segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Resistir sempre!


No início dos anos 90 o chamado boom do rock português, já tinha ficado pelo caminho. Da inúmera quantidade de bandas, cantores e compositores que surgiram na década anterior, tinha sido feita uma triagem e ficaram aqueles que mais qualidade ou maior sucesso atingiram. Alguns desses músicos decidiram então fazer uma espécie de revisão da matéria dada. Reuniram-se num grupo que comportava pessoas oriundas dos Trovante, Xutos e Pontapés, Delfins e Heróis do Mar entre outros e optaram por uma via que despontava na altura, o unplugged!
Era constituído por Alexandre Frazão na bateria, Rui Luís Pereira (Dudas) na guitarra, Fernando Cunha na voz e guitarras, Fernando Júdice e Yuri Daniel no baixo, Fredo Mergner na guitarra, José Salgueiro na percussão, Miguel Ângelo na voz, Olavo Bilac na voz, Pedro Ayres Magalhães na voz e guitarras e Tim também na voz e guitarras.
Pegaram em êxitos de autorias várias e reinterpretaram-nos acusticamente. Primeiro em 1991 com Palavras ao Vento e no ano seguinte com Mano a Mano.
Deram muitos concertos, tendo conseguido uma legião de fãs que não se cansavam de os aplaudir! Tanto assim foi que a sua discografia só ficou completa com um disco duplo ao vivo em 1993, Ao Vivo no Armazém 22!
Acabaram em 1994, mas ainda hoje são ouvidos com um misto de satisfação e saudade!
No fundo, há que saber resistir, sempre!

A vida não tem contrário!


Há muitas vidas que correm numa corda bamba! Com equilíbrios precários, com sobressaltos que, ao mínimo desvio, podem provocar quedas irresolúveis.
Quase todos nós, num ou noutro momento, nos sentimos como um funâmbulo desarticulado que, muitas vezes sem saber como, se encontra no meio de uma corda finíssima sobre um precipício infinito.
Há depois quem caia e sobreviva, há quem nunca mais se volte a erguer e há uns poucos que, apesar de todas as vertigens, conseguem completar o caminho, mesmo que para isso necessitem de várias vidas para o percorrer.
No nosso dia a dia, certamente que nos cruzamos com pessoas assim, pessoas sem nome mas com histórias incríveis, assombrosas, que gostaríamos de conhecer, não por voyeurismo mórbido, mas apenas porque nos poderiam ajudar a entender, um pouco mais, o que é estar vivo, o que significa ser pessoa.
É isso que encontramos em As 3 Vidas de João Tordo, onde, como ele próprio cita, a vida não tem contrário!

No Ar (23)


O teatro radiofónico foi dos grandes momentos da rádio portuguesa, sobretudo entre 1940 e 1970, quando muitos actores e actrizes passavam na rádio textos de escritores de relevo, como os clássicos Eça de Queirós ou Júlio Dinis.
Eram ouvidos com grande atenção e fidelidade por muitas pessoas, que assim iam ficando conhecedoras de vários dos textos clássicos da literatura portuguesa. Foi igualmente, apesar das suas características muito próprias, uma escola de representação, pelo menos vocal, para muitos actores. Lembro-me de ouvir alguns episódios e de me admirar muito positivamente com a qualidade e a veracidade das emissões.

Marcas na História (36)


3 de Agosto de 1968 - Salazar cai da cadeira!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Tivoli na Liberdade!


Sempre o achei como um dos mais bonitos de Lisboa. Grande sim, mas, ao mesmo tempo, dono de uma confortável intimidade. Bonito, sem dúvida, cheio de recantos prazenteiros. Lembrando um velho palácio cheio de histórias, daquelas que ele próprio, zelosamente, guardava, mas também das outras que nos levavam até ele. Como vários outros da sua estirpe, também parou de nos mostrar filmes, de nos contar histórias. Mas, felizmente, ainda lá está, ainda nos abre as suas portas de quando em vez, ainda nos permite visitá-lo. Espero que vá ficando por aí, que nos deixe, tal como aqui vimos, espreitar a rua de dentro de si. E assim não estranhamos tanto esta Lisboa que teima surpreender-nos ao contrário!
Bom fim de semana!

No Ar (22)


A possibilidade e a necessidade de escolhas fazem parte do nosso quotidiano. Todos os dias somos postos perante opções, perante desvios e caminhos que temos de tomar. Uns serão, obviamente, certos, outros nem por isso. Algumas dessas escolhas serão decisivas, quer para a vida que queremos ter, quer para as situações mais comezinhas.
Outras escolhas não serão, aparentemente, tão decisivas, mas são importantes e mesmo definitivas. Falo daquelas que se prendem com os nossos gostos, com a nossa satisfação pessoal e íntima, como os sons que queremos ouvir, as letras que precisamos de ler, os sítios que gostamos de ver, os sabores que nos deliciam.
Este tipo de escolhas fazem, também, um programa de rádio, chama-se precisamente 1001Escolhas e passa todos os sábados de manhã na Antena 1. Dependendo dos seus convidados assim nos conseguimos identificar com algumas das escolhas e até, conhecendo algumas delas, podemos dar por nós a considerá-las como possibilidades para as nossas próprias.
Amanhã, Madalena Balça e a sua equipa lá estarão para nos mostrarem mais algumas.

