terça-feira, 17 de março de 2009

Much Ado About Nothing


«Direcção Regional do Norte nega discriminação racial em escola de Barcelos
Escola da Lagoa Negra: três partidos políticos pedem presença da ministra da Educação no Parlamento

Segundo um comunicado da DREN, a criação de uma turma-projecto é uma “medida provisória” e o seu objectivo era responder às especificidades deste grupo de jovens, como o risco de abandono e a dificuldade de frequência, adequando os currículos e horários de funcionamento. Quanto ao contentor, a DREN diz que a turma funciona num “monobloco igual a centenas de outros utilizados nas nossas escolas”, garantindo que este possui todas as condições, como sistema de aquecimento e ar condicionado.(...)»


Esta é uma daquelas situações em que, creio, se faz muito barulho acerca de nada!
O politicamente correcto, de tanto se bater torna-se, muitas vezes, logicamente incorrecto. Ao que parece, as crianças ciganas não estão encarceradas num contentor, a discriminação, a existir, parece ser pela positiva, e os fazedores de notícias, de tanto as sensacionalizarem, acabam por fazer figura de tolos!
Há, neste caso, uma evidente tentativa de denegrir alguém. Alguém que, muito possivelmente, até tem inúmeros pecados, mas que, agora, parece ter tido algum bom senso e actuado de forma a contrariar algumas tendências menos favoráveis. Até porque, todos nós o sabemos, mesmo aqueles que se julgam muito humanistas e politicamente correctos, os ciganos são tudo menos adeptos do integracionismo. Ou não será assim?...

( A foto que acima se reproduz, apesar dos "contentores", não é da Escola da Lagoa Negra)

Galeria do Nunca (27)


Sandro Botticelli
O Nascimento de Vénus - 1485

Frente e Verso


Carvão no Porão, ou Perdidos no Mar, ou Coke en Stock.
Uma aventura de Tintin em frente e verso!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Galeria do Nunca (26)


François Schuiten
O Arquivista - 1987

sexta-feira, 13 de março de 2009

Um jardim bonito


É um jardim bonito, até tem um lago com barquinhos e tudo. Mesmo junto ao lago construíram, há um bom par de anos, uma espécie de centro comercial. Chamaram-lhe Caleidoscópio. Lá dentro, na cave, fizeram um cinema. Se bem me lembro, na sala predominavam os tons vermelhos. Recordo-me de lá ter visto, pelo menos, dois filmes muito populares na altura, o Saturday Night Fever e o Grease. Hoje o cinema, como tantos outros, já desapareceu. Em seu lugar surgiu uma livraria, o que me leva a dizer que, em princípio, nem tudo se perdeu. No entanto, o jardim do Campo Grande teria tudo a ganhar se fosse revitalizado nesta Lisboa que, em vez do verde, se especializou no cinzento de urbanizações sem rosto.
Bom fim de semana!

O alegre inchaço


Já por aqui referi aquela fábula em que uma rã, vaidosa, ao querer mostrar às suas congéneres, a sua, mal avaliada, importância, começou a inchar, a inchar, até alcançar o tamanho duma vaca. Também todos sabemos o resultado.

Está a parecer-me que Manuel Alegre anda um bocadinho para o inchado!!??
Alegre: "Se eu fosse às reuniões do grupo parlamentar, se calhar já não havia grupo, nem governo"
(No Público online)

Galeria do Nunca (25)


Rembrandt Van Rijn
A Ronda da Noite - 1642

quinta-feira, 12 de março de 2009

Comercial- 30 anos


Parece que a Rádio Comercial faz hoje 30 anos! É bonito, sem dúvida, uma rádio chegar a tal idade e, ao que parece, estar aí pujante e cheia de vida. Por isso lhe deixo os meus muito sinceros parabéns.
Acrescento ainda que, por estes dias, passo os meus ouvidos pela Comercial, mas é só isso mesmo, passar os ouvidos. E tenho pena que assim seja, porque já fui um fidelíssimo comercialista! Sobretudo nos primeiros anos, naqueles em que a rádio era ainda pouca, mas era, sem dúvida, boa!
Não me consigo rever nesta rádio feita a correr, sem tempo para esperar. Muito jovem, muito dinâmica, muito pouco cheia daquilo que nos faz bem. Das músicas ligadas às palavras, da inovação calma, dos programas de autor, dos autores dos programas, das músicas certas, escolhidas pelas vozes certas e não por playlists acéfalas.
Vou continuar a passar os ouvidos pela Comercial, esperando, talvez sem sucesso, pela rádio que já foi minha e não vou esquecer que, se hoje gosto de rádio, a grande culpada foi, de facto, a Rádio Comercial!

