quarta-feira, 20 de maio de 2009

A velha pastilha elástica


Nas noticias:

«Novo álbum dos Taxi em 2009
Os portugueses Taxi vão editar um novo álbum em 2009, depois de terem lançado o último trabalho em 1987.(...)»


Será que a chiclete ainda tem sabor??

Absolut (40)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pelos olhos do Hubble


Dizem-me que é isto que está lá em cima, que é assim o espaço sobre as nossa cabeças.
Apesar de ser apenas uma fotografia, consegue-se sentir o deslumbramento, a infinitude, a beleza total.
Talvez seja esta a visão de Deus...

O Portugal dos pequeninos


Somos pequeninos!
Andamos sempre atrasados em relação ao que se passa no resto da Europa. Mantemo-nos sempre nas caudas de todas as taxas que marcam alguma positividade, olhamos sempre para cima quando procuramos os caminhos por onde passa a excelência.
Uma vez por outra lá conseguimos erguer a cabeça, quando algum conterrâneo dá um salto e se mostra ao mundo. Mas isso não é sinónimo de grandeza, será, aliás, sinónimo de maior pequenez, já que nos contentamos com um feito desgarrado e esquecemos a pequenez que nos continua a marcar constantemente. Creio que era preferível não ter nenhum super-homem ou mulher-maravilha e conseguir que a mediania fosse elevada, que o comum fosse medido pela bitola alta. Mas, normalmente, fechamos os olhos e deixamos que os que se distinguem corram lá para fora e nós por cá todos bem, na mesma modorra medíocre, até chegar outro alguém que nos eleve o orgulho nacional, mesmo que por breves instantes, como tem sido norma.
Ainda hoje corre esta notícia por todos os jornais cá da terra:
«Professora suspensa pela forma como falou de sexo
Numa aula de História, uma docente da Escola Básica 2-3 Sá Couto, de Espinho, fala de modo grosseiro sobre virgindade com alunos de 12 e 13 anos. O discurso está numa gravação e originou uma queixa-crime por parte dos pais. »

A mim não me choca que se fale de sexo numa sala de aula, aliás acho que as aulas de educação sexual, devidamente enquadradas, são uma necessidade. Para o caso o que mais me interessa é que a senhora professora afirma que estudou muitos mais anos que a mãe duma das alunas em causa e que esta, se se lhe quiser dirigir, terá que usar a expressão SENHORA DOUTORA! Isto sim, confirma, de forma singular, a pequenez que nos tem vindo a caracterizar!

Par Bruxelles


Entretanto, por Bruxelas, vão-se abrindo janelas...

Absolut (39)

Beatles ao vivo

Mesmo presos por fios, os Beatles continuam, ainda hoje, a encantar-nos com as suas actuações ao vivo!

Tangerinas


Gostava de estar sentado na marquise da casa dos avós, a olhar as nuvens que lá fora iam passando devagar, ouvindo o vento que abanava as folhas do limoeiro que ficava mesmo em frente da grande janela. Quando o tempo estava bom, descia ao pequeno quintal e aí brincava por entre os canteiros de onde pendiam os brincos de princesa. No Outono ia apanhando as tangerinas que lhe adoçavam aqueles momentos únicos. Por vezes montava o triciclo e serpenteava por entre os minúsculos caminhos que rodeavam aquele jardinzinho que lhe parecia um enorme mundo.
A avó contava-lhe histórias verdadeiras; memórias e invenções pacientes, misturadas numa alegre composição de quem tem tempo para colorir as horas das intermináveis tardes dos verões infantis, quando o mundo era ainda uma criança que sorria perante a infinitude das suas alegrias.
Ao abrir os olhos, agora, nota que no jardim já não existem canteiros, que as árvores já não dão frutos e que as histórias da avó são hoje as suas próprias memórias. Percebeu que as alegrias não são infinitas e que os verões têm fim.
No entanto, as tangerinas continuam a ser doces, as nuvens continuam a passar devagar e as histórias, mesmo as verdadeiras, continuam a fazer sentido quando se enchem de invenções pacientes que as tornam eternas.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Lucy

As palavras de Wordsworth, a música de Neil Hannon, uma certa ideia de Inglaterra, aquela de que eu, também, gosto.
Lucy encerra Liberation e abre-nos a vontade de continuar a ouvir The Divine Comedy!

domingo, 17 de maio de 2009

Good moments...

Deve ser a isto que chamam uma boa mesa!

sábado, 16 de maio de 2009

The lamb...

