segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O que disse Dinis


Há aqueles escritores que escrevem, escrevem, fartam-se de escrever e de publicar e nada... tudo o que dizem é vazio, por muitos leitores que tenham, e alguns têm muitos, o que lhes sai é zero. Há vários desses por aí. Há até quem lhes chame light, levezinhos é o que são. Os seus livros nunca terão peso algum. Honre-se-lhes o esforço, mas nunca a inspiração, porque dessa são falhos.
Não dão tusa, como diria Molero!
Molero, pelo contrário, teve-a e escreveu! Ou melhor, deu a conhecer ao mundo um relatório, um só! E não foi preciso mais. De tal forma esse relatório foi preciso e precioso, que a sua leitura, para os que gostam e sabem ler, se tornou obrigatória.
Desta forma se consegue compreender que não é necessário escrever milhões de palavras, basta tão somente escrever umas quantas, poucas até, mas que sejam colocadas nos sítios certos, que formem as orações correctas, nos exactos momentos, compondo aquelas frases que nos desarmam por completo.
Molero fez isso e passou a contar neste estranho jogo das palavras.
O que disse Molero, disse-o também Dinis. Dinis que disse várias outras coisas, coisas importantes e talvez decisivas. Dinis que não voltará a dizer porque se foi para aquele sitio onde permanecem os recordados. Partiu na 6ª feira, mas deve estar bem porque nos deixou, entre outras, as palavras de Molero e esse é, também, mais um caminho para a imortalidade!

Heróis de Papel (8)


Nome: Pinóquio
Autor: Carlo Collodi
Obra: As Aventuras de Pinóquio
Ano de Nascimento: 1883
Origem: Itália

A Arte do Fingimento (21)


Anthony Hopkins (Port Albert, 1937)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Alferes de cinco estrelas!


Ao passar no blog da Revista Ler, li isto:

«Mário de Carvalho premiado

Mário de Carvalho vai receber no próximo dia 18 de Outubro o Premio Internazionale Città Di Cassino, atribuído ao seu livro Os Alferes (Caminho, 1989), editado recentemente em Itália pela editora Blu.(...)»

Com mais vontade ainda, reforço o que disse aqui há tão pouco tempo!

Deus capitalista?


Será que quando proferimos a corriqueira frase: Que Deus lhe pague!, Ele toma isso em consideração e procede ao débito respectivo nas contas de cada um de nós?
Será por isso que a Humanidade está como está?

Heróis de Papel (7)


Nome: Lucky Luke
Autor: Morris (com a colaboração de vários argumentistas)
Obra: As Aventuras de Lucky Luke
Ano de Nascimento: 1946
Origem: Bélgica

A Arte do Fingimento (20)


Sophia Loren (Roma, 1934)

A Esperança é Vermelha!


Hoje falo em futebolês para dizer que, embora os meus níveis de confiança ainda não estejam completamente consolidados, as transições defesa/ataque, ou traduzindo, dúvida/certeza, estão muito perto de se confirmarem. Para já apetece-me dizer que cada vez gosto mais do Quique!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A verdade da SIC


Já todos sabemos que a corrida ao lucro se torna, vezes demais, despida de escrúpulos. Vimos dando conta disso mesmo, com a maior das facilidades, em praticamente todos os domínios da vida em sociedade. Tanto assim é que já nem nos admiramos com as histórias mais bizarras que vamos ouvindo. Parece até que entramos nesta modorra cinzenta de achar que tudo é passível de se fazer se estiver em causa a busca de um dinheiro fácil. Os princípios, as regras que julgávamos serem indispensáveis para regular a vida social, estão constantemente a ser postos em causa e o mais grave é que já nem damos por isso, tornando-se, assim, mais difícil apercebermo-nos dos vários atentados que se vão, diariamente, cometendo.
Ainda há pouco tempo os jornalistas da SIC se exasperavam contra o facto do acesso à Internet por parte dos computadores Magalhães, não ter activado uma coisa a que chamaram de controlo parental, o que contraria, frontalmente, aquilo que a mesma estação televisiva nos vem mostrando à exaustão! Por exemplo, aquele monumento à degradação que se chama Momento da Verdade!
Se querem ser pudicos e zelar pelos bons costumes e pela seriedade, sejam-no sempre e não apenas quando lhes convém. E sobretudo não nos queiram tomar todos por tolos e desprovidos de sentido crítico.
Eu vou continuar a ser muito controlador em relação ao que a SIC nos mostra e pornografia por pornografia, acho muito mais grave aquela que a Teresa Guilherme e o Nuno Santos (entre outros) nos querem obrigar a ver!