Marcas na História (35)


Sporting -3- Benfica -6- / 14 de Maio de 1994

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um novo primeiro passo


Se nos sentirmos desanimados, ouvimo-lo:
(…)bebe-se o alento num copo sem fundo(…)

Se fome e sede tivermos e se muito o desejarmos:
(…)bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito(…)

Se acharmos que nos falta a vontade, tomamo-lo:
(…)bebe-se a coragem até dum copo vazio(…)

Olhamo-lo com a esperança cerrada nos olhos:
(…)e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa(…)


E é então que nos surpreendemos de vez :
(…)e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. (…)


E assim o tomamos nas mãos, como uma nova bênção, como um novo caminho.
E seguiremos, para o resto da nova vida!

(agradecendo as belas, e sábias, palavras de Sérgio Godinho)

Entropa


Chama-se ENTROPA, foi realizada por um artista plástico checo de nome David Cerny e pretende representar alguns estereótipos dos vários países que compõem a União Europeia. A ideia até pode ser simpática, procuraria, talvez, desmistificar alguns preconceitos, pôr as pessoas a rirem-se de si mesmas, numa espécie de exercício que poderia permitir que o humor trouxesse algum bom senso aqueles que nos regem os destinos. Não sei bem quais as reacções oficias. Parece que quem a viu teve diferentes comportamentos, desde o choque absoluto, ao riso, até à extremada repulsa.
Por aquilo que consigo ver, parece-me que o autor conseguiu mesmo chocar e se alguns países são retratados com alguma graça, outros há que roçam o muito mau gosto e há aqueles cuja incompreensão é evidente.
Retratar a Bulgária com uma retrete turca, ou a Alemanha como uma espécie de suástica rodoviária, não serão momentos muito inspirados!
Alguma graça tiveram a França, com um cartaz onde se lê a palavra Greve e a Itália, transfigurada num imenso campo de futebol.
Já Portugal é transformado numa tábua onde se instalam vários nacos de carne com as formas das ex-colónias (Brasil incluído). Interpretações aceitam-se.
Pior (ou não) ficou o Reino Unido que nem sequer aparece!

Marcas na História (34)


Invenção da Internet

No Ar (21)


Janela Indiscreta é um programa de rádio, da responsabilidade de Pedro Rolo Duarte, que passa todos os dias na Antena 1. Dedica-se a espreitar a blogosfera do dia, dando nota dos assuntos mais comentados, mais postados. É um programa em que ressalta este novo conceito de dar e ler noticias, de comentar a actualidade, de informar e opinar sobre o mundo, que se espalhou em força por todo o universo virtual que a Internet nos proporciona. Pedro Rolo Duarte faz uma síntese a partir de um assunto de topo e navega por alguns dos blogues mais conhecidos, só é pena que a lista seja quase sempre a mesma e que as referências, por muito boas que sejam, não lhe deixem tempo para visitar outros blogues, não tão conhecidos, mas, possivelmente, muito mais sentidos!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Novas Divinais!


Acabei de ler isto aqui:

«New Album News!
We’re delighted to tell you that Neil has begun work on the next Divine Comedy album.
More details when we have them, but we all hope it will be finished in time to come out in the second half of 2009.»


E só consigo dizer que já estou em pulgas!!!!

Sarilhos com elas!


No Público online:

«O cardeal patriarca de Lisboa surpreendeu ontem à noite o auditório do Casino da Figueira da Foz ao advertir as portuguesas para o “monte de sarilhos” em que se podem meter se se casarem com muçulmanos.

Falando na tertúlia “125 minutos com Fátima Campos Ferreira”, que decorreu no Casino da Figueira da Foz, José Policarpo deixou um conselho às portuguesas quanto a eventuais relações amorosas com muçulmanos, afirmando: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.”»


E já agora tenham, igualmente, muito cuidado se se apaixonarem por um padre católico. Creio que os sarilhos, nesse caso, são ainda maiores!

Over the edge


Definir prioridades, suspender expectativas…
Olhar em frente e saber até onde se deve ir, até onde se pode ir.
Mas, ao mesmo tempo, libertar a mente, alargar horizontes, deixá-los fluir e desconhecer os limites.
Parar à beira do abismo e olhá-lo nos olhos. Desafiá-lo. Provocá-lo.
Deixar que a sua vertigem nos tolhe os sentidos e mergulhar no vazio.
Parar então! Suspender!
Definir prioridades, libertar expectativas…
Conhecer o que está à nossa volta e saber por onde ir, como ir.
Fechar a mente e limitar o campo.
Evitar o abismo e suspender o medo.
Definir prioridades. Definir expectativas.
Viver então… sabendo que o efémero só o é até chegarmos ao abismo e que, a partir daí, se o quisermos… o eterno torna-se real!
Prioridades definidas!
Expectativas alcançadas!

No Ar (20)


Todos sabemos que Herman José foi (é) uma referência incontornável do humor em Portugal, nomeadamente do humor feito em televisão. Também na rádio Herman foi inovador. Relembramos, de sua autoria, programas tão divertidos e criativos como os pioneiros Rebéu béu béu Pardais ao Ninho ou A Flor do Éter. Numa altura em que, neste panorama, para além do Herman havia... o deserto. Graças que hoje já não é assim!