terça-feira, 2 de junho de 2009

Dia de Museus


Da Bélgica, abrem-se hoje para o mundo, dois locais onde a beleza, o encantamento e a magia têm lugar cativo!
O Museu Hergé e o Museu Magritte!
Hoje sim, é o verdadeiro dia de Museus!

Absolut (49)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Will & Grace


Há ali uma dose qb de transgressão que me agrada.
Há ali uma gorda dose de mainstream gay que nos faz sentir (quase) outsiders por sermos straight!
Mas há ali, sobretudo, muito humor. Daquele desregrado, forte. Às vezes subtil, às vezes espontâneo, às vezes claro, mas, de uma maneira geral, sorridente, até feliz.
Agrada-me sem me deslumbrar. Faz-me sorrir sem gargalhar. Oferece-me uma boa disposição que se mantém. E isso é mais do que aquilo que, normalmente, a televisão nos consegue ofertar.
A brincar, abre-nos os olhos e mostra-nos que, afinal, todos somos pessoas e o que mais importa é conseguirmos rir quando nos olhamos ao espelho e vemos que, atrás de nós, espreita um amigo.

Absolut (48)

domingo, 31 de maio de 2009

Big Ben


Há 150 anos a contar o tempo!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

222


Apetece-me chamar-lhe o coração da cidade. Por ali passam as grandes artérias, as veias que transportam a vida que a cidade vai vivendo. Porventura não transportarão aquilo que a cidade verdadeiramente necessita, uma espécie de oxigénio que lhe daria outras cores. Por ali existiu um cinema grande, uma grande sala de cinema, já desaparecida. Hoje há por lá várias outras salinhas, encaixotadas entre os espaços comerciais que nascem como cogumelos.
Ali perto, à espreita da grande praça, fica uma pequena salinha, que se foi aguentando com alguns filmes bons e outros nem tanto. Há algum tempo começou a fazer ciclos disto e daquilo, hoje não sei se ainda existe, mas se existe poucos a ouvem, menos a vêem. Chama-se Cine-Estúdio 222 e esta repetição do algarismo quase nos leva a pensar se não estará como a cidade, gaguejante.
Bom fim de semana!

Museu Hergé


Abre já na próxima 3ª feira aquele que, muito provavelmente, irá ser o meu museu preferido.
Acentuando a vontade (e necessidade) de visitá-lo in loco (muitas vezes), aproveito para vos recomendar, pelo menos, a visita a partir daqui.

Absolut (47)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Supercalifragili...


Descia lentamente dos céus, agarrando firmemente o seu guarda-chuva.
Trazia um sorriso aberto, repleto de certezas.
À sua volta as crianças regozijaram.
Abriu os braços e levou-as consigo, ao longo de um sonho bom, onde o irreal se tornava palpável.
Os risos eram sonoros, coloridos, supercalifragili!
Os objectos mudaram de lugar, as nuvens desceram e as árvores subiram, o próprio sol lhes assobiou aos ouvidos.
Os dias não queriam passar, a noite nunca chegava e as brincadeiras nunca cansavam.
Como todas as imaginações, esta dura o tempo dum fósforo; torna-se fugaz, rápida e inevitavelmente finita.
Pelo menos até que outro guarda-chuva desça dos céus e as leve pelo vento dentro, soltando os sorrisos que nelas habitam.

Das prosas e dos cardos


No Público online:

«Apresentado por Manuela Moura Guedes
ERC condena TVI por “desrespeito de normas ético-legais” no Jornal da Noite de 6.ª Feira
A TVI, mais concretamente algumas das suas emissões do Jornal da Noite de 6.ª Feira, foi condenada pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social por “desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”.
A deliberação divulgada hoje toma posição sobre um conjunto de queixas apresentadas contra aquele canal de televisão, em concreto contra o jornal televisivo semanal que Manuela Moura Guedes apresenta à sexta-feira.(…)»


Coitadinha da Manelita! Primeiro foi o horrível Marinho que lhe lançou os cães, agora são estes energúmenos da ERC que não lhe respeitam a casinha. Qualquer dia nem o facto de ser casada com o chefe a safa de voltar para a trauteação de cantiguitas.
É caso para se dizer que, se primeiro foram as prosas, agora são os cardos.

