes de libertar as palavras que, normalmente, não vêm acrescentar coisa alguma. Ninguém, ou quase, se preocupa em higienizar a linguagem, em evitar prédicas desnecessárias, em ocupar o espaço vital dos outros com palavras que não fazem diferenças.
Privilegiemos o silêncio sim, façamos com que os ouvidos, os sentidos, os cérebros, descansem, se tornem mais profícuos, se habituem a pensar e deixemos que as palavras se tornem cheias, cheias daquilo que verdadeiramente precisamos de ouvir e sentir. As outras, as ocas, deixemo-las, simplesmente, cair.
Não fazem falta a ninguém... ou quase.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Tintin movie trailer
Ainda não é o tão esperado filme da dupla Spielberg/Jackson, mas, pela amostra junta, parece-me que esta é uma solução bem simpática.
Dia de Museus
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Will & Grace

Há ali uma dose qb de transgressão que me agrada.
Há ali uma gorda dose de mainstream gay que nos faz sentir (quase) outsiders por sermos straight!
Mas há ali, sobretudo, muito humor. Daquele desregrado, forte. Às vezes subtil, às vezes espontâneo, às vezes claro, mas, de uma maneira geral, sorridente, até feliz.
Agrada-me sem me deslumbrar. Faz-me sorrir sem gargalhar. Oferece-me uma boa disposição que se mantém. E isso é mais do que aquilo que, normalmente, a televisão nos consegue ofertar.
A brincar, abre-nos os olhos e mostra-nos que, afinal, todos somos pessoas e o que mais importa é conseguirmos rir quando nos olhamos ao espelho e vemos que, atrás de nós, espreita um amigo.
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