«Quita tus dedos de mi ojos. Quando escribo me gusta contemplar las mariposas de cristal...»

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Às portas de Santo Antão


Imagino a Rua dos Condes nos anos 30 e 40. Pejada de gentes que passeiam pela baixa lisboeta, num inicio de uma noite de verão. Olhando os corrupios que se adivinham nas Portas de Santo Antão. Enchendo cafés e restaurantes, preparando-se para assistir a uma soirée cinematográfica. Gozando a noite lisboeta, naqueles tempos de dias tão cinzentos que se tornavam, inesperadamente, tão coloridos à noite.
Entravam as pessoas na sala de cinema, naquela sala que me dizem ter sido das mais bonitas de toda a cidade. Eu, infelizmente, nunca a vi na sua totalidade. Espreitei-a uma vez, quando pelas portas entreabertas pude admirar, quase de relance, uma decadência que se veio tornando hábito em Lisboa, nesta cidade moderna que parece tudo esquecer.
Hoje o Odeon ainda lá está, velhinho, talvez à espera de uma cura, talvez desesperando por uma remodelação que lhe traga outras cores, como aconteceu com o seu vizinho de cima. Qualquer que seja a solução uma desconfiança continua a espreitar os meus receios, a de que Lisboa teime em não ter memória.
Bom fim de semana!

Palavreados



Gosto de frases grandiloquentes. Daquelas que ostentam um fato de gala, que se deixam banhar de luzes de todos as cores, daquelas que se põem em bicos dos pés e tapam tudo em seu redor. Daquelas que, apesar de toda a sua imensidão, não querem dizer absolutamente nada. Como é o caso, comum, da maior parte dos slogans políticos.
São do tamanho da sua bazófia, mas significam tanto quanto as vulgares conversas dos fazedores de pesudo-politica.
Agora é frequente vê-las pelas ruas da cidade. Enormes, naqueles cartazes pelos quais passamos sem ver. Exalam perfumes atraentes, pensam eles, mas tresandam a ideias cheias de naftalina, sabemos nós.
No entanto continuo a gostar daquelas frases, de umas mais que outras é certo, mas não há nada mais relaxante, depois da correria quotidiana, do que ouvir um engravatado qualquer, mesmo daqueles que não usam o acessório, a zurzir-nos a paciência com frases feitas, cheio de certezas que não chegam a convencer o carreiro de formigas que por ali passa, mas mesmo assim convencidíssimo que está cheio de ouvintes e, sobretudo, de razões para lhes agradar.
Coitados, deixemo-los assim, debitando as suas infindáveis verborreias, enchendo-nos o dia de sorrisos, se bem que alguns amargos, e apreciemos as novas frases que fazem surgir como por encanto, escolhidas num qualquer almanaque que Calisto Elói não desdenharia e achando que descobriram a pólvora.
Sim, porque NÓS, EUROPEUS, NÃO ANDAMOS A BRINCAR AOS POLITICOS, PORQUE SE NADA FIZERMOS, NADA MUDARÁ E TODOS SOMOS PRECISOS. FAZEMOS TODA A DIFERENÇA, PORQUE MELHOR É POSSÍVEL para MUDAR EUROPA, MUDAR PORTUGAL!

Eurovisão (V)

Canção número 5: Paulo de Carvalho, 1974, E Depois do Adeus!

Sem desculpas


No DN:

«Alunos do Décroly amarrados em salas
Directora de um colégio para deficientes de Lisboa foi acusada de cinco crimes de maus tratos pelo Ministério Público. Nas buscas, as autoridades encontraram alunos sozinhos, a quem não era dado banho, amarrados e malnutridos(...)»



Tenho-me por tolerante, por conciliatório e até um pouco aberto a algumas pequenas quase-maldades. No entanto há casos em que não consigo abrir a alma a nenhum tipo de tolerância! Esta senhora, que segundo a noticia se chama Cristina Parente, não merece qualquer atenuante, tendo em conta o comportamento que demonstrou enquanto directora de um colégio cuja primeira preocupação deveria ser o bem-estar dos seus utentes, que, como é patente, têm necessidades especiais. Pessoas como estas, que se norteiam pelo lucro fácil, que patenteiam uma cegueira provocada por uma imensa desumanidade e exibem uma incapacidade gritante para serem consideradas gente, merecem-me, apenas, um, muito sentido, comentário: filhos da puta!!!!