quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Marcas na História (43)


Journal Tintin Nº1 - 26 de Setembrode 1946

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pescarias em familia

Ainda há pouco falava da família e veio-me à memória, não uma frase batida, mas um texto de Mário Henrique-Leira dedicado às famílias que facilmente embarcam em altas pescarias e em cozinhados, no mínimo, duvidosos, embora muito apetitosos!!!

Tios


Este é um tio que, certamente, todos nós conhecemos!
Ele, tal como outros tios que por estes dias têm sido muito badalados, parece ter apenas uma preocupação central na sua vida!
Ele, tal como outros tios que ultimamente têm surgido muito, não se preocupa muito em fazer o que quer que seja para alcançar os seus objectivos!
Ele, tal como alguns tios de que temos ouvido falar, não conhece a palavra escrúpulos!
Agora ele, ao contrário do que parece acontecer com outros tios, acaba sempre por salvaguardar a sua família!

A Afirmação de Pereira!


Portugal, no final dos anos 30, seria um país cinzento, com poucos raios de sol que conseguissem iluminar e aquecer aqueles que procuravam viver e vencer as contrariedades que, constantemente, se lhes apresentavam.
Lisboa, apesar de alguma vivacidade, própria de uma cidade que nunca se deixa abater, mesmo quando tantos o tentam, seria uma cidade amordaçada, retraída, entre os muros, cada vez maiores, de uma repressão cega que conseguia tornar escura a cidade branca das mil cores. Mesmo aqueles que sabiam mais alguma coisa para além das trivialidades, se sentiam amarrados a dúvidas, a medos, açaimados perante a estupidificante coibição que lhes era imposta pelos esbirros que, na altura, iam aprendendo e praticando as maneiras de desprezar a vida humana e a capacidade de pensar, de ser pessoa!
Nessa cidade branca das mil cores que, a todo o custo, os poderosos queriam tornar cinzenta, surgiu Pereira, discreto jornalista que se foi apercebendo que a sua vida poderia fazer a diferença, poderia tornar-se pessoa, libertar-se dos grilhões que, lenta e eficazmente, lhe iam impondo, que o iam matando sem quase se aperceber e num rasgo individualista, mas simbólico, Pereira tirou o casaco, alargou o nó da gravata, pegou na mala e abriu as portas ao mundo! Libertando-se, libertou um pouco de todos aqueles que se mantinham presos à escuridão.
Tabucchi o criou, Faenza o mostrou, Mastroianni lhe deu alma! Três italianos, filhos de um fascismo cruel, mostraram-nos, aos enteados portugueses, que é na firmeza e no ideal de cada um de nós que pode residir a esperança!

No Ar (29)


Há pessoas que sabem falar! Melhor, que sabem juntar as palavras com sentido, que nos fazem parar para as ouvir, que nos deliciam com a sua fluidez, com a sua pontaria, com a beleza do que dizem! Há vozes que se adequam, certeiramente, a essas palavras, que lhes dão consistência, verdade, vida!
Há palavras que são verdadeiros Sinais, que funcionam como motores, ou como vestígios, como indícios daquilo que, realmente, importa.
Fernando Alves mostra-nos aqueles sinais de que todos, de uma ou outra forma, precisamos. Na TSF todas a s manhãs.

Marcas na História (42)


Paris - Maio de 1968

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Till the cows come home!


Praça de Espanha, Lisboa - Janeiro de 2009

«(...)
Things are better now - Things are better now
We've education
I doff my cap to a life that lets you
Dream a poor man's dream
But he can't have his coffee with cream
Till the cows come home»

(Prefab Sprout)

London, London


«(…)
I am lonely in London without fear
I'm wandering round and round, nowhere to go
While my eyes go looking for flying saucers in the sky
(…)
I choose no face to look at, choose no way
I just happen to be here, and it's ok
(…)
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say
While my eyes go looking for flying saucers in the sky»


Caetano Veloso

No Ar (28)


Nos anos 80 aos sábados, na Rádio Comercial, as Pousadas de Portugal ofereciam-nos duas horas de uma música calma e relaxante, apresentadas por uma das melhores vozes da rádio de então. José Ramos encontrava-se connosco entre as 13h e as 15h para um reconfortante Tempo de Fuga!

Marcas na História (41)


7 de Março de 1957 - Inicio das emissões regulares de televisão em Portugal

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vamos ao nimas


Nesta ronda cinéfila por uma Lisboa já quase esquecida, parei hoje aqui, num lugar que ainda existe. Num Nimas que, apesar de todos os ventos e marés, ainda se mantém fiel a um cinema diferente, pelo menos diferente daquilo que nestes dias se pode ver na grande maioria dos sítios onde podemos ver cinema.
O Nimas terá muitas histórias para contar, muitos dias a ver filmes, muitas horas em que uma febre por lá passou também, aos sábados de manhã. São restos de tempos, despojos talvez, de um tempo que nos ficou na memória, de um tempo que, ainda, é possível revisitar, sem mágoas, mas com uma nostalgia melancólica, que, de qualquer forma, nos vais permitindo manter vivos alguns dos desejos passados.
Bom fim de semana!

Surrealizar por aí...


Há 20 anos que Salvador Dali desapareceu do nosso mundo...
provavelmente continua a surrealizar por aí, em algum lugar onde a sua genial loucura se vai (des)materializando... no interior de algum sonho... do outro lado da vida!

No Ar (27)


A sua criação transformou a face da rádio em Portugal. Mudou a maneira de conseguir e transmitir noticias, como que reinventou o jornalismo na sua globalidade e não apenas o radiofónico.
Nomes bem conhecidos e de referência estiveram na sua génese. Adelino Gomes, Emídio Rangel, David Borges, Fernando Alves e Joaquim Furtado foram alguns deles.
Ao longo dos tempos muitos saíram, muitos outros entraram. Novos e seguros valores surgiram, como Carlos Vaz Marques por exemplo.
A 29 de Fevereiro de 1988, ainda com o estatuto de pirata, faz a primeira emissão e a 20 de Março de 1989 passa a emitir em 89.5 (Lisboa), a frequência actual.
Se bem que hoje a sua aura esteja um pouco menos brilhante, a TSF continua a ser uma rádio de referência, uma rádio que continua a ir ao fim do mundo, ou ao fim da rua, se tal se justificar.
Para além de que tudo o que se passa, passa na TSF!

Marcas na História (40)


5 de Outubro de 1143 - Tratado de Zamora

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

AH!...


É nosso o direito à interrogação.
É nosso o direito à confirmação.
É nosso o direito de abrir e fechar os olhos consoante a nossa vontade.
É nosso o direito de hastear bandeiras, de persegui-las e mantê-las.
Tal como também é o de recolher, abandonar, perder!
É nosso o direito à indignação.
É nosso o direito à revolta.
É nosso o direito à quietude.
Tal como é o de calar e falar, o de rir e de chorar!
É nosso o direito a marchar.
É nosso o direito a gritar.
É nosso o direito a fazer.
Tal como é o de parar, o de olhar e sonhar!
É nosso o direito a pedir.
É nosso o direito a negar.
É nosso o direito a fugir.
Tal como é o de chegar, ver e ficar!
É nosso o direito a ser…
Azul, verde ou vermelho…
Mulher…homem!
AH!... e pessoa!