
Somos pequeninos!
Andamos sempre atrasados em relação ao que se passa no resto da Europa. Mantemo-nos sempre nas caudas de todas as taxas que marcam alguma positividade, olhamos sempre para cima quando procuramos os caminhos por onde passa a excelência.
Uma vez por outra lá conseguimos
erguer a cabeça, quando algum conterrâneo dá um salto e se mostra ao mundo. Mas isso não é sinónimo de grandeza, será, aliás, sinónimo de maior pequenez, já que nos contentamos com um feito desgarrado e esquecemos a pequenez que nos continua a marcar constantemente. Creio que era preferível não ter nenhum
super-homem ou
mulher-maravilha e conseguir que a mediania fosse elevada, que o comum fosse medido pela bitola alta. Mas, normalmente, fechamos os olhos e deixamos que os que se distinguem corram lá para fora e
nós por cá todos bem, na mesma modorra medíocre, até chegar outro alguém que nos eleve o orgulho nacional, mesmo que por breves instantes, como tem sido norma.
Ainda hoje corre esta notícia por todos os jornais cá da terra:
«Professora suspensa pela forma como falou de sexo
Numa aula de História, uma docente da Escola Básica 2-3 Sá Couto, de Espinho, fala de modo grosseiro sobre virgindade com alunos de 12 e 13 anos. O discurso está numa gravação e originou uma queixa-crime por parte dos pais. »A mim não me choca que se fale de sexo numa sala de aula, aliás acho que as aulas de educação sexual, devidamente enquadradas, são uma necessidade. Para o caso o que mais me interessa é que a senhora professora afirma que estudou muitos mais anos que a mãe duma das alunas em causa e que esta, se se lhe quiser dirigir, terá que usar a expressão
SENHORA DOUTORA! Isto sim, confirma, de forma singular, a pequenez que nos tem vindo a caracterizar!