quarta-feira, 6 de maio de 2009

Farinhas


Será isto que o ministro Pinho quer para o deputado Rangel?
Uma festa permanente?
Na cozinha?
Será esta a receita do sucesso para a economia doméstica?
Ou é apenas mais um grande 31?
Ou será que é 33?

Sessão de autógrafos


(Foto roubada daqui)

Com a Feira do Livro voltou a febre dos autógrafos. Fazem-se filas intermináveis para obter uma breve riscadela dos escritores no livro que acabámos de comprar. Normalmente é o livro mais recente, aquele que precisa de ser vendido! As editoras fazem destas sessões verdadeiros momentos de publicidade e promoção dos seus produtos. Estão no seu direito. Como estão os compradores, já que gastam o seu dinheiro. Tal como estarão os escritores que assim sempre ajudam à venda do resultado do seu labor. Pelos menos aqueles que acreditam que aquilo que escrevem é, meramente, um produto comercial.
Eu fico sempre um pouco constrangido na hora de pedir autógrafos. Pelo menos em certames deste tipo, onde os autores estão como numa montra, esperando que quem passe se emocione com a sua presença, pare, compre e peça a assinatura. Raramente pedi autógrafos na Feira do Livro. Lembro-me apenas de duas ocasiões. Uma há já muito tempo, quando saiu o Fado Alexandrino do Lobo Antunes, em que lhe pedi um autógrafo no Memória de Elefante e há pouco tempo quando pedi ao Rodrigo Guedes de Carvalho a assinatura no Daqui a Nada quando o que estava à venda era o Canário.
Já pedi noutras ocasiões, no chamados Encontros com os Escritores, em que, aí sim, depois duma conversa, duma troca de ideias sobra a obra, da criação duma certa cumplicidade, momentânea é certo, me sinto á vontade para o fazer, porque foi criada uma certa empatia e porque ali não há apenas montras. Normalmente nessas ocasiões levo todos os livros que tenho desses autores e a assinatura vem sempre acompanhada de mais alguma coisa, o que me causa uma satisfação muito maior.
De qualquer maneira e para lá de todas as assinaturas nas páginas de guarda dum livro, interessa-me mais que a assinatura que o autor me entrega, venha em todas as páginas que identificam o seu trabalho como um todo, inteiro, tornando-se uma dedicatória completa a todos os que ficam agradados com o que acabaram de ler! Será esse, talvez, o verdadeiro e único autógrafo que vale a pena! Todos os outros, embora agradáveis, são meros acessórios. Eu, com as duas excepções já referidas, prefiro pedir o autógrafo depois de ler os livros. Mesmo aos escritores que já partiram!

Absolut (31)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Política de Verdade

Agora que se vêem, por todo o lado, uns enormes cartazes a proclamar a Política de Verdade, lembrei-me desta canção!
Creio que, se a senhora que se mostra nos tais cartazes, conseguisse transmitir a sua verdade através duma boa-fé consistente, duma honestidade inquestionável e com uma sinceridade absoluta, conseguiria, certamente, dar mais confiança aos seus seguidores...

Youll see your problems multiplied
If you continually decide
To faithfully pursue
The policy of truth



Ser pessoa...


Ainda há quem renegue as suas origens, quem não suporte o peso da história, quem não reconheça a importância da memória!
A esses só lhes posso desejar que nunca se sintam abandonados no desespero de não saberem quem são! A esses só lhes posso dizer que o rasto cultural e biológico que os sustenta, é o único elo que ainda possuem com a verdade, pelo menos aquela que lhes pode oferecer a personalidade individual e colectiva que faz com que os seres humanos ainda o continuem a ser.
A menos que renunciem à continuação e que queiram personificar o fim, como aliás, parece estar a ser o objectivo de muitos dos decisores mundiais que teimam em esquecer-se de ser pessoas…

Chinesices


E por cá ainda nos queixamos do SIADAP e do sistema de avaliação dos professores!!!!

«Uma região da China teve uma ideia, no mínimo, fora do vulgar.(…)
Segundo o jornal «Global Times», foi ordenado aos funcionários públicos e professores de Gongan que fumassem pelo menos 230 mil maços de tabaco por ano da marca local Hubei, uma forma de ajudarem as finanças locais. (…)Aqueles que não ajudassem às receitas ou que fumassem outras marcas de tabaco de outras províncias ou mesmo do estrangeiro seriam multados ou demitidos.(...)»

Maio de 68


Há 41 anos o jovem Daniel, que sorri nesta fotografia, encarnava o espirito de revolta e contestação que explodiu nas ruas de Paris e nas consciências de todo o mundo...
De todas as mensagens mais ou menos extremistas, mais ou menos contundentes, gosto de realçar esta:

Que expressa, na sua simplicidade, a razão inteira para uma qualquer luta!