The special wrestler


No Expresso online:

«Mourinho acusado de agredir adepto do Manchester
O treinador português terá dado um soco na face do adepto, no final do jogo da Liga dos Campeões. A Polícia britânica já investiga o alegado incidente. (…)»


Ora aí está o que parece ser uma das máximas do Special One: Nunca deixar os seus créditos por punhos alheios!!!!

A continuação da memória


Um momento parado no tempo?
Uma memória viva?
Um documento histórico?
Uma prova de vida?
Uma recordação boa? Dolorosa?
Um afago? Um sorriso?
Arte? Efemeridade? Permanência?
Eternidade…
Olhares únicos que nos continuam a observar para lá do tempo.
Instantes que gostamos de reter, porque nos tornam imortais.
Nostalgias que nos emudecem a alma e nos transportam para lá daqui.
Marcas indeléveis que teimam em perpetuar-se em nós.
São calores, carinhos, necessidades, que buscamos, que estão ali, ao nosso alcance. Substitutos de algumas realidades, daquelas que estão longe e até daquelas que, se calhar, nunca existiram realmente.
Olhares… fixos mas vivos. Nossos e de quem nos fita ali, imóvel mas presente, pelo menos presente em nós que não o queremos perder, que queremos que a perpetuação que a fotografia nos oferece, seja mais que um momento fixado por uma máquina.
Queremos, isso sim, que se transforme na imortalidade dos momentos que nos alimentam a vida, na ininterrupta continuação da memória.

Galeria do Nunca (24)


Henri Toulouse-Lautrec
No Moulin Rouge - 1892/1895

quarta-feira, 11 de março de 2009

Espelho meu...


No Expresso online:

«A vez do homem neossexual
Esqueça o metrossexual, que esbateu as diferenças de comportamento entre os dois sexos. Segundo um estudo encomendado pela Axe, elas preferem um homem capaz de encontrar um equilíbrio entre a virilidade e a sensibilidade. Que realce o seu lado mais forte e tradicional mas sem receio de ser sensível e emocional. Chamam-lhe neossexual e é o preferido de 80 por cento das 2800 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e 35 anos, inquiridas pela empresa de estudos de mercado argentina Datos Claros em 14 países da Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. (…)»


E se em vez de metro, homo, hetero, retro, bi ou neo, procurassem apenas o homem, ou a mulher, ou, ainda melhor, a pessoa?
Esta necessidade, absurda, de rotular, de catalogar, de arrumar é, no mínimo, um sintoma de que não conseguimos sobreviver sem nos expormos de forma contínua e artificial. Esta preocupação, doentia, em nos enquadrarmos numa qualquer embalagem, muitas das vezes sem termos a noção do que isso é, parece-me redutora perante a possibilidade, que devíamos aproveitar, de sermos apenas nós próprios, esquecendo espelhos que mais não são que espartilhos a um desenvolvimento salutar das personalidades que, desejavelmente, deviam esclarecer exactamente aquilo que somos e desejamos e não reproduzir meras imagens de gosto duvidoso.
A imagem, por muito agradável à vista que seja, não passa disso mesmo, uma mera imagem quantas vezes reflectida num espelho danificado.
E depois todos nos lembramos, ou devíamos lembrar, do que aconteceu à madrasta da Branca de Neve!

Il Postino


Serão, os inspirados poetas, capazes de se chegarem à simplicidade de um homem que é grande mesmo sem o saber?
Serão, os fazedores de palavras, capazes de se reverem na naturalidade daqueles que os motivam?
Estarão, os imortais, conscientes da enormidade daqueles que passam despercebidos, não por serem menores, mas por serem, de facto, a verdadeira bomba que movimenta o coração?
Será, um homem simples, capaz de mexer no mundo, de o fazer avançar, de lhe dar razão, de transformar a simplicidade na maior beleza possível?
Sim, é!
Basta ver estas imagens e imediatamente saberemos que a vida não se extingue depois de, aparentemente, ter acabado, muitas vezes é aí que abrimos a oportunidade para, verdadeiramente, a conhecermos.

«Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente, encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas»
Pablo Neruda

Galeria do Nunca (23)


Dante Gabriel Rossetti
Beata Beatrix - 1864/1870

terça-feira, 10 de março de 2009

Boris


Há 89 anos nascia Boris Vian!

«(...)Y a du soleil dans la rue
J'aime le soleil mais j'aime pas la rue
Alors je reste chez moi
En attendant que le monde vienne
Avec ses tours dorées
Et ses cascades blanches
Avec ses voix de larmes
Et les chansons des gens qui sont gais
Ou qui sont payés pour chanter(...)»