sexta-feira, 27 de março de 2009

Teens


Para mim que já fui adolescente...
Para vós que o sereis...
Para todos os que ainda o são...
Para nós que nunca quisemos deixar de ser...

«(...)All grown up
And you don't care anymore
And you hate all the people that you used to adore
And you despise all the rumors and lies of the life you led before
(...)
But look at yourself
You'll see you're still so young
You haven't earned the weariness
That sounds so jaded on your tongue (...)»

quinta-feira, 26 de março de 2009

B 52's



O verdadeiro bombardeiro! A mais gostosa bomba!
Deadbeat Club!
Enjoy..

Shiuuu...



Ou quando os olhos são os melhores ouvintes...

Aujourd'hui je me sens...


«(...)My words fly up to heaven, my thoughts remain below
Words said without feeling never to heaven go...»

The Divine Comedy (Casanova - Middle-Class Heroes)

Magalhães em saldo!


No SOL online:

«Por pais de alunos
Magalhães podem estar a ser vendidos no mercado negro

O computador Magalhães é entregue aos alunos do primeiro ciclo em regime de propriedade plena e alguns professores já alertaram para casos em que os portáteis podem já não estar com as crianças e ter sido cedidos ou até vendidos(...)»


O Magalhães nunca mais chega! dizem…
O Magalhães tem imensas falhas! dizem…
O Magalhães tem erros de português! dizem…
A mim, o que me parece é que quem tem falhas e quem é o verdadeiro erro é O Português!
A mim, o que me parece é que este é um típico caso de dar pérolas a porcos!
Não é politicamente correcta esta afirmação?
Pois não, mas que se lixe! O Português também não o é!!!

Galeria do Nunca (34)


Paul Gauguin
O Cristo Amarelo - 1889

Absolut (3)

O prestigio da literatura


Hoje, no JN, vem uma curta entrevista com José Rodrigues dos Santos. Sobre aquilo que acho da escrita deste autor/jornalista já falei aqui.
Agora J.R.S. afirma duas coisas a que eu gostaria de dar algum realce. Numa primeira afirmação diz que antes de si a «Literatura portuguesa hostilizava os leitores»! Ora,acho eu, nenhuma literatura tem como objectivo hostilizar um leitor, terá, isso sim a vontade e até a necessidade de conquistar leitores! Só assim poderá fazer sentido. Um livro serve para ser lido, absorvido, vivido! Mesmo que, por vezes, seja difícil entrar em alguns, o que poderá tornar o desafio ainda mais aliciante! Ou seja, se um livro for de fácil leitura, de entendimento linear, de escrita escorreita, pode ser mais lido, mas não quer, necessariamente, dizer que é melhor, e essa parece ser a ideia central deste autor. Os seus livros são muito vendidos, o que não é sinónimo de mais lidos. E isso vem entroncar na outra afirmação que gostaria de realçar: «Esses livros são comprados para serem colocados na estante como um objecto de prestígio, não necessariamente como objecto de leitura.». Um livro não é um bibelot! Quem usa livros como elementos decorativos não sabe, nunca saberá, usufruir de um bem inestimável. A literatura, mesmo a mais fácil, não pode servir para adornar, serve para viver e o maior prestigio que se pode ter ao colocar um livro numa estante é saber que ali está algo que nos acrescenta enquanto pessoas

quarta-feira, 25 de março de 2009

Provavelmente...


Será por isto que andam aí tantas azias?
Eu cá continuo a achar que a Sagres e a Super Bock são bem melhores! E essas sim, são portuguesas!

Não há pachorra!


No Público online:

«Em causa a final da Taça da Liga
Padre em Lisboa recusa baptizar meninos com nome Lucílio

A polémica em torno da arbitragem da final da Taça da Liga entre Sporting e Benfica chegou à Igreja quando um pároco em Lisboa, fervoroso sportinguista, anunciou que não irá baptizar meninos com nome Lucílio.
"Aproveito para vos anunciar que, enquanto for responsável por esta paróquia, não faço intenções de baptizar nenhum menino chamado Lucílio. Queiram dispor para tais propósitos dos serviços de uma paróquia vizinha", anunciou domingo o padre João José Marques Eleutério antes do tradicional "Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe".(...)»