28 de Maio


Vieram de Braga, encabeçados por um militar de porte altivo e de bigode farfalhudo.
Parece que estavam fartos da rebaldaria em que a 1ª República se tinha transformado.
Parece que queriam ordem e sossego. Vieram por aí abaixo há 83 anos e, pensavam eles, iam tornar este pequeno país, tão dilacerado, em algo melhor, ou não!
Abriram caminho para que o António de Santa Comba descesse também à capital e por aqui se mantivesse, agarrado à cadeira, durante anos demais! Até que um dia ela, a cadeira, cedeu. Ou terá sido a banheira? Tanto faz!
Infelizmente o pequeno país não melhorou e ainda hoje, apesar de tantos anos já terem passado, não se conseguem vislumbrar melhoras acentuadas.
Há datas que preferíamos não recordar, mas, no fundo, a memória não deve ser apagada e, tenhamos esperança, com a recordação de dias menos felizes, talvez consigamos evitar erros semelhantes. Ou, pelo menos, evitar que bigodes farfalhudos e provincianos santos protectores nos continuem a subjugar as vontades.

Sete-Rios


Quando era miúdo era um dos meus passeios favoritos. Adorava deambular pelas suas ruas, espreitar a aldeia dos macacos, correr pelos caminhos que me iam mostrando tantos animais divertidos, assustadores, selvagens, perigosos. Espreitar os leões ao longe, no seu recinto que me parecia imponente. Dar a moeda de 5 tostões ao elefante e deliciar-me quando ele tocava a sineta. Na altura não reparava que alguns deles, daqueles animais perigosos e selvagens, estavam atrás de grades o que, apesar disso, não lhes tirava a aparência dura e forte, mas lhes tirava alguma dignidade. De qualquer forma eram sempre tardes divertidas, que começavam no lago da entrada, com uma viagem nas gaivotas.
Tenho lá voltado várias vezes, aliás, para os meus filhos, é, igualmente, um dos passeios favoritos. O Jardim está hoje mais agradável, tem outras ofertas, tem novos animais, tem maior animação, mas creio que o realce vai, apesar das grades e da necessária prisão dos animais, para um sincero sentimento de liberdade, de descoberta, uma sensação única, como que uma selva domesticada, um jardim suspenso no meio do bulício da cidade, essa sim uma espécie de nova selva, onde os animais perigosos andam à solta e os predadores são, verdadeiramente, selvagens.
O Zoo de Lisboa faz hoje 125 anos. Muitos parabéns e muitos, mais, anos de vida!

Absolut (46)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Levado pelo vento


Quando ele abriu as portadas não reparou no vento que entrou. Não o viu, não o cheirou, não lhe tocou.
O vento escondeu-se, lesto. Rondou as cadeiras, procurou os recantos mais longínquos, prendeu-se ao chão.
Ali ficou, quedo e mudo, esperando.
Quando a noite chegou o vento espreitou. Não viu vivalma. Atreveu-se a sair. Rodopiou pela sala, levantou papéis, escancarou portas, derrubou cadeiras, alterou o tempo, modificou o espaço.
Pela manhã o ventou cansou-se, parou.
Quando a porta se abriu já tinha saído, fininho, pelas frestas da janela.
Ele esfregou os olhos incrédulo. Era difícil perceber o que tinha acontecido.
O vale perdia-se numa enorme vastidão.
Ao longe o vento sorria-lhe…

Coupling

Coupling, foi a mais seriamente divertida série britânica a que já assisti. Não me canso de ver e rever e tornar a ver!
Fica aqui só um breve exemplo deste humor delirante.
Apreciem!