Absolut (30)


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja



Obrigado por todos os momentos de admiração, de fantasia e de gozo. Com Cinema de Animação aprendemos que os desenhos animados podiam ser muito diferentes e ao mesmo tempo cativantes.

fade out...KONIEC

Absolut (29)

domingo, 3 de maio de 2009

O rapaz do lápis azul


O velho coronel olhava condescendente para o jovem rapaz que agora o ajudava na árdua tarefa que já era sua há tempo demasiado.
O velho coronel sentia-se cansado depois de tanto tempo a ler, a cortar, a riscar, a emendar. Já nem se lembrava de quantos lápis azuis tinha gasto.
Os tempos eram outros. O entusiasmo, que tinha sido seu apanágio constante, ia agora esmorecendo.
O jovem, cuja principal motivação era agradar-lhe a todo o custo, tinha-lhe sido recomendado por um velho amigo com o argumento de que era um rapaz às direitas, temente a Deus e aos poderes instituídos, com muita vontade de ajudar e dono de um código moral muito vincado. Tudo isso e uma amizade devedora de alguns favores, fizeram com que o coronel tivesse acedido.
O rapaz não tinha muitos estudos, mas era simpático e dedicado e nem o facto de ser filho de pai incógnito impedira o coronel de lhe dar a mão.
O jovem tinha a sua própria colecção de lápis azuis e estava desejoso de lhes dar mais uso. Já tinha experimentado em alguns pequenos textos e o coronel tinha aprovado sinceramente. Este rapaz tem futuro!
Isto se o futuro deixasse e por aí andava grande dúvida. O coronel tinha ouvido uns rumores que não o tranquilizavam. Uns quantos oficiais andavam descontentes. Um general tinha tido a ousadia de escrever um livro sobre o futuro de Portugal e ninguém lhe tinha posto o lápis azul em cima. E tinha havido aquela idiotice das Caldas há menos de uma semana.
No entanto, o jovem estava cheio de esperanças.
Poucos dias mais tarde o rapaz apanhou um terrível choque. Os lápis azuis tinham sido banidos por um bando de capitães descontentes. A sua carreira e o seu futuro estavam comprometidos.
O coronel não sobreviveu muito mais tempo. Morreu de desgosto asseverava o rapaz.
Quanto a ele, foi trabalhando por aqui e por ali até que se fixou como funcionário de uma cadeia de supermercados. Foi fazendo carreira. Subindo degrau a degrau, empenhada e decididamente. Até que foi nomeado responsável pela secção de livros e música.
Do fundo da sua memória recuperou os ensinamentos do velho coronel e jurou a si próprio que o lápis azul iria recuperar a sua importância.
O livro que estava à sua frente, daquele brasileiro imoral e decadente, iria ser o primeiro de uma longa lista que, mentalmente, ia já elaborando…

O triunfo do céptico


Nunca acreditou que a vida fosse mais do que os curtos anos que lhe foram concedidos naquele pequeno planeta dum remoto sistema solar, perdido numa galáxia de segunda categoria.
Nunca esperou, aliás, que houvesse mais significado para o facto de estar vivo, do que o fortuito acaso de se terem juntado uma espécie de ovo com uma espécie de girino.
Sempre considerou que as breves coincidências que tinha vivido, eram apenas fruto de acasos, explicados por conjunturas com uma base científica qualquer, mesmo que nunca a viesse a confirmar.
Para ele, Deus e o Diabo eram somente ficções criadas por almas sedentas de explicações tortuosas que não conseguiam alcançar a simplicidade matemática do universo.
Na sua visão do mundo tudo tinha a explicação simples de uma soma infalível.
Por isso, no dia em que reparou que lhe crescia uma pequena cauda rosácea em forma de rosca e que cada vez que tentava falar apenas lhe saiam grunhidos toscos, saiu calmamente de casa e dirigiu-se à pequena editora de que era proprietário.
Nesse dia compreendeu finalmente o que o George lhe queria explicar naquele livrinho que ele tinha recusado publicar.

sábado, 2 de maio de 2009

A Marca Amarela na tela grande

A sétima arte continua a percorrer os, excelentes, caminhos que a 9ª foi abrindo.
Enquanto Spielberg e Jackson se aterefam a concluir o seu Tintin, já se vai anunciando que estes dois senhores,



irão personificar estes,

Por mim parece-me uma boa escolha, até porque A Marca Amarela tem acção e descobertas cientificas em doses suficientes para que estes dois senhores se sintam muito bem enquadrados!

Somewhere over Oz


Depois de receber o coração do Espantalho, o Homem de Lata ofereceu a sua coragem ao Leão para que este que este pudesse ter a audácia de doar o seu cérebro ao Espantalho. E assim continuaram, satisfazendo as necessidades uns aos outros, não reparando que ali bem perto a menina Dorothy ia recolhendo os tijolos dourados guardando-os na enorme sacola que Oz, amavelmente, mantinha aberta sem se lembrar para que servia aquela pequena vara que tinha no bolso esquerdo do seu casaco.
Lá ao longe a Bruxa Má do Oeste tentava, sem êxito, cantar uma música sobre um arco-íris, acompanhada pelos ganidos furiosos de Toto…
Entretanto Judy Garland jurava a pés juntos, por sinal muito bem calçados nuns bonitos sapatinhos bordados a rubis, que nunca tinha estado no Kansas!
Enquanto isso o senhor Baum ia discutindo acaloradamente com o senhor Fleming até que o senhor Elton, que usava uns óculos enormes, se acercou deles e lhes disse, apontando para Dorothy que se afastava com a enorme sacola às costas:

Goodbye Yellow Brick Road


sexta-feira, 1 de maio de 2009

A luta continua!!!


Na RTP online:

«(...)O candidato do PS às eleições europeias foi insultado e agredido durante a manifestação do 1º de Maio da CGTP, tendo sido empurrado e cuspido aos gritos de «traidor» e «mentiroso».
Acompanhado de Vítor Ramalho e Ana Gomes, Vital Moreira foi agredido quando pretendia apresentar cumprimentos à direcção desta central sindical(...)»


Parece que o senhor Moreira não sabia que o SDRB (Sul e Ilhas) ia estar representado em força hoje na manif da Intersindical!!!
A luta dos trabalhadores no seu melhor!!!!

Ah é verdade, para quem não saiba SRB (Sul e Ilhas) quer dizer Sindicato Democrático dos Rufias e Brigões (Sul e Ilhas)!