Heróis de Papel (6)


Nome: Hercule Poirot
Autor: Agatha Christie
Obra: O Misterioso Caso de Styles (e em outros 37 livros)
Ano de Nascimento: 1920
Origem: Inglaterra

A Arte do Fingimento (19)


Susan Sarandon (New York, 1946)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cegueiras


«Invisuais protestam contra "Ensaio sobre a cegueira"
Citado pela Associated Press, o presidente da Federação Nacional dos Invisuais [dos USA], Marc Maurer, afirmou terça-feira que a cegueira não é uma "alegoria muito inteligente para falar sobre o colapso da sociedade".
"O filme retrata as pessoas cegas como monstros e isso é mentira. A cegueira não transforma pessoas decentes em monstros", indignou-se Marc Maurer.»


Claro que não!!! Agora é provável que, não tendo tornado este senhor apto a dizer imbecilidades, também não o impediu de o fazer. A cegueira deve ser um mal horrível. Conseguir andar neste mundo pré programado para aqueles que vêem, sem ter capacidade para o fazer é, certamente, um peso muito grande. Creio que todos os cegos e outros incapacitados visuais deste mundo devem lutar com todas as suas forças para tornarem as sociedades mais prontas a facilitar-lhes o quotidiano da vida em comunidade.
O que é caricato aqui é o que estes invisuais querem fazer. Protestar contra um filme porque este utiliza a cegueira como mote para dizer algo mais sobre a sociedade global? Mas não é isso que fazemos todos os dias? Utilizar as várias formas de comunicação e de arte para estabelecermos paralelismos? Para darmos soluções? Para alertarmos? E tanto podemos usar cegos, como coxos, como gays, como velhos, como novos, como negros, brancos ou vermelhos, etc, etc.
Eu ainda não vi o filme, mas já li o livro, que considero como um dos melhores de Saramago e monstros só lá vi aqueles que nós vamos criando a partir das nossas fragilidades, dos nossos temores e inseguranças, aqueles que nós criamos quando tentamos sobreviver a todo o custo! No fundo, monstros podemos ser todos nós se as circunstâncias nos levarem a isso e nunca por sermos, ou ficarmos, cegos.
O que me parece é que este senhor (e a sua associação) para além da sua cegueira objectiva, padece de um outro mal, este sim deveras preocupante, mas felizmente tratável. O de uma imbecilidade e de uma tacanhez que não lhe permite ver além daquilo que os seus interesses mesquinhos (ou será que não são tão mesquinhos?) o deixam perceber!

No Dia Mundial da Música


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Música!
Hoje também soube, ao passar por este sítio, que a revista Mojo nos oferece uma excelente novidade musical! Parece que a minha perspectiva, expressa aqui, não se vai, felizmente, verificar. Os magníficos Prefab Sprout, fazendo fé no que a revista nos diz, estão de volta com grandes canções. Resta-nos esperar, impacientemente, por Fevereiro do próximo ano tendo, contudo, a certeza que Paddy e o seu irmão Martin nos irão trazer mais alguns óptimos momentos musicais, de uma enorme emoção!
Esta é, também, uma óptima maneira de se assinalar, condignamente, este Dia! E, já agora, aproveitemos igualmente para ir reouvindo os outros discos dos Prefab! Eu irei, certa e gostosamente, fazê-lo!

Heróis de Papel (5)


Nome: Spirou
Autor: Franquin (*)
Obra: As Aventuras de Spirou
Ano de Nascimento: 1938
Origem: França

(*) Na verdade o criador de Spirou foi Rob-Vel, mas o personagem foi retomado por vários outros autores, Jijé, Fournier, Nic e Couvin, Tome e Janry e Morvan e Munuera. No entanto o autor que maior projecção deu a esta série, que desenhou entre 1946 e 1969, foi Franquin, razão pela qual o considero como o Autor.

A Arte do Fingimento (18)


Raúl Solnado (Lisboa, 1929)