terça-feira, 26 de maio de 2009

Conquistador


Ontem à noite, em passeio pela rede, dei de ouvidos com esta canção. Com uma ponta de simpática nostalgia, lembrei-me que foi este o meu primeiro 45 r.p.m.. Exactamente com a capa que aqui se reproduz. Ainda não tinha 10 anos e a música popular ia-me conquistando!

Absolut (44)

New York Stories

Hoje lembrei-me deste filme tripartido por três dos mais excelentes realizadores norte-americanos, Allen, Copolla e Scorcese.
É do capitulo realizado por este último, que tiramos estas imagens cheias de força, com um Nick Nolte no seu máximo!
Fantástico! Like a rolling stone...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Marinho, o justiceiro!


Sempre achei que o actual bastonário da Ordem dos Advogados tinha uma costela trauliteira! Sempre pronto a chegar a roupa ao pelo áqueles com os quais não concorda. Se calhar, para a classe que representa, isso pode ser considerado uma virtude, mas não creio que essa seja a atitude mais correcta para quem tem que encontrar consensos, gerir contraditórios e chegar a conclusões que satisfaçam a justiça.
No entanto, na última 6ª feira, acabei por perceber o quanto é necessário, de quando em vez, ser trauliteiro q.b.. É que há, de facto, pessoas que precisam de ouvir umas valentes verdades!
A Manelinha embatocou e, espero, percebeu que a sua fúria estúpida também tem direito a resposta condizente!

Absolut (43)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ao Chile


Ali bem perto ainda se podem saborear os bifes cheios de molho, imagem de marca da Portugália. Andamos por Arroios, pelas redondezas do Bairro das Colónias, na fronteira com o Chile e com a Morais Soares. Zona clássica de Lisboa, corrida por uma Almirante Reis que carrega hoje gentes oriundas de muitas partes, tornando esta Lisboa mais cosmopolita, mas, ao mesmo tempo, menos luzidia, numa avenida pejada por artes obscuras. Por ali ficava o Pathé, que antes foi Imperial, depois chegou a ser uma dancetaria e hoje é nada. Descaracterização normal, dizem alguns, já nada admirados pelos exemplos que vão surgindo por toda a cidade, mascarando-lhe a identidade com carrancas disformes.
Bom fim de semana!

Morrisey 50 anos

Goste-se ou não, é impossível passar pela música dos anos 80 e não os ver.
Foram autores de muitos hinos da década, daqueles que foram sendo repetidos, recriados, reavaliados ao longo dos anos.
Morrisey, a sua voz, para muitos o seu mentor, completa hoje meio século. Está agora mais gordo, menos ágil, mas continua a cantar por aí.

La Folie

Uma música de culto!
Um dos momentos mais sublimes dos Stranglers, diria de toda a música popular!
Para ouvir com todos os sentidos! Com uma ponta de loucura...

Hergé - 22 de Maio de 1907



Há 102 anos nascia, em Bruxelas, o pai da banda desenhada moderna!

Absolut (42)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

E Deus? Estará a dormir?


No Público online:

«Relatório denuncia abusos sexuais em orfanatos católicos na Irlanda
Há relatos de violações e de agressões. De medo causado por uma disciplina severa. O relatório sobre o que se passou desde 1936 em instituições católicas irlandesas para acolhimento de crianças era esperado há muito tempo e está a deixar a Irlanda chocada. São 2500 páginas em que se conclui que mais de 2000 crianças sofreram abusos físicos e sexuais e que líderes da Igreja Católica sabiam o que estava a acontecer.»


E será a Irlanda caso isolado? Não é, claro que não!
Todos ouvimos falar de casos, sabemos de casos e vamos fechando os olhos, os ouvidos e as bocas. Porque aqueles senhores são os representantes de Deus na Terra e não cometem tais vilanias!
Resta saber qual o Deus que representam? Resta saber que Igreja representam? Resta saber se são pessoas? Resta saber se são dignos de viver?
É claríssimo que não!
Tenho uma profunda convicção de que esta Igreja, aliás como todas as outras, não servem Deus, nunca serviram, servem-se Dele para perpetrarem todo o tipo de aleivosias ao abrigo de um escudo que, julgam, os torna invencíveis.
Desejo, muito, que a justiça humana lhes consiga dar as penas adequadas, porque a divina, já o testemunhámos vezes demais, não existe, ou se existe, está numa profunda e eterna letargia!

O complexo Calimero


Não sei se será assim nos outros países, mas neste, onde vivemos, parece-me que todos, ou quase todos (não gosto de generalizações), têm uma particular tendência para a auto-comiseração. Ocupam todo o tempo útil a olhar para o seu umbigo ou, pelo menos, para o espelho que o reflecte, e vêem-se como mais ninguém os vê, com uma dimensão descomunalmente disforme. Ou muito grandes, ou muito pequenos, nunca do tamanho ideal. E depois o que é que dá? Pois dá a ideia de que toda a gente se sente injustiçada por não ser, ou parecer, aquilo que pensa que é, ou parece. E vai de lamentar, vai de choradinho, vai de calimerice
É uma injustiça, não é?

João Bénard da Costa


E, na sala escura, a tela grande verte hoje uma lágrima...

Absolut (41)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Insert coin


Custa-me aceitar que os livros sejam tratados como meros objectos comerciais.
Sou daqueles que acreditam que os livros, pelo menos na sua maioria, transportam consigo parte da alma de quem os escreveu e que, com um bocadinho de sorte, integrarão a alma de quem os lê e de quem se deixou enlear por palavras que acarretam sonhos, desejos, fantasias, enamoramentos que só os, verdadeiros, livros nos conseguem transmitir.
Por isso creio que devemos tratar os livros como objectos de carinho, de quase culto até. É-me difícil vê-los nas prateleiras dos hipermercados ao lado das alfaces, ou dos tampões. Mas, por paradoxal que possa parecer, apesar dessa dificuldade, acredito que esses pontos de venda têm contribuído para uma maior divulgação do prazer de ler, pelo menos fazem chegar as letras àquelas pessoas que não as costumam visitar onde elas devem estar.
É só por isso que vejo com algum agrado, comedido é certo, estas novas máquinas que a Leya agora inventou para a sua colecção BIS de livros de bolso. Não são bonitas e os livros não são snacks, nem coca-colas, mas pode ser que alguém meta a moeda na ranhura e lhe saia um Saramago, ou um Lobo Antunes, ou até mesmo um Le Carré e seja tentado a lê-los e a perceber que o prazer de ler não é efémero!