segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

No Ar (11)


Várias foram as noites de domingo, durante a década de 80, que passei de ouvido colado à Rádio Comercial. Das 21h à meia-noite a minha companhia era António Santos, que com textos excelentemente escolhidos e com música magnífica, tornava As Noites Longas do FM Estéreo, num dos momentos mágicos que só a rádio feita a preceito nos pode oferecer!

Marcas na História (24)


A Queda de Berlim - 30 de Abril de 1945

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Café Condal


Servem-se refeições rápidas, daquela comida de lixo, ou como agora gostam de dizer, fast-food, junk food! Mas servem-nas com gosto, pelo menos com gosto musical. Nem sempre o melhor, é certo, mas sempre em volume alto, com os empregados a correrem, mesmo quando não há pressa, sempre a cantarem, mesmo quando não há necessidade!
É, mais ou menos, divertido, é jovem, é fresco, dizem-nos eles, é uma verdade que não é partilhada por todos, mas enfim, é esse o seu conceito de geração rockeira, jovem e feliz! O mais giro de tudo é aquilo que anda pendurado pelas paredes! Roupas, instrumentos musicais, posters, discos e até um automóvel cor-de-rosa no tecto!!!
Em tempos foi outra coisa. Uma sala de cinema bonita, elegante, calma, tranquila, onde se podiam ver filmes com algum conforto, num sítio agradável, bem localizado, nobre!
A aceleração substituiu a acalmia de algumas tarde e noites lisboetas, num tempo que não voltará mais a assomar-se nesta Lisboa em desalinho!
Bom fim de semana!

O'Neill


Hoje O'Neill, o Alexandre, faria 84 anos!
Num dia vulgar...

Ao rosto vulgar dos dias

Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
*
Ao rosto vulgar dos dias,
A vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
*
Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.

Balanços Discográficos (III)

E porque o tempo nos faz apelo a isso mesmo, continuamos por aqui a levantar balanços aos discos de que mais gostamos.
Hoje mostro-vos os melhores três discos de… 1998!





O meu filme de Natal


Este não é um filme de Natal!
Mas é um filme que me habituei a ver no Natal. É, por isso, um filme que associo a esta altura do ano, embora o goste de rever em qualquer outro tempo, porque é um filme que me remete para a infância, que é a idade em que todos os natais são especiais! Por isso aqui o deixo como um dos meus filmes de Natal, melhor, como o meu filme de Natal!

Merry Christmas - Lennon McCartney


Já depois desta dupla se ter, quase, esquecido da sua cumplicidade criativa, ambos resolveram cantar o Natal. Na improbabilidade de criaram canções semelhantes para esta quadra, aqui vos deixo as respectivas incursões natalícias de Lennon e McCartney.
As diferenças são evidentes!

Tintin no Natal (II)

No Ar (10)


Hoje não vos falo de um programa especifico. Hoje falo-vos de dois momentos fundamentais na nossa história colectiva recente.
No dia 24 de Abril de 1974, João Paulo Dinis, aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa dizia o seguinte:

«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus ...».

Já na madrugada do dia 25, vinte minutos depois da meia-noite, no programa Limite da Rádio Renascença, o técnico de som Manuel Tomás punha no ar a voz, previamente gravada, de Leite de Vasconcelos, recitando a primeira estrofe da canção de José Afonso, Grândola Vila Morena!

Depois disso foi o que sabemos e apesar de algumas contrariedades, foi também graças a estes sinais que, hoje, podemos ter a rádio que temos!

Marcas na História (23)


Bruxelas, 10 de Janeiro de 1929 - Primeira prancha de Tintin no suplemento juvenil do jornal Le Vingtiéme Siécle - Le Petit Vingtiéme

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Gabriel

Em 1974 Peter Gabriel tinha este hábito de cortar a sua franja mais do que seria, talvez, aconselhável.

Hoje já não precisa!

De qualquer forma, com ou sem franja, continua a ser uma das maiores referências musicais em todo o mundo!
Eu confesso que tenho por ele um afecto especial e uma admiração imensa!

Seremos todos Irmãos e Irmãs?


No fundo não traz nada de novo!
Mas, por outro lado, também não precisa! Porque está lá tudo o que é necessário!
Vem na senda de tantos outros enredos, de tantas outras histórias, de encontros e desencontros, de enganos e descobertas, de amores e zangas, afinal daquelas misturas que compõem a existência!
Bebe, na sua essência, a mesma mescla que beberam, por exemplo, A Anatomia de Grey, ou Os Trintões (de quem recupera dois actores). Mostra-nos como as pessoas reagem aos segredos que a vida teima em mostrar a cada dia que passa. Lembra-nos que somos só pessoas, simples e muito complexas simultaneamente. Descobre-se, afinal, a nossa vida quotidiana, naquilo de que somos feitos, das atitudes, medos e euforias que podemos ir experimentando. Espelha-nos com a devida distância, mas com uma proximidade surpreendente quando nos despimos das nossas fraquezas e das injustiças que queremos esconder, até de nós próprios.
A vida não é assim, tal como nos mostram estes Irmãos e Irmãs, até porque, como muitos outros, eu até sou filho único, mas este é um espelho que gosta de reflectir aquilo que, porventura, gostaríamos de ser, ter e ver, se a nossa vida desse um filme!

Balanços discográficos (II)

Outro balanço que me é grato fazer é este. Os três melhores discos de...1986!





Tintin no Natal (I)

Um Natal de pesadelo!


Tim Burton tem uma especificidade enorme na realização dos seus filmes. Um certo ar gótico, uma aura de mistério, uma luminosidade parda, um bom gosto inexcedível, um humor bem negro!
Tim Burton também quis fazer um filme de Natal. Se bem que, para isso, tenha ido buscar inspiração ao Halloween. Este foi dos melhores pesadelos que tive oportunidade de saborear. Depois dele criou-se uma nova forma de ver o Natal, aquela em que mesmo os feios e maus se revelam encantados com um espírito que só existe nesta altura do ano. Mesmo que, para isso, tenhamos que nos envolver num pesadelo!