sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O marido da D.Isabel


E segundo reza a tradição, o marido desta senhora deve ser um bom chefe de familia!!!

No Ar (1)


Houve alturas em que ao ligarmos o botão do aparelho de rádio sabíamos ao que íamos. Íamos á procura das vozes que nos acompanhavam todos os dias, das suas conversas, das músicas que nos ofereciam, daqueles momentos que considerávamos únicos. Nessa altura havia programas, havia horas especificas em que as vozes nos eram familiares, em que as músicas nos aqueciam, em que as conversas nos preenchiam agradavelmente.
Hoje, com raras e muito honrosas excepções, já quase que não há nada disso. Hoje vivemos no reino das playlists, que, para além de serem cansativamente repetitivas, espelham unicamente aquilo que um mainstream cego nos quer impor.
Vou começar agora a relembrar alguns desses momentos bons que ainda recordo com imenso agrado, que ainda enchem as minhas memórias radiofónicas, que me fazem acreditar que ouvir rádio era uma actividade muito prazenteira. Falarei também de alguns dos momentos que, ainda hoje, nos fazem acreditar que nem tudo está perdido e que continua a ser possível ligar o tal botão mágico e sentirmo-nos NO AR!

MORRISON HOTEL - Rui Morrison na Rádio Comercial
Uma hora da melhor música, com a calma necessária à hora em que era transmitido, da meia-noite à uma. Todas as noites antes de adormecer, para que o sono fosse mais suave...

Não os deixemos morrer !!!

Quando as crianças não lêem, a sua imaginação vai fenecendo! Quando a imaginação desaparece, ou é substituída por sucedâneos impostos pelas modas vigentes, as crianças e todos nós, ficamos mais pobres, o mundo perde a sua verdadeira força, aquela que provêm do nosso espírito criativo, aquela que nos permite continuar a voar e a sonhar.
Por isso e em boa hora a Fondation Pour l’Alphabétisation do canadiano Québec teve esta genial ideia, mostrando-nos o que pode acontecer se continuarmos a desprezar a nossa carência diária de fantasia e sonho!
Nós por cá, que já nos consideramos o povo menos alegre da Europa, temos uma necessidade urgente de fazer algo semelhante, sob pena de nos tornarmos ainda mais tristes!

Marcas na História (14)


Primeiro LP dos The Beatles - 22 de Março de 1963

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A Mônica cresceu!!!


Nunca fui um verdadeiro admirador desta série. Nunca, sequer, comprei um livro destes. Mas li vários e até me divertia com eles. Conheci todos os personagens e sempre lhes achei uma certa piada! Hoje vi isto e pensei, que pena ter-se perdido toda aquela inocência. Porque, de facto, Mônica, a dentuça, tinha muito mais piada quando mesmo querendo ser gentil, não conseguia evitar dar uns valentes abanões no Cebolinha. Enfim… mais uma infância que vai desaparecendo!

Marcas na História (13)


The Jazz Singer - Primeiro filme falado. 6 de Outubro de 1927

Heróis de Papel (50)

De todos os heróis que aqui nomeei este é o menos provável. Aliás, este é, muito possivelmente, dos mais improváveis heróis de toda a literatura. Não por ser um anti-herói, o que, na verdade, é também uma forma de heroísmo, mas por não ter, nas suas características, aparentemente intrínsecas, nada que lhe confira essa dimensão. No entanto e como sucede amiúde na vida quotidiana, os acontecimentos precipitam-se e há sempre alguém que, mesmo contra sua vontade, mesmo contra a sua natureza, tem que dar o salto em frente, tem que pegar o touro pelos cornos e tem, sem disso fazer alarde, de se superar, tornando-se no verdadeiro herói. Tanto assim é que, normalmente, após esse feito, este não-herói, volta a ser o que era, dispensando todos os encómios, todas as venerações, todas as falsas atenções que lhe querem, abusivamente, demonstrar. Porque, efectivamente, os verdadeiros heróis são sempre aqueles que mantendo-se numa espécie de sombra, conseguem tornar os outros mais felizes, mais completos, mais pessoas!

Nome: Samwise Gamgee
Autor: J.R.R.Tolkien
Obra: O Senhor dos Anéis
Ano de Nascimento: 1954
Origem: Inglaterra

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Os Sete


Tenho por aqui falado de muitas recordações de infância e adolescência. Tenho também feito várias referências a livros que me marcaram, quer nessa altura, quer depois, quer ainda por estes dias que vão correndo. Autores têm sido igualmente muitos os que venho destacando. Ainda há poucos dias falei de Enid Blyton e dos seus livros mais conhecidos, os dos Cinco. Lembrei-me entretanto, já que a vida à medida que se vai movimentando nos traz, de quando em vez, memórias mais recônditas (embora não menos importantes ou significativas) de outros livros que esta senhora nos deixou. Aliás foi por estes que a conheci. Lembro-me muito bem e com uma deliciosa nostalgia, que gostava imenso de lhes pegar, de admirar as suas capas, de os tocar e mirar-lhes todos os pormenores e depois lê-los, tomando conhecimento de uma realidade mais antiga que a minha, noutras latitudes que, embora próximas, me pareciam tão distantes e deixar-me levar por aquele grupo de amigos, que seriam mais ou menos da minha idade, mas que tinham a oportunidade de viver aventuras extraordinárias, que me deliciavam as horas que eu, gostosamente, passava com eles.

Marcas na História (12)


Summer of Love 1967 - Haight-Ashbury, San Francisco

Merry Christmas - Slade


(re)Ouvia-a mesmo agora, esta que é uma das mais improváveis, mas também mais divertidas, canções de Natal que conheço.
Os Slade conseguiram alguma fama nos idos de 70, quando o chamado Glam Rock, cujos expoentes máximos foram Bowie e os T.Rex, se encontrava, ainda que por breves momentos, nos píncaros da fama.

Heróis de Papel (49)


Nome: Milou
Autor: Hergé
Obra: As Aventuras de Tintin
Ano de Nascimento: 1929
Origem: Bélgica

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nem tudo são flores!


QUE MIERDA HOMBRE !!!

Bolas de Ouro


E pronto, o melhor do mundo lá ganhou a sua Bola de Ouro, não a da FIFA, mas a outra, a da revista francesa, que não sendo a melhor Bola do Mundo, é a segunda melhor!
O que me intriga são os (ir)responsáveis pelo futebol português, nomeadamente os presidentes da Federação e da Liga Profissional, virem agora clamar aos sete ventos o prestígio que esta conquista oferece ao pontapé na bola luso!!!
Prestigio era não levar 6 do Brasil, não encaixar 5 do Barcelona, não sofrer mais 5 dos gregos, não ser derrotado em casa pelos alemães de segunda! Isso sim, seria prestigiante!
Até porque o madeirense já nem joga em Portugal há uma meia dúzia de anos, tal como aconteceu com o seu antecessor português na conquista deste troféu, o Figo, que também o ganhou depois de já andar por terras espanholas há algum tempo. Na verdade, o único génio futebolístico luso que aqui jogou e ganhou prémios internacionais, porque era, de facto, maior que os outros, chamava-se Eusébio e não voltou a haver outro igual por estes lados!

Marcas na História (11)


Invenção do Telefone - 1860 (cerca)

Heróis de Papel (48)


Nome: O Menino Triste
Autor: João Mascarenhas
Obra: 3 livros já editados
Ano de Nascimento: 2001
Origem: Portugal