Depois disto (e de tudo o que tem sido dito acerca do mesmo assunto) deixa de ser possível elaborar quaisquer comentários quanto à sanidade mental dos nossos compatriotas!
Apesar de mais à frente o mesmo padre ter declarado que se tratava de uma piada:
"Foi uma brincadeira e os paroquianos já sabem que eu gosto do Sporting e gosto de fazer piadas", disse o sacerdote, garantindo no entanto que nenhuma criança ficará por baptizar: "se não for eu, será outro sacerdote". Não deixa de ser sintomática esta loucura à volta de um mero jogo de futebol.
Decerto que os psicólogos muito terão a dizer sobre esta demência colectiva. Eu, por mim, e tendo em conta que o próprio Jesus terá sido pescador, apetece-me só dizer: dediquem-se à pesca!

A rua da minha infância


A rua da minha infância não era diferente de tantas outras ruas que por ali se acotovelavam. Os guerreiros, que por lá batalhavam todos os dias, não eram muito diferentes de todos os outros que pelejavam nas ruas contíguas. O Sol, que a banhava nos seus dias, devia ser o mesmo que inundava de luz e calor as ruas que lhe ficavam fronteiras. A chuva, quando caía, quase de certeza que molhava igualmente as pedras das calçadas das outras ruas.
As manhãs em que descíamos das casas e a olhávamos como se fosse uma novidade, eram iguais por todo o lado. Os momentos em pegávamos na bola e a fazíamos correr à nossa frente, marcando os mais bonitos golos que se podiam imaginar, eram os mesmos que os nossos vizinhos também festejavam.
A rua da minha infância foi, certamente, a mesma de tantas outras infâncias. Alegre, risonha, exultante, por vezes medonha, até um pouco triste, de quando em quando.
Mas aquela rua, apesar da sua aparente indiferenciação, era única. Única porque minha. Única porque foi a da minha infância e, por muito que a mesma não tenha sido tão diferente de tantas outras, teve uma grande particularidade, foi ela que me fez chegar até aqui com este sentimento feliz de quem tem uma rua de infância só sua!

Absolut (2)

E os outros?


Vai a RTP levar ao ecrã uma nova série documental sobre livros portugueses. Chamar-se-á Grandes Livros e irá ter doze episódios.
Os Maias, de Eça de Queiroz; O Delfim, de José Cardoso Pires; Os Lusíadas, de Luís de Camões; Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco; Navegações, de Sophia de Mello Breyner; Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto; Sermão de Santo António aos Peixes, de Padre António Vieira; Aparição, de Vergílio Ferreira; Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa; Sinais de Fogo, de Jorge de Sena; Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett; Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio são as obras e os autores escolhidos.
Não querendo, nem podendo, imiscuir-me na selecção feita, que até considero bastante boa, gostava no entanto, de me espantar por estarmos sempre a bater na mesma tecla! Com a excepção de Cardoso Pires ou de Sophia, parece que não escrevemos nada há mais de 50 anos! Então e os contemporâneos, os modernos, os novos ( e alguns nem o são tanto assim)?
Saramago, Lobo Antunes, Herberto, Mário de Carvalho, Gonçalo Tavares, José Luis Peixoto e tantos, tantos outros. Porquê continuarmos a insistir, sempre, na mesma escrita? Porquê este cheiro a bafio bibliográfico?
A não ser que a RTP continue a lista e, dentro de pouco tempo, tenhamos uma nova lufada de um ar mais fresco, uma renovação literária/televisiva. Acho que a merecemos, a bem da literatura e a bem de uma melhor televisão!

Galeria do Nunca (33)


Júlio Resende
Cor de Goa - 1997

terça-feira, 24 de março de 2009

Eurofestival

Neil Hannon mostra-nos o Festival da Eurovisão como nunca o tinhamos visto!
Imperdível!